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Aprender como criar um agente de IA do zero, em 2026, exige separar promessa de uso real. O termo ficou popular, mas um agente só faz sentido quando recebe uma tarefa clara, acessa dados confiáveis e trabalha dentro de limites definidos.

No dia a dia, ele pode consultar pedidos, organizar documentos, apoiar análises financeiras, pesquisar informações ou encaminhar solicitações internas.

Cada função muda o desenho do projeto, porque o risco de um agente de atendimento é diferente do risco de um agente que lida com dados sensíveis, sistemas financeiros ou etapas de aprovação.

Continue lendo para saber mais!

O que definir antes de criar um agente de IA?

Antes de criar um agente de IA, a equipe precisa delimitar a tarefa, o tipo de dado usado, os sistemas envolvidos e as ações permitidas. Essa etapa evita um erro comum: começar pelo modelo ou pela ferramenta antes de entender qual problema o agente deve resolver.

A função precisa ser específica. “Ajudar no atendimento” abre margem para interpretações demais. “Consultar o status de pedidos, responder dúvidas sobre prazo e encaminhar casos fora do padrão para a equipe” já cria um escopo mais seguro e fácil de testar.

Também é necessário mapear as fontes de informação. O agente vai usar uma central de ajuda, documentos internos, histórico de atendimento, planilhas, APIs ou sistemas financeiros? Cada fonte muda o nível de confiança da resposta e o cuidado com dados sensíveis.

Outro ponto decisivo está nas permissões. Consultar informações, sugerir respostas, registrar dados e acionar fluxos internos são níveis diferentes de autonomia. Quanto maior o impacto da ação, maior deve ser a revisão humana.

Antes da primeira versão, defina também como medir se o agente deu certo. Tempo de resposta, taxa de encaminhamento correto, redução de tarefas manuais e qualidade das respostas ajudam a mostrar se o projeto funciona além do teste inicial.

Como criar um agente de IA do zero?

Para criar um agente de IA do zero, comece pela escolha do modelo e pela configuração do comportamento do agente. A função já deve estar definida antes desta etapa.

Agora, o trabalho é transformar essa função em um sistema que entende uma entrada, segue um fluxo, consulta dados e entrega uma resposta ou ação conferível.

O caminho mais seguro é montar uma primeira versão pequena, com uma tarefa útil e poucos pontos de decisão.

Um agente que confere documentos de uma operação internacional, por exemplo, pode começar com uma função simples:

  • ler o arquivo;
  • identificar campos obrigatórios;
  • apontar pendências; e
  • preparar um resumo para a equipe.

1. Escolha o modelo de IA

O modelo é a base de interpretação do agente. Ele precisa ser escolhido conforme o nível de dificuldade da tarefa, o tipo de informação analisada e o risco da resposta.

Um agente que classifica mensagens ou responde a dúvidas frequentes pode funcionar com um modelo mais leve. Já um agente que compara documentos, interpreta solicitações incompletas ou cruza dados financeiros precisa de um modelo com maior capacidade de raciocínio.

A escolha não precisa ser definitiva: a primeira versão pode usar um modelo mais forte para validar qualidade e, depois, testar alternativas mais econômicas nas etapas simples.

2. Escreva o prompt-base do agente

O prompt-base define como o agente trabalha e deve informar:

  • o papel do sistema;
  • as fontes autorizadas;
  • a ordem de análise;
  • o formato da entrega; e
  • os casos em que a execução deve parar.

Em vez de usar uma instrução ampla, como “ajude a analisar documentos”, prefira uma orientação operacional:

  • identifique o tipo de arquivo;
  • localize campos obrigatórios;
  • compare os dados informados; e
  • registre pendências para revisão.

Esse tipo de comando reduz respostas soltas e ajuda a manter o agente dentro da tarefa.

3. Crie o fluxo de raciocínio

O fluxo de raciocínio mostra o caminho que o agente deve seguir. Primeiro ele interpreta a solicitação. Depois, consulta a fonte correta, aplica os critérios definidos e entrega o resultado no formato esperado.

Em um agente de atendimento, por exemplo, o fluxo pode separar dúvidas simples, pedidos com pendência e casos que precisam da equipe.

Em um agente financeiro, pode conferir dados, apontar divergências e preparar um resumo. O importante é que cada etapa tenha uma função clara, para que o teste consiga mostrar onde o agente acertou ou falhou.

4. Conecte sistemas, APIs e bases de informação

Depois de configurar o comportamento, conecte o agente às fontes necessárias. Essa conexão pode envolver:

  • uma base de conhecimento;
  • planilhas;
  • CRM;
  • ERP;
  • sistema financeiro;
  • plataforma de atendimento; ou
  • API interna.

Cada integração deve existir por um motivo. Um agente criado para consultar status não precisa alterar cadastros. Um agente que confere documentos não precisa liberar pagamentos.

Quanto mais sensível for o dado, menor deve ser a permissão automática. Esse cuidado reduz risco e facilita auditoria.

5. Teste antes de publicar

Os testes precisam simular a rotina real. Use perguntas completas, mensagens incompletas, arquivos fora do padrão, dados divergentes e solicitações que não pertencem ao escopo do agente.

A avaliação deve observar se o agente segue o fluxo, consulta a fonte certa e entrega uma resposta conferível. Se ele inventa informação, ignora uma pendência ou tenta concluir uma ação sensível, a configuração ainda precisa de ajuste.

6. Publique com governança e segurança

A publicação deve começar com uso controlado. Libere o agente para uma tarefa, canal ou equipe específica antes de ampliar o alcance. Também defina:

  • quem revisa falhas;
  • quais dados ficam registrados;
  • quais ações exigem validação humana; e
  • quando o agente deve ser pausado.

Criar um agente de IA do zero não termina quando ele entra em uso. O sistema precisa de revisão contínua, porque bases, regras e processos mudam com o tempo.

Quais ferramentas podem ser usadas para criar agentes de IA?

As ferramentas para criar agentes de IA variam conforme o nível de complexidade do projeto. Para tarefas simples, plataformas no-code e low-code ajudam a montar fluxos com base de conhecimento, formulários, integrações básicas e respostas automatizadas, sem exigir uma estrutura técnica pesada.

Projetos com dados sensíveis, APIs internas ou vários sistemas conectados pedem outro caminho. Nesses casos, frameworks e SDKs dão mais controle sobre ferramentas, estado, memória, permissões, testes e etapas com revisão humana.

Esse tipo de estrutura faz sentido quando o agente precisa consultar sistemas, preservar contexto e executar tarefas em várias etapas com rastreabilidade.

Também há frameworks voltados à orquestração de agentes, como LangGraph e CrewAI. Eles fazem mais sentido quando o fluxo precisa:

  • coordenar etapas diferentes;
  • manter contexto entre ações; ou
  • separar papéis dentro do processo, como pesquisa, validação e resposta.

A escolha não deve começar pelo nome da ferramenta. Um agente de FAQ pode nascer em uma solução simples. Um agente financeiro, integrado a documentos, sistemas internos e dados de clientes, precisa de arquitetura mais controlada.

O critério deve considerar função, risco, integração e capacidade de manutenção.

Exemplo prático: agente de IA para análise de documentos internacionais

Um exemplo útil para entender esse processo é um agente de IA criado para apoiar a análise de documentos em uma operação internacional.

A função dele não seria aprovar pagamentos, liberar cadastros ou tomar decisões financeiras. O papel seria organizar a informação antes da revisão da equipe.

O fluxo poderia começar com o recebimento de um documento, como invoice, comprovante ou formulário interno. O agente identificaria o tipo de arquivo, buscaria campos importantes, como nome, valor, moeda, data e dados da operação, e apontaria o que está ausente ou divergente.

Depois, ele prepararia um resumo objetivo para a pessoa responsável pela análise. Em vez de entregar apenas um texto genérico, o agente indicaria:

  • quais informações foram encontradas;
  • quais pontos precisam de checagem; e
  • qual pendência impede o avanço do processo.

Esse tipo de uso mostra bem o limite de um agente de IA em áreas sensíveis. Ele reduz trabalho manual, organiza dados e acelera a triagem, mas não substitui validação humana em decisões que envolvem dinheiro, compliance, documentos pessoais ou operações internacionais.

Aprender como criar um agente de IA do zero ajuda a entender como a tecnologia já influencia atendimento, operações, análise de dados e rotinas financeiras. Quando o projeto tem função clara, boas fontes e limites bem definidos, a IA passa a apoiar processos reais com mais controle.

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Resumindo

Como posso criar agentes de IA?

Agentes de IA podem ser criados a partir de uma tarefa específica, escolha do modelo, prompt-base, fluxo de raciocínio, integrações com fontes confiáveis e testes. O ideal é começar com uma função pequena e ampliar com validação real em uso.

Quanto custa ter um agente de IA?

O custo de um agente de IA varia conforme modelo, volume de uso, integrações, infraestrutura, manutenção e nível de segurança. Projetos simples podem usar ferramentas low-code; agentes conectados a sistemas internos exigem mais investimento.

Crédito de imagem: Envato Elements