Covid 19 – Impacto econômico e prognóstico

por Remessa Online
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Covid 19 - balanço geral

Visão Geral

O Sars-cov-2 colocou em cheque a saúde da economia global.

A propagação do novo vírus fez a economia chinesa apresentar o primeiro recuo trimestral do PIB em décadas, desestruturou o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que apresentava os números mais baixos de desempregados desde a década de 1960, paralisou a Europa, fez, de forma indireta, o petróleo valer menos que USD 0,00, e agora avança sobre economias mais pobres.

Qual o impacto da propagação da Covid-19 e o que esperar da economia, e do câmbio, durante a pandemia?

Acompanhe!

Prognóstico

Ninguém sabe, neste momento, quão maior ainda pode ser a crise causada pela propagação do Covid-19, portanto, o exercício de estimativa deve ser feito com bastante cautela.

O que já se sabe é que haverá uma nova rodada de diminuição de taxa de juros no mundo, e desta vez, pelo contexto o Brasil está incluído.

A diminuição da atividade econômica somada a falta de tração da economia brasileira, mesmo antes da imposição do distanciamento social permitirão o Banco Central atuar de maneira mais incisiva.

A taxa de juros, hoje em 3,75% deve cair ainda mais na tentativa de estimular a economia até que os efeitos mais agudos passem.

É extremamente importante que o governo atue ativamente para dissipar a recessão que se avizinha porque será extremamente relevante ter uma economia mais sólida a medida que o mundo todo desacelera.

De modo geral, a diminuição da taxa de juros por aqui fará com que mais dólares deixem o país.

O endividamento do governo também pode elevar a dívida pública para patamares menos atraentes para o mercado financeiro.

Esses dois elementos juros baixos e gastos elevados – indispensáveis agora – tendem a desvalorizar ainda mais a moeda brasileira.

Além disso, joga contra a nossa moeda neste momento, a aversão ao risco, o mundo está com medo e isso aumenta a procura por dólares americanos, a princípio, moeda forte nesse momento.

Teremos que nos habituar com o aumento do clima de incerteza e possíveis desvalorizações do real, ao menos até que as coisas fiquem mais calmas.

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