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O mercado de câmbio operou em compasso de espera e com oscilações muito estreitas nos últimos dias, consolidando os patamares de preço da semana anterior. Embora o alerta emitido pelo Itamaraty na última sexta-feira (03/jul) — recomendando cautela a brasileiros em áreas de conflito internacional — tenha colocado um pano de fundo de prudência, a ausência de novos fatos econômicos de grande impacto manteve as cotações flutuando muito perto da estabilidade. 

Quer saber mais sobre Brasil, EUA, Zona do Euro e Reino Unido? Acompanhe a seguir os desdobramentos destes e outros acontecimentos na edição #387 do “De Olho no Câmbio”.

Real x dólar

Começamos a semana com o dólar cotado a R$5,1705 na segunda-feira (06/jul), um nível 0,02% superior à abertura da semana anterior (29/jun). Ao longo da semana, a moeda norte-americana perdeu força frente ao real, e o dólar abriu o pregão desta quarta-feira (08/jul) cotado a R$5,1589, patamar 0,07% inferior à abertura da quarta-feira anterior (01/jul). Entre as aberturas desta quarta (08/jul) e da segunda-feira da semana anterior (29/jun), vimos uma valorização do real em relação ao dólar de 0,2%.

A movimentação da semana mostra um mercado técnico e sem direcionamento forte, onde a variação de apenas 0,07% confirma que os investidores evitaram abrir grandes posições. O alerta de sexta-feira do Itamaraty trouxe um leve tom defensivo, mas que não se traduziu em uma corrida cambial expressiva por aqui.

Esse comportamento mais contido também foi reflexo de uma agenda de indicadores esvaziada nos Estados Unidos nestes primeiros dias da semana. Sem novos dados macroeconômicos de peso para guiar as apostas sobre os juros americanos, o dólar operou de forma lateralizada globalmente.

No ambiente doméstico, o fluxo comercial regular e a liquidez reduzida em dias de calmaria ajudaram o real a registrar essa leve valorização de 0,2%. O investidor aproveitou o ambiente externo tranquilo para realizar pequenos ajustes de carteira, mantendo a moeda americana ancorada perto de R$5,16.

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Real x euro

O euro abriu o pregão de segunda-feira (06/jul) cotado a R$5,9131. Na abertura desta quarta-feira (08/jul), a cotação foi de R$5,8997. Portanto, observou-se uma valorização do real frente ao euro de aproximadamente 0,2% no período, diferente do movimento de desvalorização registrado na semana anterior.

Em relação ao dólar, a moeda europeia apresentou baixa nesta semana, revertendo a tendência de estabilidade observada na semana anterior. A cotação do euro em dólar passou de US$1,1441 na segunda-feira (06/jul) para U$1,1402 nesta quarta-feira (08/jul). Assim, observou-se uma queda de 0,3% do euro, isto é, são necessários menos dólares para adquirir um euro.

O recuo de 0,3% do euro frente ao dólar ocorreu de forma gradual, puxado por ajustes técnicos de investidores após a divulgação de dados de inflação europeus que vieram dentro do esperado pelo mercado. Como não houve surpresas nos índices de preços, a moeda perdeu um pouco de tração.

Além disso, declarações recentes de dirigentes do Banco Central Europeu sinalizaram que a autoridade monetária está confortável com o atual ritmo econômico, reduzindo a expectativa por mudanças bruscas nas taxas de juros no curto prazo e desidratando o prêmio de risco da divisa.

Por fim, essa leve fraqueza global do euro permitiu que o real ganhasse espaço na comparação direta, resultando na queda da cotação para a casa de R$5,89. O movimento acompanhou a sintonia de calmaria que ditou o ritmo de quase todas as moedas emergentes no período.

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Real x libra esterlina

A libra esterlina abriu o pregão de segunda-feira (06/jul) cotada a R$6,9013, nível superior ao registrado na abertura desta quarta-feira (08/jul), de R$6,8882. Portanto, houve uma valorização do real de aproximadamente 0,2% em relação à moeda britânica ao longo da semana.

Em relação ao dólar, a moeda inglesa perdeu força no decorrer da semana, revertendo a tendência de valorização observada na semana anterior, e abriu esta quarta-feira (08/jul) cotada a US$1,3347 após ter iniciado a semana cotada a US$1,3352, uma desvalorização de 0,03% da moeda britânica em relação ao dólar.

A quase estabilidade da libra em relação ao dólar, com variação de apenas 0,03%, reforça o cenário de calmaria generalizada nos mercados internacionais. Os investidores britânicos adotaram uma postura de espera, aguardando novos gatilhos políticos e econômicos no Reino Unido.

O recuo discreto frente ao real seguiu de perto o comportamento do euro, já que o investidor estrangeiro manteve um ritmo lento de alocação na América Latina. O desdobramento do alerta do Itamaraty gerou uma prudência global que afetou de forma sutil o fluxo para moedas europeias.

A falta de dados industriais relevantes em Londres também contribuiu para que a libra operasse sem dinâmica própria nestes três dias de pregão. Com isso, a divisa britânica apenas flutuou ao sabor do humor técnico das mesas de câmbio, favorecendo a pequena valorização do real.

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Perspectivas

O mercado deve continuar testando esses patamares de preço enquanto aguarda a divulgação das próximas minutas de bancos centrais e dados de atividade varejista global. No Brasil, o foco segue no monitoramento do cumprimento das metas fiscais do governo.

Qualquer mudança no humor político externo ou novos alertas geopolíticos podem alterar esse ritmo de calmaria técnica. Até lá, a tendência é de manutenção das moedas dentro de bandas estreitas de negociação.

Seguimos de olho.