IR 2021: Declaração Completa ou Simplificada?

por Fabiana Lima
3 minutos de leitura
IR 2021: Declaração Completa ou Simplificada?

Vai fazer a declaração do Imposto de Renda 2021, mas está em dúvidas sobre qual o melhor modelo para você? Calma, isso é um desafio comum entre os brasileiros. Poucas pessoas sabem fazer suas declarações e a maioria não sabe qual é a melhor opção: a declaração completa ou a simplificada.

Neste artigo, vamos explicar as diferenças entre cada uma delas e qual é a mais indicada em cada caso. Continue a leitura e confira!

Declaração completa ou simplificada: quais são as diferenças

Declaração simplificada

A declaração simplificada é indicada quando o contribuinte não tem muitas despesas para deduzir. Nesse caso, usa-se o abatimento padrão, de 20% sobre a soma de todos os rendimentos que foram tributados ao longo do ano a ser declarado. 

O valor abatido é limitado a R$16.754,34 e é adotado por qualquer contribuinte, não importando qual a sua renda total ou o número de fontes pagadoras.

Além disso, o contribuinte deve informar o valor recolhido no ano anterior, tanto pela retenção da fonte, quanto pelo recolhimento obrigatório mensal, chamado de carnê-leão. Isso é necessário para que seja descontado o cálculo final do Imposto de Renda.

Declaração completa

A declaração completa é indicada para os contribuintes que têm muitas despesas para deduzir. O contribuinte deve informar todos os seus gastos e rendimentos do ano anterior e guardar os comprovantes deles por pelo menos cinco anos. Caso a soma das deduções exceda o valor de R$16.754,34 do modelo simplificado, o contribuinte deve fazer a declaração completa. 

Quando optar pela declaração simplificada ou pela declaração completa?

Algumas pessoas optam pela declaração simplificada quando não encontram muitas despesas dedutíveis – ou seja, valor total menor do que 20% dos rendimentos ou R$16.754,34. Mas esse não é um caminho garantido.

Como sugestão, preencha a sua declaração no programa do IR como se fosse fazer o modelo completo. O próprio sistema apresenta as duas opções de tributação: por deduções legais ou desconto simplificado e você pode avaliar a melhor alternativa.

Por outro lado, em alguns casos é certeza que a declaração completa é o modelo correto, como, por exemplo, quando você tem muitos gastos dedutíveis. Veja alguns exemplos a seguir:

  • • Despesas médicas: todos os gastos próprios, de dependentes ou alimentandos, sem limite e com dedução integral do IR. Gastos com farmácia e medicamentos não contam. 
  • • Despesas com educação: todos os custos com educação, seus ou de seus dependentes, limitados ao valor de R$ 3.561,50 por dependente. Não há limites para inclusão de dependentes, desde que você comprove o vínculo.
  • • Despesas com dependentes: abatimento de até R$ 2.275,09 por dependente comprovado.
  • • Plano de previdência: custos com plano de previdência privada podem ser abatidos até o limite de 12% da renda.
  • • Livro-caixa: dedução integral para o livro-caixa do profissional autônomo.

A declaração completa é indicada para contribuintes que possuem muitos dependentes, têm muitas despesas e também têm plano de previdência privada. Esses contribuintes vão poder abater um alto valor em despesas. 

Você consegue saber se esse é o seu caso somando todas as despesas dedutíveis. Caso o valor ultrapasse os 20% dos rendimentos ou esteja acima dos R$16.754,34 fixados pela Receita Federal, o mais indicado é fazer a declaração completa e tentar um desconto maior no imposto ou garantia de restituição. 

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