|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
O dólar hoje opera em um cenário de forte aversão ao risco global, reagindo diretamente à intensificação da guerra entre EUA-Israel contra o Irã. O conflito, que chega ao seu 12º dia sem sinais de cessar-fogo, impulsiona os preços das commodities energéticas e gera cautela nos mercados internacionais.
Com a escalada das tensões no Oriente Médio, investidores buscam proteção em moedas fortes, fazendo com que o dólar hoje ganhe tração frente a divisas emergentes, incluindo o real. No Brasil, o foco se divide entre o cenário externo conturbado e indicadores domésticos de varejo e política monetária.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje é influenciado pelos ataques do Irã a navios comerciais no Golfo Pérsico e ao Aeroporto de Dubai, elevando a percepção de risco sistêmico .O comando militar iraniano anunciou ofensivas contra bancos e instituições financeiras, o que gera pânico nos mercados a aversão ao risco.
A postura defensiva das bolsas internacionais deve limitar o fôlego do Ibovespa, mesmo com os ADRs da Petrobras subindo mais de 1% no pré-mercado de NY. Investidores aguardam o discurso de Trump sobre a economia americana.
O mercado futuro em Nova York também operava em baixa antes do CPI, que deve mostrar desaceleração, mas não muda a perspectiva de juros do Fed. A manutenção das taxas americanas em patamares elevados contribui para que o dólar hoje permaneça pressionado frente ao real.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar abriu esta quarta-feira (11) cotado a R$5,16.
O contrato de dólar futuro para abril (DOLc1), o mais líquido no Brasil, recuou 0,87%, a R$5.19 na terça-feira (10).
Dólar comercial
- Compra: R$5,156
- Venda: R$5,156
Na terça-feira (10), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,1566, após ter começado o dia cotado a R$5,1637.
O dólar iniciou nesta quarta-feira (11) cotado a R$5,1585.
Confira a cotação do dólar em tempo real
Qual é o valor do dólar PTAX hoje?
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,1616 (compra) e R$5,1622 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
Nesta quarta-feira (11), o Banco Central ofertará 50 mil contratos de swap cambial tradicional (US$2,5 bilhões), em rolagem.
Petróleo sobe com ataques no Estreito de Ormuz
O petróleo segue em alta após notícias de que navios cargueiros foram atingidos perto do Estreito de Ormuz. A alta só não é maior porque a AIE propôs a liberação histórica de 400 milhões de barris das reservas estratégicas para tentar equilibrar os preços.
A falta de sinal de trégua no horizonte mantém o prêmio de risco elevado, impactando diretamente os custos de frete e seguros em todo o Golfo Pérsico. O movimento de alta da commodity sustenta as ações de petroleiras, mas prejudica as expectativas de inflação global.
A videoconferência do G7, liderada por Macron, busca medidas urgentes para abordar a crise energética e os impactos militares da guerra do Irã na economia.
Ibovespa e o cenário corporativo nacional
O noticiário corporativo brasileiro fica no radar após os pedidos de recuperação extrajudicial da Raízen e do Grupo Pão de Açúcar (GPA). O pedido do GPA envolve uma lista de 14 credores e R$4,5 bilhões em dívidas.
Alckmin afirmou que é preciso realizar uma investigação rigorosa no caso Master para assegurar a integridade do sistema financeiro. Segundo o vice-presidente, é necessário aperfeiçoar os instrumentos do Banco Central.
As vendas no varejo e os dados da pesquisa Genial/Quaest dividem a atenção dos investidores com a crise energética e a postura das bolsas externas. O EWZ rondava a estabilidade, mostrando que o cenário local tenta resistir ao mau humor vindo do exterior e à volatilidade do petróleo.
Juros e expectativas para o Copom
Os dados do varejo não devem alterar o cenário para o próximo Copom, cujas apostas seguem alternando entre cortes de 25 e 50 pontos-base. As incertezas com a guerra e o impacto cambial tornam a decisão do Banco Central brasileiro mais complexa para a reunião da próxima semana.
O mercado monitora se a alta das commodities e do dólar hoje forçará uma postura mais conservadora por parte da autoridade monetária na condução dos juros. A inflação de fevereiro nos EUA também será um balizador importante.
O cenário permanece sensível a novos episódios militares no Oriente Médio e às declarações de líderes mundiais sobre o fornecimento global de energia. Sem uma trégua definida, a volatilidade deve continuar ditando o ritmo.
Macron e a resposta do G7 à crise
O presidente da França, Emmanuel Macron, realiza hoje uma videoconferência com outros líderes do G7 para discutir os graves impactos da guerra do Irã.
O G7 tenta coordenar uma resposta política e econômica para mitigar os efeitos da guerra sobre o preço das commodities e o crescimento das nações. A iniciativa diplomática de Macron ocorre em um momento em que a falta de trégua militar.
Investidores acompanham os desdobramentos dessa reunião, buscando sinais de sanções coordenadas ou incentivos que possam estabilizar os mercados.
Perguntas frequentes
Por que o dólar hoje está subindo com o cenário internacional?
A moeda americana sobe devido à fuga de risco provocada pela guerra e ataques no Oriente Médio, além da expectativa pelo CPI dos Estados Unidos.
Qual o impacto da guerra Irã no preço do petróleo?
O conflito eleva os preços devido aos ataques em áreas estratégicas como o Estreito de Ormuz, reduzindo a percepção de segurança na oferta global.