Dólar reage ao Fed enquanto acordo EUA-Irã reduz tensão global
Dólar ganha força após sinais do Fed, enquanto acordo entre EUA e Irã reduz tensões e influencia juros, petróleo e mercados globais.
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O dólar hoje reage a confirmação do acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã e os sinais mais cautelosos do Fed sobre os próximos passos. Enquanto a redução das tensões geopolíticas derruba o petróleo, a perspectiva de juros elevados nos EUA fortalece a moeda americana.
Além do cenário externo, o mercado local segue repercutindo a decisão do Copom e avaliando os impactos do novo comunicado do BCl sobre o ritmo dos próximos cortes da Selic.
O dia também traz atenção para declarações de autoridades econômicas e para os reflexos das mudanças globais sobre o câmbio, os juros e a Bolsa.
Dólar hoje
O dólar abriu esta quinta-feira (18) cotado a R$5,1114.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu 0,2%, a R$5,12 na quarta-feira (17).
Dólar comercial
- Compra: R$5,1070
- Venda: R$5,1076
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na quarta-feira (17), o dólar comercial fechou com variação de +0,4%, valendo R$5,1114 após ter começado o dia cotado a R$5,0896.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,0635 (compra) e R$5,0641 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
A assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã reduziu parte do prêmio de risco internacional e trouxe alívio para os mercados. Ainda assim, o movimento não foi suficiente para enfraquecer o dólar globalmente.
Isso porque o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reforçou o compromisso com o combate à inflação e evitou indicar cortes de juros no curto prazo. O mercado passou a enxergar maior probabilidade de juros elevados por mais tempo.
Como consequência, o índice DXY voltou a subir e alcançou o maior nível em várias semanas. O movimento fortalece a moeda americana frente a diversas divisas, incluindo moedas emergentes.
Acordo entre EUA e Irã derruba petróleo
O principal efeito imediato do entendimento entre Washington e Teerã foi observado no mercado de energia. Os investidores passaram a projetar menor risco de interrupções no fluxo global de petróleo.
A expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz e de avanço das negociações sobre sanções aumentou a percepção de oferta futura. Isso levou o Brent e o WTI a registrarem fortes quedas.
Apesar da reação positiva, autoridades iranianas sinalizaram que algumas medidas adotadas durante o conflito podem permanecer em vigor. Por isso, parte do mercado ainda mantém cautela sobre a consolidação do acordo.
Juros americanos seguem no radar dos investidores
Mesmo sem alterar os juros na última reunião, o Federal Reserve manteve uma comunicação considerada firme. O foco continua sendo a convergência da inflação para a meta.
A ausência de sinalizações claras sobre cortes alimentou apostas de manutenção das taxas atuais por um período mais prolongado. Isso ajuda a explicar a valorização recente do dólar.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguem sendo acompanhados de perto. Movimentos nesses ativos costumam influenciar diretamente o fluxo de capital para mercados emergentes.
Copom abre espaço para novas discussões sobre a Selic
No Brasil, o mercado continua digerindo a decisão do Banco Central de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual. A taxa básica passou para 14,25% ao ano.
O comunicado chamou atenção por ampliar o horizonte considerado para a convergência da inflação. A mudança foi interpretada como uma tentativa de preservar flexibilidade para os próximos encontros.
Apesar do corte, o BC manteve tom prudente diante das incertezas fiscais e do cenário internacional. Por isso, as apostas sobre o ritmo futuro de flexibilização monetária seguem divididas.
Bolsa brasileira observa petróleo, câmbio e cenário externo
A queda do petróleo tende a pressionar ações ligadas ao setor de energia, especialmente empresas com forte exposição à commodity. Isso pode limitar parte do desempenho do Ibovespa.
Por outro lado, o ambiente internacional mais estável favorece ativos de risco e reduz preocupações ligadas ao conflito no Oriente Médio. O efeito líquido dependerá da intensidade desses movimentos.
O comportamento do dólar e dos juros americanos continuará sendo determinante para os mercados brasileiros. Investidores acompanham cada nova sinalização em busca de pistas sobre os próximos passos da economia global.
Por que o dólar está subindo mesmo com o acordo entre EUA e Irã?
Porque os sinais do Federal Reserve reforçaram a expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo. Isso aumenta a atratividade da moeda americana.
Como o acordo entre EUA e Irã afeta o petróleo?
O entendimento reduz o risco de interrupções na oferta global de petróleo e aumenta as expectativas de normalização das exportações da região, pressionando os preços para baixo.
O que o mercado espera após a última decisão do Copom?
Os investidores avaliam se o Banco Central continuará reduzindo a Selic nos próximos meses. A trajetória dependerá da inflação, do cenário fiscal e das condições externas.
