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Para quem planeja uma viagem ao Reino Unido, as curiosidades sobre Londres revelam uma complexidade administrativa e histórica que escapa aos roteiros tradicionais. 

A capital britânica abriga rios subterrâneos sob o asfalto e mantém em vigor leis medievais que ditam a posse de animais e o funcionamento de instituições. 

A seguir, detalhamos os fatos que explicam essas peculiaridades, desde a autonomia policial da City até as anomalias do metrô, desvendando o funcionamento real da capital.

12 curiosidades sobre Londres para conhecer

1. O nome Big Ben refere-se apenas ao sino e não à torre

Embora turistas utilizem o termo para designar o marco arquitetônico de Westminster, Big Ben é a nomenclatura técnica exclusiva do grande sino de 13,7 toneladas. A torre gótica, anteriormente chamada de Clock Tower, recebeu o batismo oficial de Elizabeth Tower em 2012. 

O sino atual, fundido pela Whitechapel Bell Foundry em 1858, substituiu uma versão anterior que rachou irreparavelmente durante testes. A fissura no sino atual confere-lhe o tom em Mi característico e imperfeito, reconhecido mundialmente.

Ao explorar curiosidades sobre Londres, é impossível não se encantar com a riqueza cultural da capital britânica.

2. A City of London opera como uma entidade governamental independente

Para quem quer saber sobre as curiosidades sobre Londres, a cidade abriga duas cidades em sua região central. A ‘City of London’, ou Square Mile, corresponde ao assentamento romano original e mantém um status administrativo distinto da Grande Londres. 

Esta área financeira possui sua própria força policial (City of London Police), separada da Polícia Metropolitana, e elege um Lord Mayor, cargo diferente do Prefeito de Londres. A City Corporation funciona sob privilégios estabelecidos antes mesmo da formação do Parlamento britânico, gerindo ativos e leis locais com autonomia singular.

3. A Coroa Britânica detém a propriedade legal dos cisnes do Tâmisa

Entre as várias curiosidades sobre Londres, um estatuto medieval do século XII determina que o monarca reinante possui o direito de propriedade sobre todos os cisnes mudos não marcados em águas abertas. Historicamente, isso garantia o controle sobre uma fonte de alimento exclusiva para banquetes reais. 

Hoje, o foco mudou para a conservação. O ‘Swan Upping‘ ocorre anualmente, quando os ‘Swan Uppers’ da Coroa, trajados com uniformes escarlates, realizam o censo e a verificação de saúde das aves no Rio Tâmisa, em parceria com as antigas guildas Vintners e Dyers.

4. A permanência dos corvos na Torre de Londres garante a estabilidade do reino

Um decreto real, supostamente instituído por Charles II, estabelece que a Torre de Londres deve manter sempre seis corvos residentes. A lenda sustenta que a saída dessas aves resultaria no colapso da Torre e na queda da monarquia. 

Para mitigar esse risco, o Yeoman Warder Ravenmaster cuida de sete corvos (seis ativos e um reserva). As aves têm as penas de voo de uma das asas aparadas desequilibradamente, o que lhes permite voar curtas distâncias, mas impede que abandonem o perímetro da fortaleza.

5. O trajeto entre Leicester Square e Covent Garden desafia a lógica do transporte

A rede de metrô londrina apresenta uma anomalia logística na linha Piccadilly. A distância física entre as estações Leicester Square e Covent Garden é de apenas 260 metros, o equivalente a menos de 45 segundos de viagem nos trilhos.

No entanto, o custo da passagem e o tempo gasto para acessar as plataformas profundas tornam este percurso ineficiente. Caminhar entre as duas entradas na superfície leva menos tempo do que utilizar os elevadores e aguardar a composição.

6. A rua Savoy Court impõe o tráfego pela direita por decreto histórico

Contrariando a Lei de Rodovias do Reino Unido, a pequena via de acesso ao Hotel Savoy exige que os veículos conduzam pelo lado direito. Esta exceção legislativa, sancionada por um Ato do Parlamento em 1902, visava otimizar o fluxo de carruagens e táxis. 

Ao entrar pela direita, o motorista podia abrir a porta traseira para o passageiro desembarcar diretamente na calçada do hotel ou do teatro anexo, sem que este precisasse contornar o veículo, um detalhe crucial para a etiqueta da época.

7. Os taxistas de Londres enfrentam o exame de memorização mais difícil do mundo

Entre as curiosidades sobre Londres, obter a licença para conduzir um tradicional ‘Black Cab’ requer a aprovação no ‘The Knowledge of London‘. O processo de qualificação dura entre três e quatro anos e exige a memorização exata de 25.000 ruas e 20.000 locais de interesse num raio de seis milhas de Charing Cross. 

Estudos neurológicos realizados pela University College London demonstraram que o hipocampo dos taxistas, área do cérebro ligada à memória espacial, aumenta fisicamente de tamanho após o treinamento.

8. Uma rede de rios ocultos flui silenciosamente sob o asfalto londrino

A urbanização agressiva da era vitoriana forçou o soterramento de dezenas de afluentes do Rio Tâmisa. Rios como o Fleet, o Tyburn e o Walbrook fluem hoje através de galerias de tijolos sob ruas movimentadas e edifícios icônicos. 

O Rio Tyburn, por exemplo, passa diretamente Rio Fleetsob o Palácio de Buckingham. Em locais específicos, como na Ray Street em Clerkenwell, a grade de um bueiro permite ouvir o fluxo contínuo das águas do Rio Fleet, agora integrado ao sistema de saneamento projetado por Joseph Bazalgette.

9. O Grande Incêndio de 1666 atuou como medida sanitária contra a peste

A catástrofe que consumiu 13.200 casas e 87 igrejas paroquiais teve um efeito colateral decisivo na saúde pública. O Grande Incêndio de 1666 destruiu os bairros superpovoados e insalubres que serviam de foco para a Grande Praga de 1665. 

O fogo eliminou as populações de ratos e pulgas transmissores da doença, enquanto a reconstrução subsequente impôs o uso de tijolos e pedras no lugar da madeira, além do alargamento das vias, criando um ambiente urbano menos propício a epidemias.

10. As paredes do bairro Soho escondem esculturas de narizes humanos

Quem observa atentamente a arquitetura do Soho pode identificar reproduções em gesso de narizes fixadas nas fachadas. Estas intervenções artísticas surgiram em 1997, obra do artista Rick Buckley

A instalação foi um ato de guerrilha artística em crítica à proliferação de câmeras de CCTV (circuito fechado de televisão) na cidade, satirizando a sociedade vigiada ‘bem debaixo do nariz’ das autoridades. Das cerca de 35 peças originais, sete permanecem visíveis e tornaram-se objeto de caça urbana.

11. Leis vitorianas ainda vigentes proíbem atividades cotidianas nas ruas

A Lei da Polícia Metropolitana de 1839 (Metropolitan Police Act 1839) contém seções que nunca foram revogadas, mantendo na ilegalidade ações que hoje parecem inofensivas. 

O texto proíbe explicitamente bater ou sacudir tapetes e capachos nas ruas (exceto antes das 8h da manhã), empinar pipas de forma a incomodar passageiros ou deslizar no gelo ou neve em vias públicas. Embora a aplicação dessas normas seja rara, elas permanecem no código legal britânico como relíquias da ordem pública do século XIX.

Quanto mais você descobre curiosidades sobre Londres, mais percebe o quanto a cidade é única.

12. A Trafalgar Square abrigou a menor delegacia de polícia da Grã-Bretanha

No canto sudeste da Trafalgar Square, um poste de iluminação oco de aparência robusta serviu, durante décadas, como o posto policial mais compacto do Reino Unido. Instalada na década de 1920, a cabine possuía espaço para apenas um oficial e tinha uma linha telefônica direta com a Scotland Yard. 

Sua função estratégica era permitir a vigilância discreta de protestos e manifestações na praça. Hoje, a estrutura histórica perdeu sua função policial e serve como depósito de equipamentos de limpeza.

Como levar dinheiro para Londres?

Antes de montar seu roteiro, valeu conhecer algumas curiosidades sobre Londres que tornam a viagem ainda mais especial. A partir disso, a exploração destes pontos históricos demanda planejamento orçamentário em libras esterlinas.

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Resumindo

Quais são as curiosidades de Londres?

A capital britânica encerra fatos singulares, como a distinção legal entre a ‘City of London’ e a Grande Londres, cada uma com governança própria. O termo Big Ben aplica-se somente ao sino, não à torre, e existe uma rede fluvial subterrânea oculta sob o pavimento moderno. Leis antigas ainda regem a propriedade real sobre cisnes e a presença obrigatória de corvos na Torre de Londres.

O que é mais famoso em Londres?

Os monumentos de maior relevância histórica e visual incluem o Palácio de Westminster, sede do Parlamento, e a Tower Bridge. O Palácio de Buckingham atrai atenção global como residência monárquica, enquanto o British Museum e a National Gallery consolidam a importância cultural da cidade. A London Eye oferece a perspectiva moderna mais reconhecida da silhueta urbana.