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A última quinzena foi marcada por um alívio parcial no cenário geopolítico, com a prorrogação de cessar-fogos no Oriente Médio. O dólar, que iniciou o período próximo de R$5,10, perdeu força gradualmente e chegou a R$4,95, refletindo a melhora no apetite por risco.
Além disso, o comportamento do petróleo seguiu no foco. Após operar pressionado, o preço da commodity recuou com a redução temporária dos riscos na oferta. Esse alívio diminuiu (em termos relativos) os riscos inflacionários e contribuiu diretamente para a descompressão do dólar frente a moedas emergentes.
Trégua não elimina risco e mantém dólar no radar
Apesar da melhora pontual, o cenário segue longe de uma resolução. Os cessar-fogos continuam sendo tratados como provisórios, com episódios de tensão e declarações duras mantendo elevado o prêmio de risco global. Nesse ambiente, o dólar ainda preserva seu papel como ativo de proteção.
Esse contexto tem gerado um padrão claro: momentos de alívio levam à queda do dólar, mas sem sustentação prolongada. Qualquer sinal de deterioração nas negociações rapidamente reverte o movimento, mantendo o câmbio em regime de alta sensibilidade ao noticiário externo.
Ao mesmo tempo, o risco energético permanece como pano de fundo. Mesmo com a recente acomodação, o mercado segue atento a possíveis choques de oferta, o que limita uma desvalorização mais consistente da moeda americana.
Real aproveita janela externa, mas segue dependente do fluxo
No Brasil, o real se destacou entre emergentes ao longo da quinzena, beneficiado pela combinação de diferencial de juros elevado e entrada de fluxo para renda fixa. Esse ambiente permitiu à moeda capturar os momentos de melhora global com mais intensidade.
As expectativas para a política monetária seguem apontando para um ciclo de cortes de juros mais cauteloso, o que reforça o interesse do investidor estrangeiro. Esse fator continua sendo o principal pilar de suporte para o real no curto prazo.
Por outro lado, o cenário doméstico ainda adiciona incerteza. Discussões fiscais, medidas relacionadas a combustíveis e dados inflacionários acima das expectativas permanecem no radar, limitando uma apreciação mais estrutural da moeda brasileira.
E os criptoativos?
O bitcoin acompanhou a melhora parcial do ambiente global, recuperando espaço ao longo da quinzena. A redução do risco geopolítico e o alívio nas expectativas inflacionárias favoreceram ativos de maior risco, impulsionando o movimento. Ainda assim, o comportamento segue instável.
E os Dividendos?
Confira alguns dos pagamentos de dividendos agendados no mercado brasileiro:
| Ativo | Empresa | Compra | Pagamento | Provento | Valor por ação |
| TIMS3 | Tim | 31/03/2025 | 22/04/2026 | JSCP | R$ 0,20 |
| TIMS3 | Tim | 23/03/2026 | 22/04/2026 | JSCP | R$ 0,16 |
| ESPA3 | Espaçolaser | 30/12/2025 | 28/04/2026 | Dividendos | R$ 0,01 |
| IGTI11 | Jereissati | 14/04/2026 | 29/04/2026 | Dividendos | R$ 0,17 |
| IGTI3 | Jereissati | 14/04/2026 | 29/04/2026 | Dividendos | R$ 0,02 |
| IGTI4 | Jereissati | 14/04/2026 | 29/04/2026 | Dividendos | R$ 0,07 |
| BBDC3 | Banco Bradesco | 29/09/2025 | 30/04/2026 | JSCP | R$ 0,27 |
| BBDC4 | Banco Bradesco | 29/09/2025 | 30/04/2026 | JSCP | R$ 0,30 |
| MDIA3 | M. Dias Branco | 22/04/2026 | 30/04/2026 | Dividendos | R$ 0,03 |
| MILS3 | Mills | 20/04/2026 | 30/04/2026 | Dividendos | R$ 0,66 |
| MOTV3 | Motiva Sa | 20/04/2026 | 30/04/2026 | Dividendos | R$ 0,06 |
| PNVL3 | Dimed | 26/03/2025 | 30/04/2026 | JSCP | R$ 0,09 |
| SBSP3 | Sabesp | 23/12/2025 | 30/04/2026 | JSCP | R$ 2,64 |
| SBSP3 | Sabesp | 19/03/2026 | 30/04/2026 | JSCP | R$ 0,83 |
| SMFT3 | Smartfit | 23/03/2026 | 30/04/2026 | JSCP | R$ 0,07 |
| BBDC3 | Banco Bradesco | 01/04/2026 | 04/05/2026 | JSCP | R$ 0,02 |
| BBDC4 | Banco Bradesco | 01/04/2026 | 04/05/2026 | JSCP | R$ 0,02 |
| ITUB3 | Banco Itaú | 31/03/2026 | 04/05/2026 | JSCP | R$ 0,02 |
| ITUB4 | Banco Itaú | 31/03/2026 | 04/05/2026 | JSCP | R$ 0,02 |
| FLRY3 | Fleury | 02/12/2025 | 05/05/2026 | Dividendos | R$ 0,40 |
De olho no câmbio
O dólar deve seguir em trajetória oscilante nas próximas semanas, altamente sensível ao cenário geopolítico. Apesar da prorrogação dos cessar-fogos, o ambiente ainda é frágil. Nesse contexto, episódios de aversão ao risco ainda tendem a sustentar a moeda americana como ativo de proteção.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha de perto o comportamento do petróleo e a normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, fatores que ajudam a reduzir pressões inflacionárias. Esse ambiente abre espaço para uma valorização moderada do real, sustentada pelo diferencial de juros.
Seguimos de olho.