Ações da Netflix e o impacto da Covid-19

Após um 2019 abaixo do esperado, a gigante de streaming Netflix vê seus papeis ( NASDAQ:NFLX ) valorizarem em meio à crise provocada pela covid-19 no mundo.

ações da netflix (nasdaq:nflx)

Desde que a covid-19, síndrome respiratória grave provocada pelo novo coronavírus, começou a dar sinais de sua gravidade, ainda na China, as bolsas de valores mundo a fora passaram a sofrer importantes oscilações.

Em sua colossal maioria, para baixo.

A disseminação do vírus por todo o globo, agravou ainda mais a situação.

ações da netflix
Ações da Netflix acumulam alta após incicio da pandemia

As ações de commodities (produtos usados como matéria-prima) e do setor aéreo são as que mais têm sofrido o impacto negativo da crise provocada pela pandemia causada pelo novo coronavírus.

No entanto, nem todas as ações estão em baixa.

Empresas de vendas on-line e streaming, como a Netflix, estão se beneficiando com a crise, visto que a orientação das entidades responsáveis pela saúde pública é para que as pessoas fiquem em casa.

A possibilidade de consumo virtual torna-se sedutora e até essencial à sobrevivência em tempos de distanciamento social.

Especialistas orientam que os investidores pensem em longo prazo e fiquem de olho nas movimentações do mercado para encontrarem ótimas oportunidades nesse momento de crise.

Em situações como essa, é comum que haja mais papéis a venda do que investidores querendo comprar, pela aversão ao risco, assim, é possível comprar ações de alto valor a preços mais baixos.

Por que as ações da Netflix subiram?

Após um 2019 abaixo do esperado, a gigante de streaming Netflix vê seus papeis ( NASDAQ:NFLX ) valorizarem em meio à crise provocada pela covid-19 no mundo.

A empresa tem apresentado desempenho positivo desde fevereiro no índice Nasdaq Composite, que é fortemente ponderado pelas empresas de tecnologia da informação.

Nos países mais afetados pela pandemia já foram registrados picos de downloads do aplicativo.

Embora nesse momento, o mercado de ações esteja bastante volátil, é possível ser otimista em relação aos próximos meses para as empresas que estão sendo relacionadas ao “ficar em casa”.

O grupo conhecido como FAANG inclui grandes marcas como Facebook, Amazon, Apple e Google e tem sido apontado como responsável pela alta do índice Nasdaq em março, dado o crescimento pífio das demais ações.

Isso porque o mundo está cada vez mais aderindo ao distanciamento social e, em alguns casos, à quarentena. Por isso, as pessoas estão vendo seus hábitos de consumo sendo forçosamente modificados.

Netflix no Brasil

Em âmbito nacional, a Netflix faz parte de um grupo que lidera o ranking de ações em março e também no último ano.

Os chamados Brazilian Depositary Receipt (BDRs) são um grupo de ativos de empresas estrangeiras que podem ser adquiridos no Brasil. Ou seja, uma maneira para os investidores nacionais se posicionarem em ativos globais sem ter que fazer transferências internacionais.

Mais de 500 opções compõem esse grupo que tem obtido melhor desempenho no Ibovespa, entre elas, gigantes como Nike, Starbucks, Disney e Motorola.

Embora em um primeiro momento, a empresa de streaming pareça um bom negócio impulsionado pela necessidade das pessoas ficarem em casa, alguns analistas defendem que a crise do coronavírus pode, em curto prazo, ser um problema para a Netflix.

Os usuários pagam uma taxa.

Caso a crise financeira se agrave, o serviço pode ser considerado um luxo e, portanto, ser um dos primeiros a serem cortados quando o cinto apertar de vez.

No entanto, pensando no longo prazo, especialistas avaliam que a tendência é que a Netflix saia ganhando no cenário de crise.

A razão é a vantagem diante de concorrentes diretos, como Disney e Apple, que recém-lançaram seus serviços de streaming.

A análise é que eles terão dificuldades para entrar na concorrência de forma agressiva.

O mesmo vale para a Warner Media e NBC Universal que planejam o lançamento de canais de streaming ainda no primeiro semestre e começo do segundo.

Com a crise avançando e o impacto financeiro atingindo mais pessoas e famílias, vai ficar complicado para essas plataformas conquistarem novos clientes, já que a ordem será reduzir gastos.