Dólar hoje acompanha tensão no Irã enquanto petróleo dispara
Dólar hoje avança com petróleo em US$107, tensão entre EUA e Irã e foco nos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
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O dólar hoje opera em alta em uma sessão marcada por cautela global, enquanto investidores acompanham o avanço das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, movimento que voltou a impulsionar o petróleo. O Brent já ronda US$107.
No Brasil, o foco se divide entre o IPCA de abril, a repercussão do balanço da Petrobras e os efeitos do ambiente externo sobre juros, câmbio e Bolsa.
Lá fora, investidores também acompanham o CPI dos Estados Unidos, indicador considerado decisivo para as próximas apostas envolvendo o Federal Reserve..
Dólar hoje
O dólar abriu esta terça-feira (12) cotado a R$4,8909.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, caiu 0,1%, a R$4,91 na segunda-feira (11).
Dólar comercial
- Compra: R$4,8907
- Venda: R$4,8913
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na segunda-feira (11), o dólar comercial fechou com variação de -0,06%, valendo R$4,8909 após ter começado o dia cotado a R$4,8937.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$4,8967 (compra) e R$4,8973 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
O petróleo voltou ao centro das atenções globais depois de três sessões consecutivas de alta, sustentado pela deterioração das negociações envolvendo EUA e Irã. O Brent encostou em US$107 enquanto o WTI voltou a superar a marca de US$100 por barril.
A reação dos mercados ganhou força após Donald Trump endurecer o discurso contra Teerã e afirmar que o cessar-fogo está em “estado crítico”, aumentando o receio de novas ações militares e possíveis interrupções na oferta global de energia.
Esse ambiente amplia a preocupação com inflação persistente em várias economias, especialmente porque os combustíveis seguem pressionando cadeias produtivas, fretes e expectativas de preços no curto prazo.
Inflação vira peça central para juros no Brasil e nos EUA
Os investidores acompanham nesta terça-feira dois dados considerados estratégicos para o mercado: o CPI americano e o IPCA brasileiro. Ambos devem refletir parte do impacto recente da energia sobre preços ao consumidor.
Nos Estados Unidos, a expectativa é de desaceleração mensal do índice, embora a inflação anual ainda permaneça elevada, cenário que dificulta qualquer discussão mais agressiva sobre cortes de juros pelo Federal Reserve neste momento.
Já no Brasil, o IPCA de abril pode aliviar parcialmente a percepção de pressão inflacionária no curto prazo, mas o avanço do petróleo e a deterioração do ambiente externo seguem limitando apostas em flexibilização monetária mais intensa.
Petrobras tenta equilibrar petróleo forte e lucro mais fraco
A Petrobras permanece no radar depois da divulgação de um balanço com queda no lucro trimestral, movimento que gerou cautela adicional entre investidores mesmo em meio à disparada recente do petróleo internacional.
O mercado agora busca sinais sobre distribuição de dividendos, estratégia operacional e impactos do Brent elevado sobre os próximos resultados da companhia, especialmente diante do aumento das pressões políticas envolvendo combustíveis.
Apesar da reação mais defensiva no pós-balanço, a alta das commodities energéticas tende a funcionar como suporte para as ações da estatal, principalmente se o petróleo permanecer acima de US$100 nos próximos dias.
Dólar ganha força com aversão global ao risco
O dólar hoje avança diante da busca internacional por proteção, movimento impulsionado pela escalada geopolítica e pelo fortalecimento dos Treasuries americanos. O ambiente mais tenso reduz o apetite por moedas emergentes.
No Brasil, o real encontra dificuldade para sustentar valorização mesmo com fluxo estrangeiro positivo em alguns setores da Bolsa, já que investidores continuam cautelosos com inflação, juros elevados e risco fiscal.
Além disso, o comportamento do câmbio segue diretamente ligado à trajetória do petróleo e das expectativas para política monetária nos EUA, combinação que mantém a volatilidade elevada no mercado doméstico.
Mercados emergentes sentem impacto da crise no Oriente Médio
A nova rodada de tensão envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentou a pressão sobre países emergentes dependentes de fluxo externo e commodities, especialmente aqueles mais sensíveis ao dólar forte e ao petróleo.
No caso brasileiro, o petróleo elevado até ajuda empresas exportadoras e petroleiras, mas também amplia temores relacionados à inflação, combustíveis e custo de capital, dificultando uma melhora mais sólida dos ativos locais.
Enquanto isso, investidores observam se haverá avanço diplomático nos próximos dias ou se o cenário continuará marcado por discursos agressivos, sanções econômicas e risco crescente de novas interrupções comerciais globais.
Por que o petróleo voltou a subir tanto?
O avanço das tensões entre EUA e Irã elevou o temor de problemas na oferta global de petróleo, principalmente após falas mais duras de Donald Trump e novas sanções americanas.
O IPCA ainda pode ajudar em cortes da Selic?
Pode contribuir parcialmente, especialmente se vier abaixo do esperado, mas o petróleo elevado e o cenário externo mais pressionado reduzem espaço para cortes mais fortes de juros.
O dólar tende a continuar subindo?
O movimento depende da inflação nos EUA, da evolução da crise no Oriente Médio e do comportamento dos juros americanos, que seguem influenciando moedas emergentes.
