Helena Collares
25 de fevereiro de 2026
A chamada máfia dos ingressos envolve fraudes na venda online, com esgotamento artificial que força o consumidor ao mercado paralelo.
O esquema suspeito inclui robôs que burlam limites por CPF, compram grandes lotes e criam uma falsa sensação de alta demanda.
Com os ingressos “sumindo” em minutos, fãs acabam recorrendo a cambistas e revendas ilegais, pagando valores muito maiores.
O Procon-SP investiga retenção proposital de ingressos, falhas sistêmicas e possível conivência com cambismo organizado.
Na turnê “Soy Rebelde”, consumidores enfrentaram filas travadas e ingressos esgotados em segundos, gerando multas e denúncias.
Ingressos do GP de São Paulo de F1 2026 esgotaram em minutos, inclusive pacotes VIP, levantando suspeitas de uso massivo de bots.
Plataformas também são questionadas por taxas de processamento extras, consideradas possivelmente abusivas em grandes shows.
Venda casada, falta de meia-entrada e indisponibilidade artificial são infrações graves ao Código de Defesa do Consumidor.
Registre reclamações no Procon-SP e no Consumidor.gov.br. Anexe prints, comprovantes e erros exibidos durante a compra.
A mobilização dos consumidores fortalece investigações, ações judiciais e ajuda a criar regras mais rígidas para o setor.