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O mercado acompanhou de perto as oscilações do preço do petróleo, que se tornou um dos principais termômetros para as decisões de política monetária. O movimento influenciou diretamente as apostas sobre os próximos passos do Fed e, por consequência, o apetite dos investidores por moedas emergentes, entre elas o real.

A trajetória, no entanto, não foi linear. Depois de recuar em junho e sinalizar um alívio inflacionário nos Estados Unidos, o petróleo voltou a subir com força nos últimos dias, impulsionado por uma nova escalada de tensões no Oriente Médio.

Esse vai e vem colocou o dólar em uma posição de equilíbrio instável, alternando entre sessões de valorização do real e movimentos de cautela, à medida que o risco geopolítico corrobora com o cenário de juros altos por mais tempo. 

A queda do preço do petróleo em junho e expectativas de juros

A retração do preço do petróleo no mês passado ajudou a conter parte da pressão inflacionária nos Estados Unidos, com o CPI caindo para 3,5% no acumulado em 12 meses, depois de alcançar 4,2% nos 12 meses encerrados em maio deste ano.

Com o custo da energia em queda, o mercado passou a atribuir menor probabilidade a um aumento dos juros na próxima reunião do Fed, mesmo com falas duras do presidente Kevin Warsh, que afirmou que decepcionará quem espera uma política monetária frouxa.

Esse alívio nas expectativas contribuiu para melhorar o humor dos investidores globais, favorecendo o fluxo de capital para ativos de maior risco e abrindo espaço para a valorização de moedas emergentes, como o real brasileiro.

O petróleo volta a subir e reacende o risco para o câmbio 

Nos últimos dias, contudo, o cenário se inverteu. O barril voltou a subir com força, impulsionado por novas tensões no Oriente Médio, incluindo ameaças de interrupção do fluxo de navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho, que servia como alternativa para o estreito de Ormuz.

O agravamento do conflito colocou um adicional de incerteza no preço do barril, e o Brent superou US$91, levando analistas a alertarem para o preço do petróleo voltando aos US$120. Esse salto nos preços reacende o alerta no mercado e ameaça interromper de vez a trajetória recente de queda da commodity.

Esse movimento renova o temor de uma nova pressão inflacionária nos EUA no momento em que depoimentos no Congresso reforçam que parte dos dirigentes do Fed prevê juros mais altos. Assim, o choque na energia complica a missão do BC americano de conter os preços sem desacelerar a economia.

E os criptoativos?

O bitcoin também tem refletido esse ambiente de maior incerteza, com movimentos de volatilidade acompanhando as oscilações do petróleo e as reavaliações sobre a trajetória dos juros americanos, em um cenário que segue sensível a qualquer sinal de escalada geopolítica. 

E os Dividendos? 

Confira alguns dos pagamentos de dividendos agendados no mercado brasileiro:

AtivoEmpresaCompraPagamentoProventoValor por ação
ENMT3Energisa Mato Grosso04/07/202423/07/2026DividendosR$ 1,31
BBDC3Banco Bradesco29/12/202531/07/2026JSCPR$ 0,35
BBDC4Banco Bradesco29/12/202531/07/2026JSCPR$ 0,39
MDIA3M. Dias Branco23/07/202631/07/2026DividendosR$ 0,03
SMFT3Smartfit03/06/202631/07/2026JSCPR$ 0,07
WIZC3Wiz26/12/202531/07/2026DividendosR$ 0,32
BBDC3Banco Bradesco01/07/202603/08/2026JSCPR$ 0,02
BBDC4Banco Bradesco01/07/202603/08/2026JSCPR$ 0,02
BEES3Banco Banestes01/07/202603/08/2026JSCPR$ 0,03
BEES4Banco Banestes01/07/202603/08/2026JSCPR$ 0,03
ITUB3Banco Itaú30/06/202603/08/2026JSCPR$ 0,02
ITUB4Banco Itaú30/06/202603/08/2026JSCPR$ 0,02
ALOS3Allos23/07/202604/08/2026DividendosR$ 0,29
SANB11Banco Santander21/07/202606/08/2026JSCPR$ 0,53
SANB3Banco Santander21/07/202606/08/2026JSCPR$ 0,25
SANB4Banco Santander21/07/202606/08/2026JSCPR$ 0,28
JHSF3Jhsf30/07/202610/08/2026DividendosR$ 0,07
ABCB4Banco Abc Brasil29/06/202612/08/2026JSCPR$ 1,17
WEGE3Weg19/12/202512/08/2026DividendosR$ 0,41

De olho no câmbio

O dólar deve seguir sensível à evolução do conflito no Oriente Médio, com viés de alta caso as ameaças ao Bab-el-Mandeb se concretizem e o petróleo mantenha a alta recente. Um novo salto na commodity reforça o temor de inflação nos EUA, aumentando a chance de um aumento nos juros pelo Fed.

Já um eventual arrefecimento das tensões pode aliviar o petróleo e devolver força à expectativa de manutenção de juros nos EUA, favorecendo moedas emergentes como o real. O dólar deve continuar operando em faixa volátil, entre o risco geopolítico e as apostas sobre os juros nos EUA.

Seguimos de olho.