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Qual o valor do salário mínimo em 2026 no Brasil e quem recebe

Salário mínimo 2026 no Brasil é de R$ 1.621,00, válido desde 1º de janeiro de 2026. Entenda o percentual de reajuste, as regras de cálculo (inflação + PIB)

O início de 2026 trouxe uma notícia importante para os trabalhadores brasileiros: o valor do salário mínimo foi reajustado, afetando diretamente milhões de pessoas.
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O início de 2026 trouxe uma notícia importante para os trabalhadores brasileiros: o valor do salário mínimo foi reajustado, afetando diretamente milhões de pessoas. 

Neste artigo, vamos responder às principais perguntas sobre o salário mínimo de 2026 – desde o novo valor nacional e os pisos regionais até os impactos para aposentados e trabalhadores do comércio.

Descubra a seguir todos os detalhes e o que muda com o reajuste deste ano.

Quanto é o salário mínimo de 2026?

O salário mínimo nacional em 2026 é de R$ 1.621,00. Esse valor entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, representando um aumento de R$ 103,00 (ou 6,79% a mais) em relação ao mínimo anterior de R$ 1.518,00. Trata-se de um reajuste que ficou acima da inflação do período.

No início de cada ano, o governo federal define o novo salário mínimo através de decreto presidencial. A atualização segue a política de valorização permanente do mínimo: considerou-se a inflação acumulada pelo INPC mais a variação positiva do PIB de dois anos antes.

Com isso, o piso passou de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00 a partir de janeiro, conforme oficializado no Decreto 12.797/2025 publicado em 24 de dezembro de 2025.

Quanto é o salário mínimo em São Paulo em 2026?

Em 2026, o estado de São Paulo mantém um salário mínimo regional superior ao nacional. O piso estadual paulista é de R$ 1.806,00 – valor válido desde 1º de julho de 2025, estabelecido pela Lei Estadual nº 17.741/2023. Esse montante permanece em vigor até que uma nova lei de reajuste seja aprovada pela Assembleia Legislativa de SP.

É importante destacar que o piso regional de SP se aplica a trabalhadores sem acordo ou convenção coletiva própria, como empregados domésticos, rurais, de micro e pequenas empresas e outras categorias não cobertas por sindicatos. 

Nas categorias com convenção coletiva, prevalecem os pisos definidos em negociação. O objetivo do piso paulista mais alto é adequar os salários ao custo de vida local, geralmente maior que a média nacional.

Quem recebe o salário mínimo em 2026?

Quem recebe salário mínimo em 2026 são:

  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT) que recebem o piso nacional.
  • Aposentados e pensionistas do INSS com benefício no valor mínimo.
  • Beneficiários do BPC/LOAS (idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade).
  • Microempreendedores Individuais (MEI) e contribuintes facultativos que usam o salário mínimo como base para contribuição.

De acordo com estimativas do Dieese, cerca de 62 milhões de pessoas no país são diretamente beneficiadas pelo piso nacional. Desse total, aproximadamente 34 milhões são trabalhadores ativos (formais ou informais) que ganham um salário mínimo, enquanto os demais incluem aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência e beneficiários de programas sociais cujos benefícios estão atrelados ao valor do mínimo.

Isso significa que quase 1 em cada 3 brasileiros recebe remuneração equivalente ao salário mínimo.

Como se deu o aumento do salário mínimo?

O aumento do salário mínimo em 2026 seguiu os critérios da nova política de valorização aprovada em 2023. Essa regra determina que o reajuste anual considere a inflação medida pelo INPC mais a taxa de crescimento real do PIB de dois anos antes, com ganho real limitado a 2,5% ao ano.

No caso de 2026, a inflação acumulada (INPC) foi de 4,18% e houve crescimento do PIB em 2024 – mas aplicou-se o teto de 2,5% de ganho real –, resultando em um reajuste total de 6,79% sobre o piso anterior.

O processo para oficializar esse aumento envolveu a aprovação do Orçamento de 2026 pelo Congresso Nacional – que já previa o valor de R$ 1.621,00 – e a assinatura de um decreto presidencial. No Diário Oficial da União de 24 de dezembro de 2025, foi publicado o decreto (assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva) que fixou o novo mínimo a partir de 1º de janeiro de 2026.

Com isso, garantiu-se que o salário mínimo tivesse um ganho real acima da inflação pelo segundo ano consecutivo.

Como é calculada a atualização do salário mínimo no Brasil?

A atualização do salário mínimo no Brasil é calculada hoje com base em uma fórmula combinada de inflação e crescimento econômico. Conforme a Política de Valorização do Salário Mínimo retomada em 2023, todos os reajustes anuais consideram: (1) a inflação medida pelo INPC dos 12 meses anteriores (para recompor o poder de compra) e (2) a variação positiva do PIB de dois anos antes (para oferecer ganho real).

Em outras palavras, se a economia crescer, parte desse crescimento é repassada ao mínimo. Caso não haja crescimento real do PIB (ou haja recessão), o salário mínimo é reajustado apenas pela inflação.

Há ainda um limitador estabelecido no novo regime fiscal: o aumento real (acima da inflação) não pode exceder 2,5% ao ano. Essa regra vale de 2024 até 2030. Por exemplo, na definição do mínimo de 2026, apesar do PIB de 2024 ter crescido 3,4%, o ganho real aplicado foi de 2,5% (teto) somado à inflação de 4,18%, chegando ao reajuste de 6,79%.

Quando o novo salário mínimo 2026 começa a valer?

O novo salário mínimo de 2026 começou a valer em 1º de janeiro de 2026, logo no primeiro dia do ano. A partir dessa data, todos os empregadores devem pagar pelo menos R$ 1.621,00 de salário mensal para uma jornada integral, e todos os benefícios calculados com base no salário mínimo (como aposentadorias, pensões e seguro-desemprego) também passam a utilizar o novo valor como referência.

Na prática, os trabalhadores já sentirão a diferença no pagamento referente a janeiro, recebido no final do mês ou início de fevereiro. Esse cronograma é tradicional: todos os reajustes do piso nacional costumam entrar em vigor no primeiro dia do ano.

Vale lembrar que eventuais atrasos na formalização (se o decreto presidencial for publicado após 1º de janeiro) não impedem a aplicação retroativa – mas em 2026 o decreto foi publicado ainda em dezembro, garantindo segurança jurídica e clareza para empresas e trabalhadores.

Quais estados têm salários mínimos próprios em 2026?

No Brasil, cinco estados possuem salários mínimos regionais estabelecidos por leis estaduais (sempre em valores superiores ao piso nacional). Em 2026, esses estados e suas situações são:

  • São Paulo (SP): mantém piso de R$ 1.806,00 em 2026, válido para categorias sem acordo coletivo (ex.: domésticos, rurais), vigente desde jul/2025.
  • Paraná (PR): possui quatro faixas salariais; os valores atuais vão de R$ 1.984,16 a R$ 2.275,36, conforme a categoria profissional. Esses pisos estavam em vigor no início de 2026 e devem ser reajustados com efeitos retroativos a 1º de janeiro, segundo a política estadual.
  • Rio Grande do Sul (RS): adota cinco faixas de piso regional, variando de R$ 1.789,04 (faixa 1) até R$ 2.267,21 (faixa 5). Esses valores, vigentes desde 2025, continuam superiores ao salário mínimo nacional em 2026.
  • Santa Catarina (SC): também divide o mínimo regional em quatro faixas. Em 2026, os pisos estaduais catarinenses vão de R$ 1.730,00 (faixa 1) até R$ 1.978,00 (faixa 4), conforme a atividade. Esses valores foram definidos pela Lei Complementar nº 869/2024, com vigência retroativa a jan/2025, e permanecerão até nova negociação.
  • Rio de Janeiro (RJ): embora tenha previsão legal para piso regional, não reajusta seu salário mínimo estadual desde 2019. Na prática, o RJ utiliza o salário mínimo nacional como referência – ou seja, R$ 1.621,00 em 2026. Os antigos valores estaduais ficaram defasados e abaixo do piso federal, perdendo efeito.

É válido reforçar que nenhum estado pode ter salário mínimo inferior ao nacional, mas esses cinco podem fixar valores maiores para categorias não abrangidas por acordos coletivos.

Estados como SP, PR, RS, SC e RJ optam por essa política visando adequar a remuneração ao custo de vida regional. Nos demais estados brasileiros, aplica-se apenas o salário mínimo nacional.

Qual o salário mínimo regional em 2026 nos estados do Brasil?

Apenas alguns estados definem um salário mínimo regional próprio. Para 2026, os pisos regionais vigentes (ou em definição) são:

  • São Paulo: R$ 1.806,00 (valor único para o estado).
  • Paraná: Faixa I – R$ 1.984,16; Faixa II – R$ 2.057,59; Faixa III – R$ 2.123,42; Faixa IV – R$ 2.275,36.
  • Rio Grande do Sul: Faixa 1 – R$ 1.789,04; Faixa 2 – R$ 1.830,23; Faixa 3 – R$ 1.871,75; Faixa 4 – R$ 1.945,67; Faixa 5 – R$ 2.267,21.
  • Santa Catarina: Faixa 1 – R$ 1.730,00; Faixa 2 – R$ 1.792,00; Faixa 3 – R$ 1.898,00; Faixa 4 – R$ 1.978,00.
  • Rio de Janeiro: R$ 1.621,00 (utiliza o piso nacional, pois a lei estadual não é atualizada desde 2019).

Cada faixa corresponde a um conjunto de categorias profissionais definido em lei estadual ou convenção. Por exemplo, no RS a faixa 1 inclui agricultura, domésticos e construção civil, enquanto a faixa 5 abrange técnicos de nível médio. Já em SC, a faixa 1 contempla trabalhadores da agropecuária e construção, e a faixa 4 os setores metalúrgico, saúde e educação. 

Assim, os valores variam conforme o tipo de atividade econômica.

Qual foi o salário mínimo em 2025?

No ano de 2025, o salário mínimo nacional foi de R$ 1.518,00. Esse valor esteve vigente de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025 em todo o país. O piso de 2025 representou um reajuste de 7,5% em relação a 2024, resultado do primeiro ano de retomada da política de valorização do mínimo com ganho real.

Para relembrar o histórico recente, em 2024 o salário mínimo era de R$ 1.412,00 e em 2023 era de R$ 1.320,00 (valor estabelecido a partir de maio daquele ano). 

Ou seja, de 2024 para 2025 houve um acréscimo de R$ 106,00 no piso, e de 2025 para 2026 o aumento foi de R$ 103,00. Abaixo trazemos um comparativo dos últimos anos:

Valores do salário mínimo – Brasil (últimos anos):

AnoSalário Mínimo (R$)
20221.212,00
20231.320,00
20241.412,00
20251.518,00
20261.621,00

(Fontes: Decreto Federal e DOU, valores em vigor em 1º de janeiro de cada ano.)

Qual foi o salário mínimo em 2024?

Em 2024, o salário mínimo no Brasil foi de R$ 1.412,00. Esse valor entrou em vigor no início de 2024, já seguindo a nova regra de reajuste com inflação + PIB. Comparado ao ano anterior (2023), o mínimo de 2024 teve um acréscimo de R$ 92,00, que correspondeu a 6,97% de reajuste. Foi o primeiro aumento após a aprovação da política de valorização permanente, garantindo naquela ocasião um leve ganho real sobre a inflação.

É interessante observar a evolução recente: em 2023, o salário mínimo nacional era R$ 1.320,00 (após uma correção em maio/2023), e antes disso, em 2022 era R$ 1.212,00. Ou seja, de 2022 a 2024 o piso nacional subiu mais de R$ 200,00, refletindo tanto a inflação acumulada quanto a volta dos aumentos reais. O valor de 2024, em particular, serviu de base para o cálculo do piso de 2025 e 2026 dentro do novo modelo de reajustes.

Comparativo do salário mínimo dos últimos anos

  • 2022: R$ 1.212,00
  • 2023: R$ 1.320,00 (reajuste de 8,93%)
  • 2024: R$ 1.412,00 (reajuste de 6,97%)
  • 2025: R$ 1.518,00 (reajuste de 7,5%)
  • 2026: R$ 1.621,00 (reajuste de 6,79%)

Observa-se que, desde 2023, houve retomada dos aumentos acima da inflação. Em 2023, o ganho real foi pequeno (o valor subiu de R$ 1.302 para R$ 1.320 em maio, +1,39% naquele ajuste), mas em 2024 e 2025 os reajustes já incluíram uma parcela de aumento real. 

Em 2026, como mencionado, o reajuste de 6,79% combinou 4,18% de inflação e 2,5% de ganho real. Esse crescimento contínuo eleva o poder de compra do mínimo – tanto que, segundo o governo, se não houvesse política de ganho real, o salário mínimo hoje estaria em torno de R$ 823 (metade do atual).

O que muda para aposentados e pensionistas do INSS com o novo salário mínimo 2026?

Com o salário mínimo de R$ 1.621,00 em 2026, os aposentados e pensionistas do INSS que ganham o piso previdenciário têm um aumento imediato em seus benefícios. Nenhuma aposentadoria ou pensão pode ser inferior ao salário mínimo vigente, portanto quem recebia R$ 1.518,00 em 2025 passou a receber R$ 1.621,00 em 2026 – um acréscimo de R$ 103 mensais.

Além disso, o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, também foi reajustado para R$ 1.621,00, pois é atrelado ao salário mínimo.

Para os segurados que ganham acima do mínimo, o reajuste de 2026 foi de 3,9% sobre seus benefícios, correspondente à variação do INPC no ano anterior. Esse índice menor (inferior aos 6,79% do piso) é aplicado para corrigir aposentadorias e pensões de valor mais alto, garantindo a reposição da inflação. Com isso, por exemplo, um aposentado que recebia R$ 2.000,00 em 2025 passou a ganhar cerca de R$ 2.078,00 em 2026.

Mudança no teto previdenciário

Outra mudança é no teto previdenciário: o valor máximo pago pelo INSS subiu de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026, refletindo também o reajuste de 3,9%. As faixas de contribuição ao INSS dos trabalhadores foram atualizadas, mas mantidas nas alíquotas progressivas (7,5%, 9%, 12% e 14% de acordo com a faixa salarial) ajustadas aos novos limites. 

Portanto, nenhum beneficiário do INSS recebe menos de R$ 1.621,00 a partir de janeiro, e todos os valores de aposentadorias e pensões foram corrigidos, seja pelo aumento real do mínimo (no caso de benefícios no piso) ou pela inflação (para benefícios acima do piso).

Quais são os pisos salariais no setor comercial para 2026?

Os pisos salariais do setor comercial em 2026 variam conforme a região e as convenções coletivas de trabalho de cada categoria. Em muitos municípios e estados, o piso dos comerciários (trabalhadores do comércio) está equiparado ao salário mínimo nacional – ou seja, acompanha os R$ 1.621,00 e é reajustado quando o mínimo sobe. Porém, em grandes centros urbanos, as negociações sindicais costumam definir pisos um pouco mais altos do que o mínimo.

Por exemplo, no comércio varejista da cidade de São Paulo, o piso salarial negociado para 2026 gira em torno de R$ 1.840,41 para uma jornada integral de 44 horas semanais. Já no município do Rio de Janeiro, o piso de entrada para comerciários está em torno de R$ 1.823,00 semanais (44h).

Esses valores, determinados por convenções coletivas, refletem o custo de vida e a realidade econômica locais, sendo superiores ao piso nacional. Além do piso, as tabelas salariais do comércio incluem salários maiores para funções de maior qualificação ou responsabilidade – em São Paulo, por exemplo, cargos de supervisão/gerência no varejo têm tetos convencionados na faixa de R$ 4,5 mil.

Em síntese, os pisos do setor comercial não são uniformes no país. Cidades menores muitas vezes aplicam o salário mínimo federal como base para comerciários, enquanto capitais e regiões metropolitanas negociam pisos acima de R$ 1.621,00. O importante é que nenhum trabalhador do comércio pode receber menos que o mínimo legal.

Como é determinada a tabela salarial comercial?

A tabela salarial do comércio – ou seja, os salários mínimos por função/cargo no setor comercial – é determinada por meio de negociações coletivas entre sindicatos de trabalhadores (comerciários) e sindicatos patronais (lojistas, varejistas, etc.). Essas negociações resultam em Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) que fixam os pisos salariais de cada categoria, os reajustes anuais e demais condições de trabalho. Em geral, a data-base (época do ano em que ocorrem os reajustes) varia conforme a região: por exemplo, o comércio de São Paulo tem data-base em setembro, enquanto no Rio de Janeiro a data-base é maio – mas em ambos os casos os acordos 2025/2026 estabeleceram aumentos salariais válidos a partir do final de 2025.

Os percentuais de reajuste definidos nas CCTs normalmente consideram a inflação (INPC) do período e, se possível, um adicional de aumento real. Por exemplo, o dissídio dos comerciários da cidade de São Paulo em 2025/2026 concedeu 6% de reajuste sobre os salários (até certo teto) a partir de setembro/2024. Já no Rio de Janeiro, o acordo 2025/2026 definiu 6% de aumento para salários acima do piso, com vigência em outubro/2025. Nessas tabelas salariais, cada cargo – caixa de loja, vendedor, auxiliar, supervisor, etc. – tem um piso específico ou segue faixas salariais conforme a função e o tempo de serviço.

Em resumo, a tabela salarial comercial é fruto de convenções coletivas anuais ou bienais. Os sindicatos discutem não só o valor dos pisos de ingresso, mas também escalas de progressão salarial, ajustes para quem já está acima do piso e benefícios diversos. Tudo é registrado no Ministério do Trabalho (Sistema Mediador) e passa a valer para toda a categoria naquela região. Dessa forma, garante-se que os salários do comércio sejam periodicamente ajustados, respeitando no mínimo a inflação e, quando possível, com ganhos reais, de acordo com a realidade econômica de cada setor e localidade.

Como são ajustados os salários acima do piso salarial?

Salários que já estão acima do piso mínimo (seja o salário mínimo nacional ou o piso de categoria) não têm reajuste automático por lei quando o mínimo é atualizado. Ou seja, a legislação obriga apenas que ninguém ganhe menos que o novo mínimo; quem ganha mais depende de outros mecanismos para ter aumento. 

Em geral, esses salários são ajustados por meio de dissídios coletivos ou por políticas internas das empresas. Nas negociações coletivas, costuma-se definir um índice de reajuste válido para todos os trabalhadores da categoria, não só os de piso. 

Por exemplo, na Convenção Coletiva dos comerciários de São Paulo (2025/2026), foi aplicado 6% de reajuste para salários até R$ 11.660,00 (tomando base em set/2024), assegurando também um aumento fixo mínimo para quem ganhava acima desse teto.

De forma semelhante, no comércio do Rio de Janeiro, acordou-se 6% de aumento sobre os salários de maio/2024 para os empregados já acima do piso, válido a partir de outubro/2025.

Em empresas ou categorias sem convenção coletiva forte, os reajustes para quem ganha acima do mínimo podem seguir a inflação (INPC) do ano, concedidos por iniciativa do empregador para manutenção do poder de compra. Algumas companhias optam por adiantar espontaneamente o aumento do salário mínimo a toda a folha, para evitar distorções e preservar diferenças salariais entre cargos. 

Contudo, não há obrigatoriedade legal de repassar o mesmo percentual do mínimo para faixas salariais superiores – isso fica a critério de negociação. O cenário mais comum é: os salários são aumentados pelo menos na proporção da inflação, garantindo que nenhum trabalhador tenha perda real, e em casos de negociações mais robustas obtém-se também um ganho real para todos, ainda que menor do que o concedido ao piso.

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Resumindo

Qual é o valor do salário mínimo em 2026?

O salário mínimo em 2026 é R$ 1.621,00, em vigor desde 1º de janeiro de 2026. Esse valor representa um reajuste de 6,79% sobre o piso anterior, garantindo aumento real aos trabalhadores.

De quanto foi o reajuste do salário mínimo em 2026?

O reajuste foi de 6,79% em relação a 2025. Isso equivale a um aumento nominal de R$ 103, elevando o mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621. A inflação (INPC) contribuiu com 4,18% e o ganho real com cerca de 2,5%.

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