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O dólar encerrou a semana em queda frente ao real, contrariando a sua valorização no exterior após a nova alta nos preços globais do petróleo. A escalada das commodities energéticas acabou favorecendo a moeda brasileira e impactando as principais moedas internacionais. Veja a seguir nossa análise completa do mercado cambial e entenda as perspectivas para a economia. 

Quer saber mais sobre Brasil, EUA, Zona do Euro e Reino Unido? Acompanhe a seguir os desdobramentos destes e outros acontecimentos. 

Real x dólar

O dólar encerrou a semana com variação de -0,5%em relação ao real. O dólar comercial começou a semana (20/jul) cotado a R$5,0887 e abriu esta sexta-feira (24/jul) cotado a R$5,0833. Nos últimos 15 dias o dólar registrou queda de 1,3% e no mês de -1,8%.

Após uma forte sequência de quedas, a moeda norte-americana voltou a ganhar valor no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas fortes, avançou em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e à nova alta dos preços do petróleo.

No Brasil, apesar do aumento da aversão ao risco ao longo da semana, o dólar recuou diante do real. A valorização da moeda brasileira esteve relacionada, em grande medida, à escalada dos preços da energia, que tende a ampliar as receitas externas e o ingresso de dólares no país, enquanto o mercado avalia os novos capítulos da guerra comercial.

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Real x euro

O euro iniciou a segunda-feira (20/jul) cotado a R$5,8452. Na abertura desta sexta-feira (24/jul), a cotação foi de R$5,8038, o que representa uma valorização do real frente ao euro de aproximadamente 0,7% no período. 

Em relação ao dólar, a moeda europeia registrou desvalorização esta semana. A cotação do euro em dólar passou de US$1,1415 na segunda-feira (20/jul) para U$1,1376 nesta sexta-feira (24/jul). Uma queda de 0,3% do euro, isto é, são necessários menos dólares para adquirir um euro.

Na Europa, o Banco Central Europeu decidiu manter inalteradas as taxas de juros da Zona do Euro. A decisão ganhou relevância após alguns dirigentes da instituição admitirem a possibilidade de uma nova alta dos juros diante dos riscos inflacionários associados às guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, descartou, por ora, a necessidade de elevar os juros, mas reconheceu que parte da diretoria discutiu essa alternativa na reunião desta semana. A reunião, vale dizer, ocorreu na quinta-feira, antes de o barril de petróleo voltar a superar a marca de US$100.

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Real x libra esterlina

A libra iniciou a segunda-feira (20/jul) cotado a R$6,8781. Na abertura desta sexta-feira (24/jul), a cotação foi de R$6,7681, uma valorização do real frente a libra de aproximadamente 1,6% no período.

Em relação ao dólar, a moeda registrou desvalorização esta semana. A cotação da libra em dólar passou de US$1,3452 na segunda-feira (20/jul) para U$1,3312 nesta sexta-feira (24/jul). Uma queda de 1,0% da libra, isto é, são necessários menos dólares para adquirir uma libra.

No Reino Unido as atenções ficaram por conta dos índices de preços. Segundo o órgão de estatísticas local, o IPC variou 0,3% em junho, o que manteve a variação anualizada em 2,6%, percentual acima da meta de longo prazo do Bank of England. A boa notícia ficou por conta dos preços aos produtores, que se mantiveram inalterados no mês passado.

Os indicadores de atividade, por sua vez, sugerem força da economia britânica. As vendas no varejo subiram 1,1% em junho, surpreendentemente acima da projeção do mercado, que esperava por uma queda de 0,4%. Dados antecedentes de julho mostram forte recuperação da economia, tanto no setor de serviços como no setor industrial.

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Perspectivas

Tanto o Banco Central Europeu quanto o Bank of England ainda não podem cogitar qualquer tipo de afrouxamento monetário. Andrew Bailey, presidente do banco central britânico, falou neste mês sobre os impactos inflacionários da guerra sobre a economia do Reino Unido. A ligeira recuperação da atividade em junho e julho pode limitar ainda mais a atuação do BoE.

Em outras palavras, os juros devem permanecer no atual patamar tanto no Reino Unido quanto na Europa continental, o que tende a dar suporte às moedas europeias. O dólar, por sua vez, deve continuar forte. A escalada dos preços da energia renova as apostas de que o Fed precisará elevar os juros em algum momento deste segundo semestre. Caso o petróleo permaneça em níveis elevados, os riscos inflacionários e de aumento de juros podem favorecer a moeda norte-americana.

Seguimos de olho.