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O dólar hoje acompanha a queda do petróleo e os sinais de possível desfecho para o conflito no Oriente Médio. As declarações de autoridades americanas reduziram parte das preocupações com oferta global de energia e ajudaram a melhorar o apetite por risco. 

Com isso, bolsas internacionais avançam e o dólar perde força frente a diversas moedas. No Brasil, investidores monitoram como esse cenário externo pode influenciar o câmbio, as commodities e as expectativas para os juros.

O que influencia o dólar hoje

O dólar hoje tende a refletir a melhora do apetite ao risco global após a queda expressiva do petróleo. O movimento ocorre em meio a sinais de possível desfecho mais rápido do que o esperado do conflito no Oriente Médio.

Com a guerra no Irã entrando no 11º dia, investidores continuam monitorando os impactos sobre energia e inflação. Declarações recentes de autoridades americanas elevaram a expectativa de avanço diplomático.

A agenda de indicadores é mais enxuta, com destaque para os dados de vendas de moradias usadas nos Estados Unidos. O noticiário geopolítico segue como principal fator de direção para os mercados.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar abriu esta terça-feira (10) cotado a R$5,16.

O contrato de dólar futuro para abril (DOLc1), o mais líquido no Brasil, recuou 1,84%, a R$5.199,00 na segunda-feira (09).

Dólar comercial

  • Compra: R$5,163
  • Venda: R$5,165

Na segunda-feira (09), o dólar comercial fechou com variação de -1,6%, valendo R$5,1607, após ter começado o dia cotado a R$5,2806.

O dólar iniciou nesta segunda-feira (09) cotado a R$5,1657.

Veja aqui cotação do dólar em tempo real

Qual é o valor do dólar PTAX hoje?

A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,2133 (compra) e R$5,2139 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil

Nesta sexta-feira (10), o Banco Central ofertará 50 mil contratos de swap cambial tradicional (US$2,5 bilhões), em rolagem.

Petróleo recua com expectativa de trégua

Os preços do petróleo caem mais de 7% após declarações de Donald Trump sugerindo que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve. O movimento reflete redução das preocupações com oferta global.

Trump afirmou ainda que eventuais sanções sobre a commodity podem ser aliviadas caso haja acordo político e trégua no conflito. O comentário ajudou a aliviar parte do prêmio de risco incorporado aos preços.

Mesmo com a queda da commodity, o cenário permanece sensível a novos episódios militares. A possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz continua sendo monitorada pelos mercados.

Bolsas globais e dólar

As bolsas globais ensaiam recuperação com a retração do petróleo e menor percepção de risco energético. Futuros em Nova York avançam e índices europeus registram ganhos superiores a 1%.

O dólar perde força frente a moedas fortes e emergentes, refletindo o ambiente de maior apetite ao risco. Metais como ouro, prata e cobre também avançam com a divisa americana mais fraca.

Na Ásia, bolsas chinesas subiram após dados de comércio exterior acima das expectativas. Exportações e importações mais fortes reforçaram a percepção de resiliência da economia.

Ibovespa entre petróleo e mineração

O Ibovespa deve ser pressionado com a queda do petróleo, especialmente as ações da Petrobras. Ao mesmo tempo, a alta do minério de ferro na China pode favorecer papéis ligados à mineração.

Esse movimento combinado pode ajudar o Ibovespa a equilibrar forças entre setores relevantes do índice. O desempenho das commodities continua determinante para o fluxo local.

O EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, avançava no pré-mercado. ADRs da Vale também registravam valorização antes da abertura da B3.

Juros, política e agenda doméstica

O recuo do dólar frente a moedas globais pode favorecer o real no curto prazo. A dinâmica cambial permanece sensível ao cenário geopolítico.

Na curva de juros, investidores avaliam se a melhora do ambiente externo pode reforçar apostas de corte de 0,50 ponto na Selic na próxima reunião do Copom. A precificação segue dependente da inflação e do câmbio.

No campo político, Fernando Haddad antecipou sua saída do Ministério da Fazenda e indicou possível reorganização da equipe econômica. O tema passa a integrar o radar dos agentes locais.

Por que o dólar reage à queda do petróleo?

A queda do petróleo reduz preocupações com inflação global e custos de energia, o que melhora o apetite por risco. Nesse ambiente, investidores tendem a buscar ativos de países emergentes, o que pode favorecer moedas como o real e pressionar o dólar.

Como um possível fim da guerra no Irã impacta os mercados?

A perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio diminui o prêmio de risco sobre commodities e ativos financeiros. Isso tende a derrubar o petróleo, apoiar bolsas globais e reduzir a busca por ativos considerados seguros.

O que pode influenciar o dólar no Brasil nos próximos dias?

Além do cenário geopolítico, o comportamento do dólar dependerá do desempenho das commodities, do fluxo estrangeiro para a Bolsa e das expectativas sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos. Mudanças nesses fatores podem gerar novas oscilações no câmbio.