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O dólar hoje avança, refletindo a maior aversão ao risco diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento acompanha a valorização global da moeda americana e a pressão sobre ativos.
No radar, a semana reúne eventos relevantes no Brasil e no exterior, incluindo ata do Copom, IPCA-15 e indicadores internacionais. O ambiente segue mais cauteloso e sensível a novos desdobramentos.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje reflete um ambiente externo mais tenso, com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrando na quarta semana sem perspectiva de resolução. A escalada geopolítica mantém os mercados em modo defensivo.
A semana concentra eventos relevantes, como a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e a coletiva de Gabriel Galípolo. No cenário internacional, também ganham destaque os PMIs e decisões de bancos centrais.
Além disso, o IPCA-15 de março e balanços corporativos importantes, como Braskem e JBS, entram no radar. O conjunto reforça um ambiente de cautela e sensibilidade a novos dados.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar abriu esta segunda-feira (23) cotado a R$5,3126.
O contrato de dólar futuro para abril (DOLc1), o mais líquido no Brasil, recuou 0,01%, a R$5,32 na sexta-feira (20).
Dólar comercial
- Compra: R$5,307
- Venda: R$5,308
Na sexta-feira (20), o dólar comercial fechou com variação de +1,8%, valendo R$5,3079, após ter começado o dia cotado a R$5,2146.
Confira a cotação do dólar em tempo real
Qual é o valor do dólar PTAX hoje?
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,2793 (compra) e R$5,2800 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
Nesta segunda-feira (23), o Banco Central ofertará 50 mil contratos de swap cambial tradicional (US$2,5 bilhões), em rolagem.
Tensões no Oriente Médio pressionam mercados
As bolsas europeias operam em queda, acompanhando o movimento negativo observado na Ásia. O aumento das tensões no Oriente Médio amplia a aversão ao risco global.
Nos Estados Unidos, os futuros recuam enquanto o petróleo cai cerca de 12%, em movimento de correção após falas recentes e maior volatilidade. O dólar ganha força frente a outras moedas e os Treasuries atingem máximas recentes.
A retórica mais agressiva eleva o risco de disrupções, especialmente no Estreito de Ormuz. Países do Golfo já alertam para impactos potenciais sobre a economia global.
Juros globais e busca por proteção
Os juros dos títulos europeus avançam em linha com o movimento observado nos Estados Unidos. O mercado reprecifica riscos diante da incerteza geopolítica.
O ouro sobe com o aumento da demanda por ativos de proteção. A combinação de inflação, juros elevados e instabilidade reforça esse movimento.
Ao mesmo tempo, autoridades monetárias seguem no foco, com discursos e decisões que podem alterar expectativas. A independência dos bancos centrais volta ao centro do debate.
Brasil entre medidas fiscais e pressão externa
O ambiente externo negativo tende a contaminar os ativos locais, especialmente em um dia de agenda doméstica mais esvaziada. A atenção se volta para os próximos eventos.
O EWZ recua no pré-mercado e ADRs de grandes empresas brasileiras acompanham o movimento de queda. O dólar mais forte pressiona o real e influencia a curva de juros.
O avanço das taxas externas reforça o canal de transmissão via mercado financeiro. Isso limita o espaço para melhora de ativos locais no curto prazo.
Copom e sinalização de política monetária
A ata do Copom ganha relevância como principal sinalizador de política monetária nesta semana. O documento deve ajudar a calibrar expectativas para os próximos passos.
Nos bastidores, seguem as discussões sobre indicações para a diretoria do Banco Central. A definição dos nomes pode influenciar a percepção de continuidade da política econômica.
No campo político, declarações sobre organismos internacionais e conflitos globais adicionam ruído. O cenário combina incerteza externa com ajustes internos em andamento.
Por que o dólar está subindo hoje?
O dólar sobe com o aumento da aversão ao risco global, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. Esse cenário leva investidores a buscar ativos mais seguros, fortalecendo a moeda americana.
O que está movimentando os mercados nesta semana?
A semana é marcada por eventos importantes no Brasil, como a ata do Copom e o IPCA-15, além de indicadores internacionais e decisões de política monetária. Esses fatores ajudam a calibrar expectativas sobre juros e crescimento.
Como o cenário externo afeta o Brasil?
A piora do ambiente global pressiona o real, eleva a volatilidade e impacta a curva de juros. Isso reduz o espaço para melhora dos ativos locais no curto prazo.