Dia de estímulos fiscais e monetários

O mercado abre sem direção em função do desgaste político doméstico. A tendência diária é de desvalorização do real.

Visão Geral

O dólar comercial fechou a terça-feira (30) com variação de -0,14%, a R$ 5,7745, após ter começado o dia cotado a R$ 5,7824. O Euro fechou o pregão a R$ 6,7642, e apresentou variação de -0,5% após ter iniciado o dia em R$ 6,8012. A moeda americana iniciou esta quarta-feira (31) cotada a R$ 5,7730 e o Euro abriu o dia cotado a R$ 6,7680. 

Agenda de hoje

Na agenda internacional serão conhecidos a leitura final do PIB do Reino Unido do último trimestre do ano passado, o índice preliminar de preços ao consumidor da Zona do Euro no mês de março e a pesquisa ADP de geração de empregos nos Estados Unidos também do mês de março.

No Brasil, teremos a PNAD contínua relativa a janeiro, os dados de fevereiro das contas públicas do governo consolidado e o fluxo cambial semanal.

Perspectiva para o dia

Real x Dólar: o mercado está em compasso de espera por conta do discurso do presidente americano, Joe Biden, que deve anunciar um novo pacote de estímulo para melhorar as condições estruturais dos Estados Unidos. Apesar de positivo para os mercados, o discurso carrega também a possibilidade de aumento da inflação e do rendimento dos títulos de longo prazo. O mercado abre sem direção em função do desgaste político doméstico. A tendência diária é de desvalorização do real.

Real x Euro: os dados preliminares de inflação da Europa vieram acima do nível esperado pelo mercado e alcançaram 1,3% nos últimos doze meses, ante variação de 0,9% em fevereiro nos mesmos termos. Apesar do aumento da inflação, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, reiterou o compromisso da autoridade monetária de manter os estímulos monetários a fim de conter uma eventual desaceleração decorrente da nova onda de contágio pelo novo coronavírus na Europa.