IPVA de barcos e aeronaves: quais as novas regras da cobrança em 2026
Confira sobre a mudança prevista no IPVA de Barcos e Aeronaves, quem pagará o imposto e quem estará isento.
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A isenção de IPVA de barcos e aeronaves mudou com a promulgação da EC (Emenda Constitucional) n.° 132 em 20 de dezembro de 2023. A partir dessa mudança, os estados ganharam autorização para tributar bens como lanchas, jet skis, helicópteros e jatinhos, algo que antes não era permitido.
Apesar da nova regra, a cobrança não é automática: cada estado precisa regulamentar o imposto, definir alíquotas e estabelecer como será feita a arrecadação.
Se você tem embarcação ou aeronave, é fundamental entender o que já está valendo para 2026. Veja quais estados avançaram na regulamentação, quais são as possíveis alíquotas e como consultar se o IPVA já está sendo cobrado na sua região.
O que mudou com a Reforma Tributária para IPVA de barcos e aeronaves?
A Reforma Tributária passou a permitir a cobrança do IPVA de barcos e aeronaves em todo o país. Com a promulgação da Emenda Constitucional 132/2023, a Constituição passou a prever expressamente que o IPVA incide sobre a propriedade de veículos automotores terrestres, aquáticos e aéreos.
Ou seja, agora os estados podem cobrar IPVA de barcos, IPVA de jatinho e até IPVA de jet ski, desde que se trate de veículos automotores de uso particular.
Além disso, a medida amplia a arrecadação e torna o sistema tributário mais progressivo. O objetivo é incluir patrimônios de alto padrão na base do IPVA, reduzindo distorções históricas.
Quais estados já definiram as alíquotas de IPVA para barcos e aeronaves?
Alguns estados já regulamentaram a cobrança do IPVA 2026 de barcos e aeronaves, como:
- Goiás: alíquota de 3,75% sobre o valor de mercado do veículo;
- Bahia: alíquota de 1,5% para embarcações e aeronaves;
- Pará: alíquota de 0,5% para aeronaves e embarcações em geral; 2,5% para automóveis, caminhonetes e embarcações recreativas ou esportivas;
- Alagoas: alíquota de 1% para ônibus, micro-ônibus, caminhão, cavalo mecânico, aeronave e embarcação;
- Piauí: alíquota de 2,5% para automóveis, caminhonetes, micro-ônibus e embarcações de até R$ 150 mil;
- Amapá: alíquota de 3% para automóveis, caminhonetes, embarcações recreativas, motos aquáticas e aeronaves não comerciais; 0,5% para demais aeronaves e embarcações;
- Roraima: alíquota de 2,5% para automóveis, caminhonetes, embarcações de recreio ou esporte e aeronaves.
Como a competência para instituir o imposto pertence aos Estados e ao Distrito Federal, cada unidade federativa deve aprovar sua própria legislação, definir alíquotas e estabelecer regras de cálculo.
Por que a cobrança ainda não começou em todos os estados?
A cobrança do IPVA de barcos e aeronaves ainda não começou em todos os estados porque cada unidade federativa precisa aprovar sua própria lei para regulamentar o imposto.
Muitos estados ainda não editaram legislação específica para definir alíquotas, base de cálculo, hipóteses de isenção e critérios de fiscalização. Sem essa regulamentação local, o imposto não pode ser exigido.

Além disso, alguns governos estaduais aguardam a edição de uma Lei Complementar Federal que estabeleça normas gerais. Esse posicionamento busca evitar conflitos de competência e divergências entre os estados. O governo de Santa Catarina, por exemplo, já declarou que não cobrará IPVA de barcos e aeronaves enquanto não houver regulamentação nacional que traga regras uniformes.
Quem continua isento do IPVA mesmo após a mudança?
As exceções do IPVA para barcos e aeronaves incluem aeronaves utilizadas em atividades agrícolas ou por operadores certificados para serviços aéreos a terceiros, e embarcações dedicadas ao transporte aquaviário ou à pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência.
Quanto pode custar o IPVA de barcos e aeronaves?
O valor do IPVA de barcos e aeronaves pode variar de 0,5% a 3,75% sobre o valor de mercado do bem, dependendo do estado onde ele está registrado.
Para entender melhor, considere um iate de modelo médio e novo. Os modelos mais procurados no mercado costumam custar entre R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões.
No estado com a menor alíquota praticada, de 0,5%, o valor do IPVA anual pode variar entre R$ 7.500 e R$ 25 mil. Já no estado com a maior alíquota atualmente definida, de 3,75%, os valores do IPVA anual para o mesmo iate variam entre R$ 56.250 e R$ 187.500.
Onde verificar se o IPVA já está sendo cobrado?
Você pode verificar a cobrança do IPVA de barcos e aeronaves diretamente no site da Secretaria da Fazenda, a Sefaz, do seu estado.
Como saber se seu estado já cobra IPVA de barcos e aeronaves?
Você deve acessar o site da Secretaria da Fazenda do seu estado e procurar pela legislação atual do IPVA. Em seguida, verifique se o texto menciona veículos aquáticos e aéreos como fato gerador do imposto.
Outra alternativa é consultar a área de perguntas frequentes ou buscar por comunicados recentes sobre a Reforma Tributária. Caso a cobrança já esteja regulamentada, o site informará a alíquota, a base de cálculo e o calendário de pagamento.
Se não encontrar a informação, você pode entrar em contato com a própria Sefaz por meio dos canais de atendimento.
Perguntas frequentes
O IPVA de barcos e aeronaves já está sendo cobrado em todo o Brasil?
Não. A cobrança depende de lei estadual específica. Embora a Constituição já autorize a tributação, muitos estados ainda não regulamentaram o imposto.
Quem define a alíquota do IPVA de barcos e aeronaves?
Cada estado e o Distrito Federal definem a própria alíquota por meio de lei estadual. Por isso, os percentuais variam conforme a unidade federativa.
Como saber se meu estado já cobra IPVA de barcos e aeronaves?
Você deve consultar o site da Secretaria da Fazenda do seu estado. Lá constam as leis vigentes, as alíquotas aplicáveis e as regras de pagamento.
