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O som das badaladas do Big Ben ecoando sobre o Rio Tâmisa serve como ponto de partida para qualquer viajante na capital inglesa. Ao decidir o que fazer em Londres, é necessário traçar uma estratégia logística que permita explorar desde a grandiosidade da monarquia até a autenticidade dos mercados de rua. 

Neste artigo, veja itinerários para diferentes durações de estadia que incluem a visita a marcos como a Torre de Londres, os corredores do British Museum e as ruas alternativas de Camden Town. Continue a leitura!

O que fazer em Londres?

Roteiro com 3 dias do que fazer em Londres

Para uma viagem de 72 horas, a prioridade recai sobre os ícones globais e a logística de proximidade. A fragmentação por zonas evita perda de tempo no metrô e maximiza a experiência visual. Este itinerário cobre o eixo político, o quarteirão cultural vitoriano e a fundação medieval da cidade.

Dia 1: Westminster, Big Ben e a margem sul do Tâmisa

O ponto de partida é a estação de metrô Westminster. Ao sair, a Torre Elizabeth — que abriga o sino Big Ben — e as Casas do Parlamento dominam a paisagem. A poucos metros, a Abadia de Westminster exige reserva antecipada para visitação interna, local onde ocorrem as coroações britânicas desde 1066. 

Atravesse a Ponte de Westminster para acessar a London Eye, roda-gigante que proporciona uma visão aérea da cidade e requer compra prévia de horário para evitar filas de horas.

A rota segue a pé pelo Queen’s Walk, calçadão na margem sul do Rio Tâmisa. O percurso passa pelo Southbank Centre, pelo National Theatre e pelo mercado de livros usados sob a ponte Waterloo. 

Mais adiante, a Tate Modern ocupa uma antiga usina de energia; a entrada na monumental Turbine Hall é gratuita. O dia encerra-se cruzando a Millennium Bridge, ponte exclusiva para pedestres que conecta a galeria diretamente à Catedral de St. Paul, obra-prima de Christopher Wren.

Dia 2: Museus de South Kensington e compras na Harrods

A região de South Kensington concentra três gigantes culturais na Exhibition Road. O Museu de História Natural atrai multidões para ver o esqueleto da baleia azul ‘Hope’ no saguão principal; chegar no horário de abertura (geralmente 10h) é mandatório. 

Ao lado, o Victoria and Albert Museum (V&A) foca em design, moda e escultura, enquanto o Museu da Ciência oferece interatividade tecnológica. Escolha um ou dois para visitar com profundidade, pois o tamanho das coleções inviabiliza ver tudo em poucas horas.

Após a imersão cultural, caminhe em direção ao norte pelo Hyde Park e Kensington Gardens, parando no Albert Memorial. A saída pela ponta sudeste do parque coloca o visitante em Knightsbridge, endereço da Harrods

Mesmo sem intenção de compra, visitar os Food Halls (salões de alimentação) no térreo revela uma arquitetura eduardiana preservada e produtos gastronômicos de alto padrão.

Dia 3: Torre de Londres, Tower Bridge e a City

Inicie o dia na estação Tower Hill para visitar a Torre de Londres. Esta fortaleza medieval guarda as Joias da Coroa e uma história sangrenta de execuções reais. A estratégia correta é ir direto às joias assim que os portões abrem para evitar esperas longas, e depois acompanhar um tour guiado pelos Yeoman Warders (Beefeaters). 

A saída da fortaleza leva diretamente à Tower Bridge. É possível cruzar a ponte gratuitamente pelas laterais ou pagar para subir nas passarelas de vidro superiores.

Cruze a ponte em direção ao Borough Market (fechado às segundas-feiras), o mercado de alimentos mais célebre da cidade, ideal para o almoço com opções que variam de paellas a queijos artesanais. Para finalizar o roteiro curto, retorne à margem norte e explore a City of London

O Sky Garden oferece vista panorâmica gratuita mediante reserva liberada com semanas de antecedência, funcionando como alternativa econômica ao The Shard. Nas proximidades, o Leadenhall Market apresenta uma arquitetura vitoriana coberta que serviu de cenário para filmes da franquia Harry Potter.

Roteiro com 5 dias do que fazer em Londres

Dia 1: Westminster, Big Ben e London Eye

O percurso inaugural concentra-se no núcleo político da capital. A recomendação é iniciar o dia às 9h30 na Westminster Abbey, local de coroações reais desde 1066. A compra antecipada de ingressos é fundamental para garantir a entrada sem longas esperas. 

Após a visita, o trajeto segue pela Parliament Square para visualizar o Palácio de Westminster e a Elizabeth Tower, onde reside o sino Big Ben. Esta área concentra a arquitetura gótica vitoriana mais reconhecida do Reino Unido e serve como cenário clássico para registros fotográficos.

Atravesse a Westminster Bridge em direção à Margem Sul (South Bank) para acessar a London Eye. A roda-gigante proporciona uma visão de 360 graus da cidade e exige reserva de horário para otimizar o fluxo do passeio. 

A caminhada continua pelo Queen’s Walk, passando pelo SEA LIFE London Aquarium e pelo Southbank Centre. Esta região dispõe de feiras de livros usados e opções de alimentação rápida. O encerramento do dia pode ocorrer próximo ao Tate Modern ou no Shakespeare’s Globe, ambos acessíveis via caminhada cênica ao longo do rio.

Dia 2: História na Torre de Londres e Tower Bridge

O segundo dia prioriza a City of London e sua densidade histórica. A chegada à Torre de Londres deve ocorrer antes das 9h00, horário de abertura, para visitar as Joias da Coroa (Crown Jewels) antes que o fluxo de visitantes aumente. 

A fortaleza medieval conta também com a White Tower e os tours guiados pelos Yeoman Warders (Beefeaters), incluídos no ingresso regular. A estrutura preserva séculos de história militar e real, demandando pelo menos três horas de exploração.

Na sequência, atravesse a Tower Bridge. Verifique previamente os horários de levantamento da ponte, pois observar a abertura para a passagem de grandes embarcações é um evento à parte. 

O almoço é estratégico no Borough Market, localizado na margem sul, famoso pela variedade de produtores artesanais e pratos internacionais. Para uma visão panorâmica gratuita, reserve com antecedência o acesso ao Sky Garden, situado no topo do edifício ‘Walkie Talkie’ na Fenchurch Street, retornando à margem norte.

Dia 3: British Museum e Covent Garden

A imersão cultural define o terceiro dia no British Museum. A entrada é gratuita, mas a reserva de horário no site oficial agiliza o acesso. 

Dirija-se imediatamente à Sala 4 para observar a Pedra de Roseta e à Sala 18 para os mármores do Partenon, peças que atraem o maior volume de público. O Great Court, com seu teto de vidro projetado por Norman Foster, conecta as diferentes galerias e dispõe de cafés para pausas rápidas.

À tarde, o destino é Covent Garden. A antiga área de mercado transformou-se em um centro de entretenimento com artistas de rua e lojas especializadas. 

Visite o Apple Market para artesanato e o Neal’s Yard para uma atmosfera colorida e distinta em meio às construções de tijolos. A região de Seven Dials e o bairro do Soho, adjacentes, concentram uma vasta seleção de restaurantes para o jantar antes de uma peça de teatro no West End.

Dia 4: Palácio de Buckingham e compras em Mayfair

Verifique a agenda oficial da Troca da Guarda no Palácio de Buckingham, pois a cerimônia ocorre em dias alternados durante grande parte do ano. 

Recomenda-se a chegada por volta das 10h15 para garantir visibilidade junto ao Victoria Memorial. Após o evento, caminhe pelo St. James’s Park, observando a fauna local e a vista para o London Eye à distância, até chegar à Trafalgar Square e à National Gallery.

A tarde foca no comércio de alto padrão e histórico. Inicie pela Piccadilly Circus e suba a Regent Street, famosa pela arquitetura em curva. Uma parada na Fortnum & Mason, fundada em 1707, apresenta a tradição dos chás britânicos. 

Prossiga para a Bond Street e Oxford Street, onde se encontram as grandes lojas de departamento como a Selfridges. A loja Liberty London, próxima à Carnaby Street, destaca-se pela fachada em estilo Tudor e curadoria de tecidos e design.

Dia 5: Mercados alternativos e Regent’s Canal

O roteiro de 5 dias encerra-se explorando o norte de Londres. Camden Town apresenta uma estética alternativa, com destaque para o Camden Lock Market, situado junto às eclusas do canal

É o local adequado para adquirir discos de vinil, moda vintage e provar comida de rua internacional. Evite os finais de semana se preferir um deslocamento mais tranquilo, pois a aglomeração é intensa.

A partir de Camden, realize a caminhada pelo Regent’s Canal em direção a Little Venice. O trajeto plano passa pelos fundos do ZSL London Zoo e pelo Regent’s Park, proporcionando uma perspectiva residencial e arborizada da cidade. 

Ao chegar em Little Venice, a estação de metrô Warwick Avenue facilita o retorno. Caso o clima não favoreça atividades ao ar livre, substitua este passeio pelos museus de South Kensington: o Victoria and Albert Museum (V&A) ou o Natural History Museum.

Roteiro com 7 dias do que fazer em Londres

Dia 1: Westminster, Big Ben e a roda-gigante

A jornada começa na estação Westminster, onde a saída do metrô coloca o visitante diretamente sob a sombra do Big Ben, nome do sino de 13 toneladas situado na Elizabeth Tower

A poucos passos dali, a Abadia de Westminster exige reserva antecipada para quem deseja ver o local de coroação dos monarcas britânicos desde 1066. A travessia da Ponte de Westminster proporciona a foto clássica do Parlamento antes de chegar à London Eye

A roda-gigante opera com horário marcado e seus 30 minutos de rotação permitem mapear a cidade do alto. O fim do dia pode incluir uma caminhada pela South Bank, observando artistas de rua e o movimento do Tâmisa.

Dia 2: Museus de South Kensington e Hyde Park

South Kensington abriga a ‘Museum Mile’, onde três instituições gigantescas residem lado a lado na Exhibition Road. O Museu de História Natural impressiona logo na entrada do Hintze Hall com o esqueleto da baleia azul ‘Hope’ suspenso no teto. 

Ao lado, o Victoria and Albert Museum (V&A) guarda a maior coleção de design e artes decorativas do mundo, incluindo as famosas Cast Courts. O Museu da Ciência completa o trio com foco em tecnologia e exploração espacial. 

Todas as coleções permanentes têm entrada gratuita. Para descansar as pernas, atravesse a rua em direção aos Jardins de Kensington e caminhe até o Albert Memorial, monumento gótico dourado situado no Hyde Park.

Dia 3: Palácio de Buckingham e a agitação de West End

A cerimônia da Troca da Guarda no Palácio de Buckingham ocorre tradicionalmente às 11h, mas verificar o calendário oficial é mandatório, pois em certos meses ela acontece em dias alternados. 

Chegar com uma hora de antecedência garante visibilidade junto aos portões. Uma alternativa estratégica é assistir à inspeção da guarda montada no Horse Guards Parade, que costuma ser menos aglomerada. 

O trajeto segue pelo St. James’s Park, lar dos famosos pelicanos, até chegar a Trafalgar Square e à National Gallery. A noite pertence a West End: Leicester Square e Piccadilly Circus são o centro nevrálgico, onde se encontram teatros com musicais de longa duração e a cabine TKTS para ingressos de última hora.

Dia 4: Camden Town e a Pequena Veneza

O norte de Londres rompe com a formalidade real. Camden Town é o epicentro da cultura alternativa, onde o Stables Market vende desde roupas vintage até discos de vinil raros, próximo à estátua de Amy Winehouse. 

A gastronomia de rua aqui é variada e serve de combustível para a próxima etapa: uma caminhada pelo Regent’s Canal. O trajeto a pé ou de barco (Waterbus) passa por trás do Zoológico de Londres e pelas mansões de Regent’s Park, terminando em Little Venice

Esta área tranquila, próxima à estação Paddington, contrasta com o caos do centro e conta com cafés situados dentro de barcos ancorados.

Dia 5: A City of London e vistas panorâmicas

A ‘City’ é o centro financeiro histórico, onde arranha-céus modernos convivem com ruínas romanas. A visita começa na Torre de Londres, fortaleza que guarda as Joias da Coroa e a história das execuções reais. 

A travessia da Tower Bridge, com seu piso de vidro, conecta as margens do rio. De volta ao lado norte, explore as ruínas de St. Dunstan in the East, uma igreja bombardeada na Segunda Guerra que virou um jardim público secreto. 

Para vistas aéreas gratuitas, o Sky Garden no edifício ‘Walkie Talkie’ supera concorrentes pagos, mas exige reserva de ingressos com três semanas de antecedência. O dia encerra no Leadenhall Market, cujas arcadas vitorianas serviram de cenário para o Beco Diagonal de Harry Potter.

Dia 6: South Bank, Tate Modern e Borough Market

A margem sul do Tâmisa, conhecida como South Bank, é um corredor cultural contínuo. A caminhada passa pelo Royal Festival Hall e pelo mercado de livros usados sob a ponte Waterloo. 

A Tate Modern, instalada em uma antiga usina elétrica, exibe arte contemporânea no monumental Turbine Hall. Logo ao lado, o Shakespeare’s Globe recria fielmente o teatro elisabetano original. A parada gastronômica obrigatória é o Borough Market, o mercado de alimentos mais antigo da cidade. 

Funciona plenamente de quarta a sábado, oferecendo de queijos artesanais a paellas gigantes. A pouca distância, o navio Golden Hinde exibe a história das navegações de Sir Francis Drake.

Dia 7: Greenwich Marítimo e Meridiano Zero

O acesso a Greenwich via barco (Uber Boat by Thames Clippers) partindo de Embankment transforma o deslocamento em passeio turístico. Ao desembarcar, o veleiro Little VeniceCutty Sark domina a paisagem como testemunha da era do comércio de chá. 

O Old Royal Naval College merece visita pelo seu Painted Hall, um salão barroco apelidado de ‘Capela Sistina do Reino Unido’. A subida pelo parque leva ao Observatório Real, local exato do Meridiano de Greenwich, onde visitantes posam com um pé em cada hemisfério. 

Para o retorno, o uso do túnel de pedestres sob o Rio Tâmisa leva até a estação Island Gardens do DLR, garantindo uma vista completa do complexo naval a partir da margem oposta.

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Resumindo

Quantos dias é ideal ficar em Londres?

Cinco dias constituem o período mínimo para cobrir as atrações principais sem pressa excessiva. Sete dias viabilizam a exploração de bairros mais afastados como Greenwich e Richmond. Três dias restringem o visitante apenas à região central de Westminster e City.

O que não se pode deixar de fazer em Londres?

A visita ao British Museum e à Torre de Londres é mandatória para compreensão histórica. Caminhar pela South Bank e observar o Parlamento a partir da Ponte de Westminster integra o circuito básico. Os museus gratuitos de Kensington também entram na lista prioritária.

Qual é a melhor época para visitar Londres?

Maio, junho e setembro apresentam temperaturas amenas e dias mais longos. O inverno escurece antes das 16h, limitando atividades externas. O verão, apesar da luz estendida, traz lotação máxima e preços elevados na hotelaria.