﻿{"id":94643,"date":"2026-07-15T15:05:17","date_gmt":"2026-07-15T18:05:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/?p=94643"},"modified":"2026-07-15T15:07:04","modified_gmt":"2026-07-15T18:07:04","slug":"novo-tarifaco-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/novo-tarifaco-dos-eua\/","title":{"rendered":"Novo Tarifa\u00e7o dos EUA: O que muda para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras e quais setores correm mais riscos?"},"content":{"rendered":"\n<p>O <strong>novo tarifa\u00e7o dos EUA<\/strong> trouxe um novo momento de forte tens\u00e3o para o com\u00e9rcio entre Brasil e Estados Unidos. Depois de meses de investiga\u00e7\u00e3o, o Escrit\u00f3rio do Representante de Com\u00e9rcio dos Estados Unidos (USTR) prop\u00f4s uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros \u2014 e ainda estuda uma segunda sobretaxa de 12,5% ligada a alega\u00e7\u00f5es de trabalho for\u00e7ado. Somadas \u00e0 tarifa tempor\u00e1ria de 10% j\u00e1 em vigor, as duas propostas podem levar a taxa\u00e7\u00e3o sobre parte das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil a 37,5%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A decis\u00e3o final \u00e9 do presidente Donald Trump e tem prazo legal marcado para 15 de julho de 2026<\/strong>. At\u00e9 l\u00e1, o governo brasileiro segue negociando prazos, exce\u00e7\u00f5es e poss\u00edveis sa\u00eddas diplom\u00e1ticas. Mas, independentemente do desfecho, o novo tarifa\u00e7o j\u00e1 obriga exportadores, importadores e empresas de com\u00e9rcio exterior a revisar planejamento cambial, contratos e margens de lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, voc\u00ea entende de onde vem essa nova rodada de tarifas, o que est\u00e1 em jogo para a economia brasileira, quais setores correm mais risco e como se preparar financeiramente para os diferentes cen\u00e1rios poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Novo tarifa\u00e7o dos EUA: uma vis\u00e3o geral do que j\u00e1 sabemos e expectativas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A proposta atual tem origem em uma investiga\u00e7\u00e3o aberta pelo USTR em julho de 2025, com base na Se\u00e7\u00e3o 301 da Lei de Com\u00e9rcio dos Estados Unidos, de 1974 \u2014 mecanismo que permite a Washington investigar e punir pr\u00e1ticas comerciais de outros pa\u00edses consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses americanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclu\u00edda em 1\u00ba de junho de 2026, a investiga\u00e7\u00e3o apontou como &#8220;irrazo\u00e1veis&#8221; pr\u00e1ticas brasileiras em seis frentes: com\u00e9rcio digital e sistemas de pagamento eletr\u00f4nico como o Pix, tarifas preferenciais, prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal. Com base nessas conclus\u00f5es, o USTR prop\u00f4s a tarifa adicional de 25% sobre bens brasileiros, conforme <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2026-06\/governo-dos-eua-propoe-nova-tarifa-sobre-produtos-brasileiros\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">anunciado oficialmente pelo representante comercial dos EUA<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, corre uma segunda investiga\u00e7\u00e3o, sobre alegadas falhas no combate ao trabalho for\u00e7ado, que pode resultar em uma sobretaxa extra de 12,5% para o Brasil e outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A linha do tempo at\u00e9 agora:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Julho de 2025: abertura da investiga\u00e7\u00e3o sob a Se\u00e7\u00e3o 301.<\/li>\n\n\n\n<li>Fevereiro de 2026: a Suprema Corte dos EUA derruba tarifas anteriores aplicadas com base na Lei de Poderes Econ\u00f4micos de Emerg\u00eancia Internacional (IEEPA), considerando que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizava o presidente a taxar produtos por conta pr\u00f3pria.<\/li>\n\n\n\n<li>Em resposta \u00e0 decis\u00e3o da Corte, o governo americano recorre a outros mecanismos legais para manter uma tarifa adicional tempor\u00e1ria de 10% sobre o Brasil, com base na Se\u00e7\u00e3o 122, v\u00e1lida at\u00e9 24 de julho de 2026.<\/li>\n\n\n\n<li>1\u00ba de junho de 2026: o USTR conclui a investiga\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o 301 e prop\u00f5e a tarifa de 25%.<\/li>\n\n\n\n<li>6 e 7 de julho de 2026: audi\u00eancia p\u00fablica em Washington re\u00fane representantes do setor privado brasileiro e americano.<\/li>\n\n\n\n<li>15 de julho de 2026: prazo legal para a decis\u00e3o final do presidente Trump.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esse vaiv\u00e9m n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito. Em agosto de 2025, uma sobretaxa de at\u00e9 50% chegou a ser anunciada por carta ao governo brasileiro, com motiva\u00e7\u00e3o declaradamente pol\u00edtica, e foi revertida meses depois. A diferen\u00e7a desta vez \u00e9 o fundamento jur\u00eddico: a Se\u00e7\u00e3o 301 tem base t\u00e9cnica e hist\u00f3rico de aplica\u00e7\u00e3o mais consistente do que os decretos anteriores, o que reduz a chance de uma revers\u00e3o judicial r\u00e1pida.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o prazo n\u00e3o se esgota, o governo brasileiro intensifica negocia\u00e7\u00f5es diretas com o USTR, sob a lideran\u00e7a do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, na tentativa de reduzir o escopo da medida ou obter prazos adicionais de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que muda para as exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es brasileiras com as novas tarifas dos EUA?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras j\u00e1 vem perdendo espa\u00e7o nos \u00faltimos anos, \u00e0 medida que China, Uni\u00e3o Europeia e outros mercados asi\u00e1ticos ganham peso na pauta de vendas do Brasil ao exterior. Um novo tarifa\u00e7o tende a acelerar esse movimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O tamanho do impacto, segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI):<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Caso as duas propostas \u2014 25% e 12,5% \u2014 sejam confirmadas, 4.187 produtos brasileiros hoje exportados aos Estados Unidos passariam a sofrer uma al\u00edquota combinada de 37,5%, ante os 10% cobrados atualmente.<\/li>\n\n\n\n<li>O valor das exporta\u00e7\u00f5es afetadas chega a US$14,9 bilh\u00f5es, segundo levantamento da entidade com base em dados do USITC (comiss\u00e3o de com\u00e9rcio internacional dos EUA).<\/li>\n\n\n\n<li>Desse total, 62% s\u00e3o bens intermedi\u00e1rios \u2014 insumos usados por ind\u00fastrias americanas em suas pr\u00f3prias cadeias produtivas, n\u00e3o produtos finais.<\/li>\n\n\n\n<li>A CNI projeta ainda uma retra\u00e7\u00e3o estrutural de 0,5 a 0,6 ponto percentual no PIB brasileiro em 2026, equivalente a uma perda estimada de R$76 bilh\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O efeito n\u00e3o fica restrito \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es. Um d\u00f3lar mais pressionado \u2014 reflexo da incerteza em torno do tarifa\u00e7o \u2014 encarece insumos e equipamentos importados dos Estados Unidos, al\u00e9m de aumentar o custo de capital para empresas brasileiras endividadas em moeda estrangeira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como a tarifa eleva custos tamb\u00e9m para compradores e cadeias produtivas americanas, entidades como a CNI e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq) t\u00eam refor\u00e7ado esse argumento nas negocia\u00e7\u00f5es com Washington \u2014 mais de 80% do com\u00e9rcio bilateral do setor de m\u00e1quinas ocorre entre empresas coligadas, como matrizes e subsidi\u00e1rias, o que reduz a margem para substitui\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de fornecedores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Setores que temem impactos: quem corre mais risco?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Nem todos os produtos brasileiros seriam afetados da mesma forma. O USTR j\u00e1 sinalizou uma lista de exce\u00e7\u00f5es, e a CNI mapeou os itens de maior exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Setores com alto grau de depend\u00eancia do mercado americano:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Madeira e derivados, com destaque para o compensado de pinus \u2014 item em que o Brasil \u00e9 praticamente o \u00fanico fornecedor das importa\u00e7\u00f5es americanas \u2014 e molduras de madeira.<\/li>\n\n\n\n<li>Siderurgia e metalurgia, incluindo ferro-gusa n\u00e3o ligado e hidr\u00f3xido de alum\u00ednio.<\/li>\n\n\n\n<li>Papel e celulose, como a pasta qu\u00edmica de madeira usada em processos de dissolu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Agroneg\u00f3cio e energia, com destaque para a\u00e7\u00facar de cana bruto e etanol.<\/li>\n\n\n\n<li>M\u00e1quinas pesadas, transformadores el\u00e9tricos e granito trabalhado, setores citados como estrat\u00e9gicos pela ind\u00fastria nacional.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>No total, o Brasil figura como principal fornecedor dos Estados Unidos em 11 desses produtos intermedi\u00e1rios mapeados pela CNI.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Itens exclu\u00eddos da proposta atual:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Carne bovina, caf\u00e9, castanhas, banana, manga, mam\u00e3o, abacaxi e outras frutas tropicais.<\/li>\n\n\n\n<li>Petr\u00f3leo bruto, fertilizantes, produtos farmac\u00eauticos, minerais estrat\u00e9gicos e terras raras.<\/li>\n\n\n\n<li>Aeronaves civis, motores e pe\u00e7as da ind\u00fastria aeron\u00e1utica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A exclus\u00e3o de alimentos b\u00e1sicos e de commodities consideradas cr\u00edticas busca evitar press\u00e3o adicional sobre a infla\u00e7\u00e3o americana e sobre cadeias de suprimento consideradas sens\u00edveis pelos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Multinacionais com opera\u00e7\u00e3o nos dois pa\u00edses tamb\u00e9m entraram na disputa. Empresas como a fabricante brasileira de motores el\u00e9tricos WEG t\u00eam refor\u00e7ado, junto ao USTR, o peso de sua presen\u00e7a industrial em solo americano \u2014 a subsidi\u00e1ria da companhia nos Estados Unidos emprega cerca de 2.300 trabalhadores \u2014 como argumento contra a aplica\u00e7\u00e3o da tarifa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como as empresas brasileiras de com\u00e9rcio exterior podem se preparar?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Independentemente do desfecho em 15 de julho, o cen\u00e1rio refor\u00e7a uma li\u00e7\u00e3o recorrente para quem exporta ou importa a partir do Brasil: previsibilidade cambial e diversifica\u00e7\u00e3o de mercado deixaram de ser diferencial e passaram a ser condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Algumas frentes de prepara\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Diversifica\u00e7\u00e3o de mercados.<\/strong> Redirecionar parte das vendas para Uni\u00e3o Europeia e \u00c1sia, blocos que v\u00eam ganhando espa\u00e7o na pauta exportadora brasileira, reduz a depend\u00eancia de um \u00fanico parceiro comercial sujeito a instabilidade pol\u00edtica.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Hedge cambial e travamento de taxas.<\/strong> Fechar antecipadamente a taxa de c\u00e2mbio de opera\u00e7\u00f5es futuras protege a margem de exportadores e importadores contra oscila\u00e7\u00f5es bruscas provocadas por decis\u00f5es como essa. Empresas que ainda n\u00e3o usam esse tipo de prote\u00e7\u00e3o podem entender como funciona um<a href=\"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/o-que-e-um-contrato-de-cambio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> contrato de c\u00e2mbio<\/a> e avaliar se faz sentido para a opera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais em moeda estrangeira.<\/strong> Otimizar o recebimento de receitas de exporta\u00e7\u00e3o e o pagamento de fornecedores no exterior ajuda a compensar parte do impacto de uma tarifa mais alta. \u00c9 aqui que entra a Remessa Online: a plataforma oferece taxas de c\u00e2mbio comercial mais competitivas e transfer\u00eancias mais \u00e1geis do que bancos tradicionais para quem recebe em d\u00f3lar ou paga fornecedores internacionais, reduzindo o custo de opera\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio exterior num momento em que cada ponto percentual de margem importa.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Revis\u00e3o de contratos e Incoterms.<\/strong> Reavaliar quem arca com tarifas e taxas de destino em cada contrato de exporta\u00e7\u00e3o pode evitar que o custo adicional recaia inteiramente sobre a empresa brasileira.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Aten\u00e7\u00e3o aos tributos que j\u00e1 incidem sobre a opera\u00e7\u00e3o.<\/strong> Vale tamb\u00e9m revisar, com o setor fiscal ou tribut\u00e1rio da empresa, todas as<a href=\"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/taxas-alfandegarias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> taxas alfandeg\u00e1rias<\/a> e etapas do<a href=\"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/alfandega-de-exportacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> despacho aduaneiro de exporta\u00e7\u00e3o<\/a> envolvidas na opera\u00e7\u00e3o, para identificar onde ainda h\u00e1 espa\u00e7o de otimiza\u00e7\u00e3o de custos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio tamb\u00e9m se insere em um movimento mais amplo de reorganiza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio global, puxado por temas como nearshoring, friendshoring e disputa por minerais cr\u00edticos \u2014 tend\u00eancias j\u00e1 discutidas na cobertura da Remessa Online sobre os<a href=\"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/g7-2026-impactos-dolar-comercio-exterior-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> desdobramentos do G7 2026 para o c\u00e2mbio e o com\u00e9rcio exterior brasileiro<\/a>.<\/p>\n\n\n<div id=\"rank-math-faq\" class=\"rank-math-block\">\n<div class=\"rank-math-list \">\n<div id=\"faq-question-1784037337498\" class=\"rank-math-list-item\">\n<h3 class=\"rank-math-question \"><strong>O novo tarifa\u00e7o dos EUA j\u00e1 est\u00e1 em vigor?<\/strong><\/h3>\n<div class=\"rank-math-answer \">\n\n<p>N\u00e3o. As tarifas de 25% e 12,5% s\u00e3o propostas do USTR, ainda sujeitas \u00e0 decis\u00e3o final do presidente Donald Trump, com prazo legal at\u00e9 15 de julho de 2026. Atualmente, os produtos brasileiros j\u00e1 est\u00e3o sujeitos a uma tarifa tempor\u00e1ria de 10%, com base na Se\u00e7\u00e3o 122 da legisla\u00e7\u00e3o comercial americana, v\u00e1lida at\u00e9 24 de julho de 2026.<\/p>\n\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"faq-question-1784037349099\" class=\"rank-math-list-item\">\n<h3 class=\"rank-math-question \"><strong>Quais produtos brasileiros ficam de fora da nova tarifa?<\/strong><\/h3>\n<div class=\"rank-math-answer \">\n\n<p>A proposta atual exclui itens como carne bovina, caf\u00e9, castanhas, frutas tropicais, petr\u00f3leo bruto, fertilizantes, produtos farmac\u00eauticos, minerais estrat\u00e9gicos, terras raras e pe\u00e7as da ind\u00fastria aeron\u00e1utica.<\/p>\n\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"faq-question-1784037359733\" class=\"rank-math-list-item\">\n<h3 class=\"rank-math-question \"><strong>Qual o tamanho do impacto financeiro estimado para o Brasil?<\/strong><\/h3>\n<div class=\"rank-math-answer \">\n\n<p>Segundo a CNI, cerca de US$14,9 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es podem ser afetados, com um efeito estimado de 0,5 a 0,6 ponto percentual de retra\u00e7\u00e3o no PIB brasileiro em 2026.<\/p>\n\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"faq-question-1784037374567\" class=\"rank-math-list-item\">\n<h3 class=\"rank-math-question \"><strong>Por que essa tarifa \u00e9 diferente da aplicada em 2025?<\/strong><\/h3>\n<div class=\"rank-math-answer \">\n\n<p>A tarifa de at\u00e9 50% anunciada em agosto de 2025 tinha motiva\u00e7\u00e3o declaradamente pol\u00edtica e foi revertida ap\u00f3s a Suprema Corte dos EUA limitar o uso da Lei de Poderes Econ\u00f4micos de Emerg\u00eancia Internacional (IEEPA) pelo presidente. A proposta atual usa como base a Se\u00e7\u00e3o 301 da Lei de Com\u00e9rcio de 1974, com fundamento jur\u00eddico mais consolidado.<\/p>\n\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"faq-question-1784037386191\" class=\"rank-math-list-item\">\n<h3 class=\"rank-math-question \"><strong>Como uma empresa brasileira pode se proteger da volatilidade cambial gerada pelo tarifa\u00e7o?<\/strong><\/h3>\n<div class=\"rank-math-answer \">\n\n<p>Mecanismos como o travamento antecipado da taxa de c\u00e2mbio, a diversifica\u00e7\u00e3o de mercados de exporta\u00e7\u00e3o e o uso de plataformas com taxas de c\u00e2mbio comercial mais competitivas para recebimentos e pagamentos internacionais ajudam a reduzir o impacto da instabilidade no fluxo de caixa da empresa.<\/p>\n\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<p>O novo tarifa\u00e7o dos EUA desenha um cen\u00e1rio desafiador para a economia brasileira, especialmente para setores de bens intermedi\u00e1rios com forte depend\u00eancia do mercado americano. Ainda que as negocia\u00e7\u00f5es bilaterais sigam em curso e o hist\u00f3rico recente mostre espa\u00e7o para recuos e revis\u00f5es, empresas de com\u00e9rcio exterior n\u00e3o podem esperar o desfecho de 15 de julho para se preparar.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversificar mercados, proteger a opera\u00e7\u00e3o contra a volatilidade cambial e reduzir custos de transfer\u00eancias internacionais s\u00e3o medidas que fazem sentido independentemente de qual tarifa prevalecer \u2014 e s\u00e3o o tipo de prepara\u00e7\u00e3o financeira que separa empresas mais resilientes das que ficam ref\u00e9ns de cada nova rodada de tens\u00e3o comercial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda os impactos do novo tarifa\u00e7o de 25% dos EUA sobre as exporta\u00e7\u00f5es do Brasil. Descubra quais setores correm riscos e as expectativas para a economia brasileira.<\/p>\n","protected":false},"author":87,"featured_media":94644,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"content-type":"","om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[43384,43386],"tags":[43881,43884,43883,43880,43879,43882,43886],"class_list":["post-94643","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comex","category-exportacao","tag-cni-tarifaco","tag-comercio-bilateral-brasil-eua","tag-exportacoes-brasileiras-para-os-eua","tag-impacto-economico-brasil","tag-novo-tarifaco-dos-eua","tag-tarifas-de-importacao-eua","tag-tarifas-de-trump"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/87"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94643"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94643\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94718,"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94643\/revisions\/94718"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.remessaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}