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Importar carregador de carro elétrico pode valer a pena para empresas que querem revender equipamentos, instalar pontos de recarga ou estruturar uma rede própria. O custo final, porém, não depende apenas do preço do produto no exterior. Entram na conta frete, seguro, impostos, ICMS, despesas aduaneiras, homologação e adaptação à rede elétrica brasileira.

Em geral, carregadores de veículos elétricos são enquadrados na NCM 8504.40.10, com Imposto de Importação de 14%. Além disso, costumam incidir IPI de 5%, PIS-Importação de 2,1%, COFINS-Importação de 9,65% e ICMS entre 17% e 22%, conforme o estado de desembaraço.

Quanto custa importar um carregador de carro elétrico?

Um carregador residencial é mais barato e atende instalações domésticas. Já uma estação rápida DC exige investimento maior, estrutura elétrica robusta e planejamento comercial para compensar o custo.

Veja uma simulação com valores em dólar:

Tipo de carregadorPreço na origemFrete e seguroCusto nacionalizadoPreço final estimado
Carregador residencial AC 7,4 kWUS$ 250US$ 35US$ 603,17US$ 784,12
Carregador comercial AC 22 kWUS$ 600US$ 60US$ 1.238,94US$ 1.734,52
Estação rápida DC 150 kWUS$ 9.500US$ 850US$ 17.508,38US$ 22.760,89

Considerando uma cotação ilustrativa de R$ 5,00 por dólar, um carregador residencial que custa US$ 250 na origem poderia chegar ao Brasil por cerca de R$ 3.920 no preço final estimado. Um carregador comercial de 22 kW poderia passar de R$ 8.670, enquanto uma estação rápida DC de 150 kW poderia ultrapassar R$ 113 mil.

Esses valores não incluem instalação elétrica, obras civis, adequação do quadro de energia, manutenção, operação do ponto de recarga ou eventuais custos extras com homologação.

Por que o custo final fica tão maior?

O custo aumenta porque os impostos são calculados em cadeia. Primeiro, considera-se o valor aduaneiro, formado por produto, frete e seguro. Depois, entram os tributos federais, o ICMS calculado “por dentro”, despesas portuárias e, no transporte marítimo, o AFRMM de 8% sobre o frete.

Por isso, o custo nacionalizado de um carregador elétrico pode ficar entre 1,85 e 2,15 vezes o valor FOB original, dependendo do ICMS, do modal de transporte e das despesas locais.

Importar carregador de carro elétrico da China compensa?

A China é uma das principais origens para quem deseja importar carregador de carro elétrico, porque concentra fabricantes de equipamentos residenciais, comerciais e estações rápidas. O país oferece preços competitivos, variedade de modelos e possibilidade de personalização para marcas próprias.

Mesmo assim, o importador precisa avaliar se o equipamento é compatível com o mercado brasileiro. Muitos carregadores vêm configurados para redes elétricas de outros países e podem não funcionar corretamente em sistemas bifásicos usados em estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Também é necessário verificar conectores, potência, proteção elétrica, comunicação inteligente, garantia, disponibilidade de peças e suporte técnico.

O que considerar antes de importar carregador de carro elétrico?

Antes de fechar a compra, vale analisar:

  • NCM correta do produto, para evitar erro tributário;
  • potência do carregador, como 7,4 kW, 22 kW ou 150 kW;
  • tipo de carregamento, se AC ou DC;
  • compatibilidade com a rede elétrica brasileira;
  • padrão de conector, como Tipo 2 ou CCS2;
  • homologação Anatel, se houver Wi-Fi, 4G, Bluetooth, RFID ou OCPP;
  • conformidade com normas técnicas, como ABNT NBR IEC 61851 e ABNT NBR IEC 62196;
  • estoque de peças de reposição, principalmente cabos, placas, telas e módulos;
  • custo final nacionalizado, não apenas o preço na origem.

Quando a importação vale mais a pena?

A importação tende a fazer mais sentido para empresas que vão comprar em lote, revender carregadores, atender condomínios, estacionamentos, postos, frotas elétricas ou criar pontos de recarga comerciais.

Para compra unitária, o preço final pode se aproximar das opções já vendidas no Brasil, principalmente quando entram impostos, frete, homologação e instalação. Já em operações maiores, a importação pode gerar margem, ampliar o portfólio e acelerar a entrada no mercado de mobilidade elétrica.

Como pagar fornecedores internacionais de carregadores elétricos?

Na importação de carregadores de carro elétrico, também é preciso planejar o pagamento ao fornecedor. Como muitos equipamentos vêm da China, Europa ou Estados Unidos, a operação pode envolver conversão de moedas e envio internacional.

Com a Remessa Online, é possível fazer transferências internacionais para diferentes países, simular os custos antes do envio e pagar via Pix ou TED no Brasil. Assim, o importador ganha mais previsibilidade para negociar com fornecedores e organizar o custo total da compra.

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Resumindo

Quanto custa importar um carregador de carro elétrico?

O custo depende da potência. Um carregador residencial AC de 7,4 kW pode ter preço final estimado de cerca de US$ 784, enquanto uma estação rápida DC de 150 kW pode ultrapassar US$ 22 mil, antes de instalação e obras elétricas.

Quais impostos entram na importação de carregador de carro elétrico?

A importação pode envolver Imposto de Importação, IPI, PIS-Importação, COFINS-Importação e ICMS, além de despesas aduaneiras, armazenagem, capatazia e frete internacional.

Créditos de imagem: Reprodução/Cheakatrade