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A semana do dólar foi marcada por forte volatilidade no câmbio, refletindo a disputa entre fatores que enfraqueceram e fortaleceram o dólar. A inflação americana abaixo do esperado reduziu as apostas de um ajuste imediato nos juros pelo Federal Reserve e pressionou a moeda americana. Em contrapartida, a retomada das tensões no Oriente Médio elevou a cautela dos investidores e sustentou a demanda por ativos de proteção.

No Brasil, o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, aliado a indicadores domésticos mais fracos, aumentou a aversão ao risco e limitou o desempenho do real. O dólar recuperou parte das perdas no fim da semana, enquanto euro e libra avançaram frente à moeda brasileira, impulsionados principalmente pelo enfraquecimento global da divisa americana.

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Real x dólar

Começamos a semana com o dólar cotado a R$5,1088 na segunda-feira (13/jul), um nível 1,2% inferior à abertura da semana anterior (06/jul). Ao longo da semana, a moeda norte-americana perdeu força frente ao real, e o dólar abriu o pregão desta sexta-feira (17/jul) cotado a R$5,1010, patamar 0,1% inferior à abertura da sexta-feira anterior (10/jul). Entre as aberturas desta sexta (17/jul) e da segunda-feira da semana anterior (06/jun), vimos uma valorização do real em relação ao dólar de 1,3%.

O par atravessou a semana mais volátil do mês. A moeda americana iniciou o período pressionada pela escalada das tensões no Oriente Médio, mas perdeu força após a divulgação da inflação ao consumidor nos EUA, que reforçou a percepção de desaceleração dos preços. Nos dias seguintes, o dólar voltou a ganhar fôlego diante do anúncio de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros e encerrou a semana próximo do piso observado no período.

No cenário externo, o principal fator foi a inflação americana, favorecida pela queda dos preços da energia após uma trégua temporária no Oriente Médio. O resultado reduziu a pressão por um ajuste imediato nos juros pelo Federal Reserve. Ainda assim, o discurso firme da autoridade monetária manteve a cautela dos investidores, enquanto a retomada do conflito entre Irã e Israel reforçou a busca por ativos de proteção e limitou a desvalorização do dólar.

No mercado doméstico, as atenções permaneceram voltadas para os próximos passos do Copom, em meio às dúvidas entre retomar o ciclo de cortes ou manter a Selic inalterada. Embora o fluxo cambial continue favorável ao real, o anúncio das tarifas dos Estados Unidos e a piora do desempenho da bolsa elevaram a percepção de risco, sustentando a recuperação da moeda americana no fim da semana.

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Real x euro

O euro abriu o pregão de segunda-feira (13/jul) cotado a R$5,8309. Na abertura desta sexta-feira (17/jul), a cotação foi de R$5,8514. Portanto, observou-se uma desvalorização do real frente ao euro de aproximadamente 0,3% no período, revertendo o movimento de valorização registrado na semana anterior.

Em relação ao dólar, a moeda europeia apresentou baixa nesta semana, revertendo a tendência de estabilidade observada na semana anterior. A cotação do euro em dólar passou de US$1,1412 na segunda-feira (13/jul) para U$1,1446 nesta sexta-feira (17/jul). Assim, observou-se uma alta de 0,3% do euro, isto é, são necessários mais dólares para adquirir um euro.

O euro encerrou a semana em alta frente ao real, impulsionado principalmente pelo enfraquecimento global do dólar após a divulgação da inflação americana abaixo das expectativas. O movimento acompanhou a dinâmica do mercado internacional: sempre que a moeda americana perdeu força, o euro avançou tanto diante do dólar quanto do real, refletindo a influência da política monetária dos Estados Unidos sobre o câmbio.

Na Zona do Euro, o destaque foi a desaceleração da inflação, que fortaleceu a expectativa de manutenção dos juros na próxima reunião do Banco Central Europeu. Apesar disso, o mercado ainda avalia a possibilidade de novos ajustes na política monetária nos próximos meses, caso uma nova alta dos preços da energia, provocada pelas tensões no Oriente Médio, volte a pressionar a inflação do bloco.

O comportamento do par EUR/USD foi o principal determinante para a valorização do euro frente ao real. Com poucas novidades no cenário doméstico brasileiro, a moeda europeia refletiu quase exclusivamente o ambiente externo, reforçando que o desempenho do EUR/BRL costuma ser mais sensível às oscilações do dólar do que a fatores específicos da Europa ou do Brasil.

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Real x libra esterlina

A libra esterlina abriu o pregão de segunda-feira (13/jul) cotada a R$6,8496, nível inferior ao registrado na abertura desta sexta-feira (17/jul), de R$6,8740. Portanto, houve uma desvalorização do real de aproximadamente 0,3% em relação à moeda britânica ao longo da semana.

Em relação ao dólar, a moeda inglesa ganhou força no decorrer da semana, revertendo a tendência de desvalorização observada na semana anterior, e abriu esta sexta-feira (17/jul) cotada a US$1,3479 após ter iniciado a semana cotada a US$1,3391, uma valorização de 0,6% da moeda britânica em relação ao dólar.

A libra esterlina encerrou a semana em alta frente ao real, acompanhando o movimento global de enfraquecimento do dólar. Ao longo do período, a moeda britânica ganhou força no mercado internacional e ampliou sua valorização diante da divisa brasileira, refletindo principalmente o cenário externo.

No Reino Unido, o principal fator continuou sendo a postura cautelosa do Banco da Inglaterra. A expectativa é de que os juros permaneçam elevados por mais tempo, diante do risco de novas pressões inflacionárias provocadas pela alta dos preços da energia em meio às tensões no Oriente Médio. Esse discurso deu sustentação à libra ao longo da semana.

O ambiente de maior aversão ao risco também influenciou o comportamento da moeda britânica. Apesar de o dólar ter recuperado parte das perdas em alguns momentos, apoiado por indicadores sólidos da economia americana e pela escalada das tensões geopolíticas, a libra terminou o período fortalecida frente ao real, que voltou a sofrer com o aumento da percepção de risco sobre os mercados emergentes.

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Perspectivas

Na próxima semana, as atenções estarão voltadas para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu e para o discurso de Christine Lagarde, que poderá trazer novos sinais sobre os impactos da alta dos preços da energia na inflação. No Brasil, o mercado acompanhará a divulgação do IBC-Br e seguirá monitorando os desdobramentos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, além da resposta do governo brasileiro.

No cenário internacional, o principal foco continua sendo o Oriente Médio. Uma nova escalada do conflito pode pressionar os preços do petróleo, reacender as preocupações com a inflação global e alterar as expectativas para a política monetária das principais economias. No câmbio, a tendência é de que o real permaneça volátil diante do dólar, especialmente se houver avanço das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos ou novas sinalizações do Copom sobre os próximos passos da Selic.

Seguimos de olho.