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Esta semana foi marcada pela valorização pontual do real, sustentada sobretudo pelo diferencial de juros elevado. O movimento foi mais evidente frente à libra e ao euro, enquanto o dólar apresentou comportamento mais estável após a queda expressiva registrada na semana passada. No exterior, a cautela em relação à política monetária da Zona do Euro e as tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos limitaram movimentos mais amplos, fazendo com que o câmbio brasileiro respondesse principalmente a fatores domésticos.

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Real x dólar

Começamos a semana com o dólar cotado a R$5,2618 na segunda-feira (02/fev), um nível 0,5% superior à abertura da semana anterior (26/jan). Ao longo da semana, a moeda norte-americana perdeu força frente ao real, e o dólar abriu o pregão desta sexta-feira (06/fev) cotado a R$5,2386, patamar 0,9% superior à abertura da sexta-feira anterior (30/jan). Entre as aberturas desta sexta (06/fev) e da segunda-feira da semana anterior (26/jan), vimos uma desvalorização do real em relação ao dólar de 0,9%.

Em mais uma semana de valorização, a moeda brasileira avançou frente ao dólar, embora com intensidade menor do que a observada na semana anterior. O movimento ocorreu em um ambiente de maior estabilidade da moeda americana, apesar do breve shutdown nos EUA, com o câmbio reagindo mais a fatores técnicos e domésticos.

Lá fora, o índice DXY apresentou um movimento de correção, registrando variações positivas moderadas ao longo da semana, em contraste com a queda expressiva observada anteriormente. A dinâmica refletiu um mercado mais cauteloso, à espera de sinais mais claros sobre a trajetória da política monetária nos Estados Unidos.

No campo geopolítico, a semana foi marcada por novas tensões envolvendo os Estados Unidos, com episódios no Irã elevando a aversão ao risco e os ativos de proteção. Esse cenário contribuiu para limitar movimentos mais amplos no mercado de câmbio, reforçando a busca por proteção e sustentando o dólar em patamar mais estável no cenário internacional.

No ambiente doméstico, o diferencial de juros seguiu como principal vetor de sustentação do real, favorecendo operações de carry trade e demais entradas estrangeiras. A ausência de ruídos fiscais relevantes e a atuação mais técnica dos agentes também contribuíram para a apreciação da moeda brasileira frente às divisas europeias.

Assim, a combinação entre estabilidade do dólar no exterior, variações moderadas do DXY e fatores domésticos favoráveis manteve o real relativamente firme ao longo da semana. Ainda que o cenário internacional tenha sido marcado por cautela e tensões geopolíticas.

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Real x euro

O euro abriu o pregão de segunda-feira (02/fev) cotado a R$6,2337. Na abertura desta sexta-feira (06/fev), a cotação foi de R$6,2073. Portanto, observou-se uma valorização do real frente ao euro de aproximadamente 0,4% no período, refletindo o enfraquecimento do euro no mercado doméstico.

Em relação ao dólar, a moeda europeia apresentou desvalorização nesta semana, revertendo a tendência de valorização observada na semana anterior. A cotação do euro em dólar passou de US$1,1857 na segunda-feira (02/fev) para US$1,1781 nesta sexta-feira (06/fev). Assim, observou-se uma desvalorização aproximada de 0,6% do euro, isto é, são necessários menos dólares para adquirir um euro.

Ao longo da semana, o euro perdeu força frente ao real, refletindo parte do movimento de valorização da moeda brasileira observado desde o início do ano. Internamente, o diferencial elevado de juros no Brasil e a continuidade de uma postura cautelosa do Banco Central seguiram contribuindo para sustentar a demanda por real em operações.

Destaque para a decisão do Banco Central Europeu, que manteve as taxas de juros em 2,15%, em linha com as expectativas, em um contexto de inflação desabando, o que ajudou a conter oscilações mais amplas do euro frente ao dólar, mesmo com o índice DXY registrando variações positivas após a queda da semana anterior.

Com isso, o euro apresentou comportamento relativamente estável no mercado internacional, enquanto no Brasil a combinação entre fluxo doméstico e diferencial de juros manteve a moeda europeia pressionada frente ao real, resultando em um desempenho divergente entre os mercados.

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Real x libra esterlina

A libra esterlina abriu o pregão de segunda-feira (02/fev) cotada a R$7,1998, nível superior ao registrado na abertura desta sexta-feira (06/fev), cerca de R$7,1361. Portanto, houve valorização do real de aproximadamente 0,8% em relação à moeda britânica ao longo da semana.

Em relação ao dólar, a moeda inglesa perdeu força no decorrer da semana, mantendo a tendência de desvalorização observada na semana anterior, e abriu esta sexta-feira (06/fev) cotada a US$1,1516 após ter iniciado a semana cotada a US$1,1689, uma desvalorização de 1,1% da moeda britânica em relação ao dólar.

No mercado doméstico, a perda de valor da libra frente ao real acompanhou o movimento mais amplo de apreciação da moeda brasileira. O diferencial elevado de juros seguiu como principal vetor, sustentando operações para ativos locais, o que pressionou a cotação da moeda britânica em reais.

A libra encontrou algum suporte após o Banco da Inglaterra manter a taxa de juros inalterada, em linha com as expectativas do mercado. A decisão, combinada a dados de atividade que não indicaram deterioração relevante, reduziu apostas em cortes mais agressivos de juros no curto prazo, ajudando a limitar perdas mais amplas da moeda no exterior.

Por outro lado, a decisão de política monetária desta semana foi mais apertada, em um placar de 5×4, sendo 4 votos pelo corte de juros. A expectativa do mercado era de uma votação dividida, mas em 7×2, como já havia acontecido em outras ocasiões. A decisão mais apertada pode abrir caminho para a interpretação de que o Bank of England operará algum corte de juros em breve, apesar de a inflação seguir em nível acima da meta local.

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Perspectivas

Para a próxima semana, o real tende a seguir relativamente firme frente às moedas europeias. O diferencial elevado de juros, aliado a dados locais ainda resilientes, segue favorecendo a moeda brasileira. Nesse contexto, tanto o euro quanto a libra podem continuar pressionados no mercado interno, com espaço apenas para ajustes pontuais.

Já o dólar deve seguir como principal vetor de volatilidade global. As incertezas em torno da política monetária americana, somadas aos ruídos políticos após a indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para a presidência do Fed, podem manter a moeda americana enfraquecida.

Seguimos de olho.