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De Olho no Câmbio #379: Semana marcada pela espera sobre a guerra e as decisões de juros

Acompanhe o impacto dos acontecimentos mais relevantes sobre o real versus dólar, euro e libra esterlina, no ‘De Olho no Câmbio’ de 27 a 30 de abril.

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No De Olho no Câmbio desta semana, destacamos a estabilidade do real frente ao dólar e ao euro, em linha com o comportamento global da moeda americana, refletido no DXY. As decisões de política monetária no Brasil e nos EUA vieram conforme esperado, com manutenção dos juros pelo Fed e corte de 0,25 p.p. da Selic, sem sinalizações claras à frente. Na Europa, o BCE manteve os juros e indicou cautela diante de riscos inflacionários, adiando possíveis cortes. No Reino Unido, o BoE também manteve a taxa, mas com divisão interna e sinalização de possíveis altas futuras.

Quer saber mais sobre Brasil, EUA, Zona do Euro e Reino Unido? Acompanhe a seguir os desdobramentos destes e outros acontecimentos na edição #379 do “De Olho no Câmbio”.

Real x dólar

Começamos a semana com o dólar cotado a R$4,9909 na segunda-feira (27/abr), um nível 0,2% inferior à abertura da semana anterior (20/abr). Ao longo da semana, a moeda norte-americana perdeu força frente ao real, e o dólar abriu o pregão desta quinta-feira (30/abr) cotado a R$5,0192, patamar 0,3% inferior à abertura da sexta-feira anterior (24/abr). Entre as aberturas desta quinta (30/abr) e da segunda-feira da semana anterior (20/abr), vimos uma desvalorização do real em relação ao dólar de 0,6%.

A semana foi marcada pela relativa estabilidade da cotação do dólar em reais. O comportamento da moeda em relação à moeda americana seguiu o ritmo e o desempenho do dólar em relação às demais moedas. O índice DXY, que reflete o preço da divisa americana em relação a uma cesta de moedas fortes, ficou relativamente estável na semana.

A relativa estabilidade foi referendada pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Tanto lá como cá, as decisões coincidiram com a expectativa do mercado. O Federal Reserve decidiu, sem surpresa, manter a taxa de juros inalterada em 3,50% a 3,75% ao ano, enquanto o Copom cortou a Selic em 0,25%, como esperado.

No caso do Brasil, o comunicado não forneceu pistas sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom). Portanto, as apostas para a próxima decisão vão desde uma possível pausa no ciclo de calibração, até um novo corte de 25 pontos-base da Selic.

Aproveite e confira a cotação do dólar hoje e se inscreva em nosso sistema de alertas para ser notificado sobre variações importantes.

Real x euro

O euro abriu o pregão de segunda-feira (27/abr) cotado a R$5,9262. Na abertura desta quinta-feira (30/abr), a cotação foi de R$5,8583. Portanto, observou-se uma valorização do real frente ao euro de aproximadamente 1,0% no período, mantendo o movimento de valorização registrado na semana anterior.

Em relação ao dólar, a moeda europeia apresentou desvalorização nesta semana, mantendo a tendência de desvalorização observada na semana anterior. A cotação do euro em dólar passou de US$1,1700 na segunda-feira (27/abr) para US$1,1677 nesta quinta-feira (30/abr). Assim, observou-se uma desvalorização de 0,2% do euro, isto é, são necessários menos dólares para adquirir um euro.

Tal como pôde ser visto em relação ao dólar, o real manteve certa estabilidade em relação à moeda europeia ao longo da semana. O mercado permaneceu em compasso de espera enquanto aguardava as decisões de política monetária dos últimos dias.

O Banco Central Europeu (BCE), decidiu, sem surpresa, manter a taxa de juros inalterada nos atuais 2,15% e não forneceu pistas sobre quando a autoridade monetária europeia, retomará o ciclo de cortes de juros, uma vez que se espera mais impactos inflacionários oriundos da guerra no oriente Médio.

A decisão unânime afasta, ao menos por ora, a possibilidade de ver o BCE alterar a dinâmica da sua política monetária no curto prazo. O aumento dos riscos inflacionários e a sutil retomada da atividade econômica na Europa continental deve empurrar uma eventual decisão de corte de juros apenas para o ano que vem.

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Real x libra esterlina

A libra esterlina abriu o pregão de segunda-feira (27/abr) cotada a R$6,8245, nível inferior ao registrado na abertura desta quinta-feira (30/abr), de R$6,7669. Portanto, houve uma valorização do real de aproximadamente 0,8% em relação à moeda britânica ao longo da semana.

Em relação ao dólar, a moeda inglesa perdeu força no decorrer da semana, mantendo a tendência de desvalorização observada na semana anterior, e abriu esta quinta-feira (27/mar) cotada a US$1,3478 após ter iniciado a semana cotada a US$1,3532, uma desvalorização de 0,4% da moeda britânica em relação ao dólar.

Esta quinta também foi marcada pela decisão de política monetária na Inglaterra. O Bank of England decidiu, sem surpresa, manter a taxa de juros inalterada nos atuais 3,75% ao ano. A decisão foi dividida, com 8 votos favoráveis à manutenção de juros e um voto pelo aumento da taxa para 4%.

Além da manutenção da taxa básica de  juros, o presidente da autoridade monetária britânica, Andrew Bailey, informou que a distensão dos impactos inflacionários na economia local podem exigir novos aumentos de juros nas próximas reuniões do BoE.

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Perspectivas

Não há qualquer expectativa de que os bancos centrais que se reuniram nesta semana possam fazer algo diferente do que fizeram nesta semana nos próximos encontros. Os riscos inflacionários aumentaram de forma considerável, impedindo que os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa retomem o ciclo de cortes de juros.

No Brasil, os cortes de juros recentes foram viabilizados pelo patamar da Selic. Com a taxa básica de juros em níveis muito altos, o Copom encontrou espaço para cortes graduais nos juros, que podem ser repetidos. Por outro lado, o aumento dos riscos inflacionários já deve ter feito o Copom pensar sobre quando e como pausar os cortes de juros.

Por ora, a taxa Selic ainda é alta o suficiente para manter a atratividade do real.

Seguimos de olho.

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