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Dólar volta a superar os R$5,00 com Ormuz fechado e novas medidas fiscais

Dólar hoje sobe com tensão EUA-Irã, petróleo em alta e Ormuz fechado. Juros globais pressionam mercados e aumentam cautela dos investidores.

Dólar volta a superar os R$5,00 com Ormuz fechado e novas medidas fiscais
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O dia começa com o mercado claramente travado entre dois vetores que puxam em direções opostas: de um lado, a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano, que ajuda a conter o pior cenário; de outro, o endurecimento do discurso entre Estados Unidos e Irã, que mantém o risco vivo.

O petróleo já captou bem esse ambiente mais tenso, acumulando altas e reforçando o desconforto com inflação global, enquanto bolsas tentam encontrar direção em meio a sinais mistos. Não é um cenário de pânico, mas também está longe de ser tranquilo.

Com agenda esvaziada no Brasil, o investidor local fica ainda mais dependente desse pano de fundo externo, reagindo a fluxo, juros americanos e commodities. É um dia típico em que o câmbio fala mais alto que qualquer indicador doméstico.

Dólar hoje

O dólar abriu esta sexta-feira (24) cotado a R$5,0211.

O contrato de dólar futuro para maio (DOLc1), o mais líquido no Brasil, avançou 1,2% em R$5,03 na quinta-feira (23).

Dólar comercial

  • Compra: R$5,0022
  • Venda: R$5,0028

Acompanhe a cotação do dólar em tempo real

Na quinta-feira (23), o dólar comercial fechou com variação de +1,1%, valendo R$5,0211 após ter começado o dia cotado a R$4,9632.

O movimento recente reflete a piora no apetite por risco global e fatores técnicos de mercado.

Dólar PTAX hoje

A PTAX iniciou o dia cotada a R$4,9533 (compra) e R$4,9539 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

O que influencia o dólar hoje?

O dólar hoje reflete um mercado sem convicção, dividido entre o alívio pontual vindo da prorrogação do cessar-fogo no Oriente Médio e o aumento do tom entre Estados Unidos e Irã. O resultado é uma abertura mais cautelosa.

A proximidade das decisões de política monetária no Brasil e nos EUA adiciona um componente extra de espera. Com pouca novidade concreta, o investidor evita posições mais agressivas.

No radar, entram dados de sentimento do consumidor americano e indicadores do setor externo no Brasil. Ainda assim, o direcionamento segue claramente vindo de fora.

Petróleo sobe com Ormuz fechado e risco de escalada militar

O petróleo avança pela quinta sessão consecutiva, sustentado pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pela ausência de progresso nas negociações entre EUA e Irã. A commodity volta a operar como principal termômetro do risco.

A retórica mais dura de Donald Trump, com menção direta a ações militares, eleva o prêmio geopolítico embutido nos preços. O mercado reage rápido a qualquer sinal de ruptura.

Mesmo com o cessar-fogo entre Israel e Líbano, o foco mudou claramente para o Golfo Pérsico. É ali que está o risco mais sensível para o fluxo global de energia.

Bolsas sem direção clara enquanto tecnologia dá algum suporte

Os futuros de Nova York operam sem força, refletindo a dificuldade de sustentar um movimento mais consistente diante do cenário externo. A volatilidade segue elevada.

Na Europa, o viés é negativo, com investidores reduzindo exposição em ativos de risco. O ambiente global ainda pede seletividade.

A exceção vem do setor de tecnologia, que encontra algum suporte em resultados corporativos mais fortes. Ainda assim, o movimento é localizado e não muda o quadro geral.

Juros globais reagem ao petróleo e reforçam cautela

A alta do petróleo começa a contaminar a leitura de inflação, pressionando a curva de juros em diversos mercados. O receio de repique inflacionário volta à mesa.

Nos Estados Unidos, os Treasuries refletem esse ajuste, com investidores recalibrando expectativas para o Fed. O espaço para cortes de juros parece mais limitado.

Esse movimento fortalece o dólar globalmente e reduz o apetite por risco em emergentes. O fluxo fica mais seletivo e defensivo.

Brasil absorve impacto externo com juros e câmbio no radar

Por aqui, a influência externa domina completamente o dia, com a curva de juros abrindo em resposta direta ao petróleo mais alto. A discussão sobre inflação ganha peso.

A expectativa de corte de 25 pontos-base na Selic segue como consenso, mas já há previsão para um ciclo menos intenso. 

No câmbio, o dólar tende a se fortalecer, acompanhando o movimento global e a cautela dos investidores. Além disso, novas medidas para absorver o impacto da guerra sobre os preços dos combustíveis, também alteram o humor do mercado doméstico.

Por que o petróleo continua subindo mesmo com cessar-fogo?

Porque o foco mudou para o conflito entre EUA e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, que afeta diretamente a oferta global.

O que está segurando uma alta mais forte das bolsas?

A incerteza geopolítica e o risco de inflação maior com petróleo alto limitam o apetite por risco.

O dólar tende a subir no Brasil hoje?

Sim, principalmente por causa da alta dos juros americanos e da maior cautela global, que favorecem a moeda.

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