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O dólar hoje deve ser influenciado pelo Livro Bege do Federal Reserve e pela participação de dirigentes de bancos centrais em eventos do FMI e Banco Mundial. O dia também conta com balanços de grandes bancos e dados relevantes no Brasil.

No cenário doméstico, o foco está nas vendas no varejo e na pesquisa Genial/Quaest. O presidente Lula se reúne para anunciar medidas voltadas ao crescimento do setor habitacional.

O conjunto de eventos ocorre em meio a um ambiente internacional mais cauteloso, com investidores atentos a riscos geopolíticos e política monetária.

O que influencia o dólar hoje?

O dólar hoje segue influenciado por questões externas, com as negociações frágeis entre Estados Unidos e Irã, e por questões domésticas, como inflação e emprego.

Enquanto dados da FGV mostram um forte aumento do IGP-10 (+2,94%) no mês de abril, os dados do IBGE mostraram uma força ligeiramente menor do comércio varejista em relação às projeções do mercado financeiro. Segundo o instituto, as vendas cresceram 0,6% em fevereiro, ligeiramente abaixo da mediana das projeções, que considerava avanço mensal de 0,9%.

Com o IGP-10 em forte elevação e a atividade econômica um pouco mais branda que o esperado, diminuem as chances de o Copom levar o ciclo de cortes de juros muito adiante, o que traz impacto para o dólar.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar abriu esta quarta-feira (15) cotado a R$4,9888.

O contrato de dólar futuro para maio (DOLc1), o mais líquido no Brasil, recuou 0,3%, a R$5,00 na terça-feira (14).

Dólar comercial

  • Compra: R$4,9928
  • Venda: R$4,9934

Na terça-feira (14), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$4,9963 após ter começado o dia cotado a R$5,0271.

Confira a cotação do dólar em tempo real

Qual é o valor do dólar PTAX hoje?

A PTAX iniciou o dia cotada a R$4,9800 (compra) e R$4,9806 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

Setor externo segue como vetor de volatilidade

Os mercados globais operam com cautela, com bolsas em queda e petróleo avançando mais de 1%. O movimento reflete a piora no apetite por risco.

A expectativa gira em torno de uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, prevista para ocorrer no Paquistão. O desfecho pode impactar diretamente o mercado de energia.

Ao mesmo tempo, há indicação de envio de tropas americanas ao Oriente Médio, o que reforça o ambiente de incerteza e volatilidade.

Trégua na guerra não resolverá problemas inflacionários

O petróleo segue pressionado para cima diante dos riscos de interrupção de oferta. O mercado monitora especialmente o impacto potencial sobre o Estreito de Ormuz.

O presidente do Banco Mundial alertou que o choque na oferta não deve ser resolvido com a simples reabertura da rota. Isso mantém os preços elevados.

Declarações de Donald Trump indicam tentativa de conter o impacto político do preço dos combustíveis, mas sem efeito imediato sobre o mercado.

Situação fiscal nos Estados Unidos é crítica

Dirigentes do Federal Reserve seguem no radar, com destaque para falas que reforçam cautela diante do cenário internacional. O Livro Bege deve trazer novas leituras sobre a economia.

O presidente do Fed de Chicago afirmou que um conflito prolongado pode reduzir as chances de corte de juros ainda este ano. Isso altera as expectativas do mercado.

Além disso, o governo americano deve começar a aceitar pedidos de reembolso de tarifas, totalizando cerca de US$127 bilhões.

Copom de olho nos dados de inflação e atividade

O menor apetite ao risco no exterior pode pressionar os ativos locais, limitando o desempenho do Ibovespa. O mercado também reage a dados domésticos mais fracos.

As vendas no varejo vieram abaixo do esperado, assim como a pesquisa de serviços. O resultado reforça a leitura de atividade mais moderada.

Esse cenário reduz a convicção de cortes de juros no curto prazo, especialmente diante da incerteza externa e da escalada da inflação.

Perguntas frequentes

O que está influenciando os mercados hoje?

Os mercados reagem ao Livro Bege do Fed, à alta do petróleo e às tensões no Oriente Médio, além das negociações entre EUA e Irã.

Por que o petróleo está em alta?

O avanço reflete riscos de interrupção na oferta, especialmente diante das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz e o conflito no Oriente Médio.

O que os dados do Brasil indicam para os juros?

Embora as vendas no varejo e serviços tenham ficado abaixo do esperado, o aumento expressivo dos preços pode reduzir a força das apostas em cortes de juros no curto prazo.