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Reunião do Copom corta a Selic a 14,50% em abril

Reunião do Copom corta a Selic a 14,50% em abril

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A reunião do Copom em abril deu continuidade ao ciclo de afrouxamento monetário, com um corte de 0,25% na Selic, após corte também de 0,25% na reunião de março. A desaceleração da atividade continua abrindo espaço para continuar o processo de flexibilização da política monetária. 

Os sinais de perda de ritmo da economia seguem aparecendo nos indicadores recentes. O PIB avançou apenas 0,1% no último trimestre de 2025, enquanto setores como serviços e comércio perderam tração no encerramento do ano. O mercado de trabalho, embora ainda resiliente, também começa a mostrar sinais de acomodação após um longo período de dinamismo.

Reunião do Copom em abril traz impacto para a economia nacional

O Comitê de Política Monetária deu continuidade, nesta quarta-feira (29), ao processo de flexibilização da política monetária, com um corte de 0,25% na taxa Selic. Após um corte cauteloso em março, o alto risco inflacionário, motivado pelas tensões geopolíticas e os altos preços do setor energético, acendem um alerta no Comitê. Apesar disso, a economia mostra sinais de desaceleração e perda de dinamismo.

Os dados recentes reforçam essa leitura. A economia brasileira perdeu tração no encerramento de 2025, com o PIB avançando apenas 0,1% no último trimestre e setores como comércio e serviços registrando perda de dinamismo. Já indicadores de preços ao consumidor e índices gerais de preços apontam pressão inflacionária, com o IPCA acumulado em 12 meses avançando para 4,14% em março.

Nesse cenário de volatilidade, parte do mercado mantém cautela diante de riscos inflacionários vindos do ambiente externo, especialmente da recente alta do petróleo em meio ao aumento de conflitos geopolíticos. Portanto, ainda não está certo se um novo corte será realizado na próxima reunião de política monetária, em junho.

Qual o impacto no dólar depois da reunião do Copom de abril

A reunião do Copom em abril tende a ter impacto limitado sobre o dólar no curto prazo. Mesmo com o ciclo de cortes da taxa Selic, o nível ainda elevado dos juros no Brasil mantém o diferencial de taxas favorável à entrada de capital estrangeiro, o que pode ajudar a conter movimentos mais intensos de alta da moeda americana.

No cenário externo, porém, o ambiente segue pressionado. A intensificação das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a aversão ao risco global. A escalada militar no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz para países aliados aos EUA impulsionaram o preço do petróleo para níveis acima de US$100, favorecendo o fortalecimento global do dólar.

Nesse contexto, o dólar pode permanecer pressionado, acompanhando o movimento internacional da moeda americana. Ainda assim, o patamar elevado da taxa de juros doméstica continua funcionando como um amortecedor para o câmbio, já que o diferencial de juros favorece estratégias de carry trade e pode suavizar movimentos mais intensos de depreciação do real.

O que muda no Brasil com os dados da reunião do Copom em abril

A projeção mediana do mercado, de um corte de juros de 0,25% se materializou e, também, conforme esperado, o Copom emitiu um comunicado após a decisão, sem fornecer pistas sobre os próximos passos da política monetária. Embora as condições macroeconômicas tenham permitido uma flexibilização gradual da política monetária, os riscos inflacionários vindos do exterior trazem dúvidas sobre o comportamento futuro do Copom.

No campo doméstico, o mercado de trabalho, que vinha sustentando parte do dinamismo econômico, também começa a mostrar sinais de acomodação. Embora a taxa de desocupação continue em níveis historicamente baixos, o comportamento recente reflete um ambiente de atividade menos aquecida, compatível com a desaceleração observada nos últimos meses.

No campo dos investimentos, mesmo com a redução dos juros, o nível ainda elevado da taxa básica segue favorecendo estratégias mais conservadoras no curto prazo. Aplicações de renda fixa continuam oferecendo retornos atrativos, especialmente em títulos pós-fixados, enquanto as aplicações em poupança também permanecem beneficiadas pelo patamar ainda alto dos juros. O ciclo de cortes tende a ocorrer de forma gradual, mantendo a atratividade desses instrumentos no curto prazo.

Próxima reunião do Copom

Na reunião dos dias 28 e 29 de abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic a 14,50% ao ano, mas não sinalizou quais serão os próximos passos da política monetária. O comunicado expedido logo após a decisão reforçou os riscos inflacionários e o papel de vigilância do BC, que não forneceu pistas sobre os próximos passos do comitê.

A próxima reunião do Copom ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho, quando o Copom poderá ter condições de realizar um novo corte da taxa básica de juros do país.

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