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A cada conclave, o mundo inteiro aguarda ansiosamente a fumaça branca que sai da chaminé da Capela Sistina. O momento simboliza a escolha do novo líder da Igreja Católica, marcando o fim das votações secretas dos cardeais. Mas como exatamente essa fumaça é produzida?

Robert Prevost é o novo Papa: quem é Leão XIV?

Robert Francis Prevost é um cardeal norte-americano que acaba de ser eleito Papa, adotando o nome Leão XIV. Ele nasceu em Chicago, EUA, e tem uma trajetória marcada por sua atuação missionária no Peru, onde viveu por quase duas décadas e se tornou bispo.

Prevost ocupava o cargo de prefeito do Dicastério para os Bispos, uma posição estratégica no Vaticano, e era visto como um dos principais candidatos ao papado. Sua experiência internacional e sua proximidade com o Papa Francisco fortaleceram sua candidatura, tornando-o um nome de consenso entre os cardeais. Ele é conhecido por sua visão pastoral equilibrada, buscando unir diferentes vertentes dentro da Igreja Católica.

No entanto, sua eleição também levanta debates sobre a tradição da Igreja de evitar papas norte-americanos, devido ao peso político que isso pode representar. Agora, como novo líder da Igreja Católica, Prevost terá o desafio de dar continuidade às reformas iniciadas por Francisco e enfrentar questões como a perda de fiéis e a necessidade de adaptação da Igreja ao mundo contemporâneo.

O segredo da fumaça que anuncia um novo Papa no Vaticano

O sistema de sinalização do conclave surgiu no século XIX, quando os cardeais queimavam os votos ao final de cada rodada. Para diferenciar uma votação inconclusiva (fumaça preta) da eleição de um novo Papa (fumaça branca), adicionavam substâncias ao papel para alterar a cor da fumaça.

Por muito tempo, o método era artesanal e nem sempre eficaz, resultando em confusão e até especulação sobre a identidade do novo pontífice. No conclave de 2005, por exemplo, houve dificuldades em distinguir a tonalidade da fumaça, gerando dúvidas entre os fiéis.

Por isso, desde então, o Vaticano adotou uma tecnologia mais precisa e controlada. Atualmente, o sistema conta com dois fornos interligados à chaminé principal da Capela Sistina.

Vaticano: a química por trás da fumaça

Os cartuchos pirotécnicos contêm compostos químicos específicos para garantir que a fumaça tenha a cor correta:

  • Fumaça preta: indica que ainda não há consenso e surge da queima de naftalina e outros elementos que escurecem a fumaça.
  • Fumaça branca: sinaliza a eleição do novo Papa e resulta da queima de lactose e perclorato de potássio, criando partículas que refletem a luz e garantem uma coloração clara.

O Vaticano calibra esse sistema com precisão para evitar falhas e garantir que fiéis do mundo inteiro interpretem corretamente o anúncio da votação.

Assista ao vivo à fumaça que anuncia o novo Papa!

Fumaça Branca: Veja o que vem a seguir

O ritual que anuncia ao mundo a escolha do novo líder da Igreja

Quando os cardeais concordam sobre o novo Papa, queimam os votos no forno tradicional e ativam os cartuchos especiais no segundo forno. A fumaça branca se eleva sobre a Capela Sistina, enquanto a Praça de São Pedro explode em celebração.

Pouco depois, o recém-eleito Papa surge na icônica sacada da Basílica de São Pedro e pronuncia as tão aguardadas palavras: “Habemus Papam!”