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A recente disparada na importação de ouro nos EUA ajudou a impulsionar os preços do metal a patamares históricos em 2025, refletindo um cenário global marcado por incertezas. Investidores recorrem ao ouro como proteção em meio a tensões comerciais, políticas tarifárias e temores sobre a economia global. O movimento se intensificou com a política do presidente Trump, que levou agentes a estocar ouro antes da implementação de novas tarifas.

Neste texto, você vai entender o que está por trás da valorização do ouro, seus impactos na economia e o que esperar daqui para frente. Confira a análise completa.

Como está o preço do ouro atualmente?

O preço do ouro continua em alta, refletindo o cenário global de incertezas. No dia 21 de abril, os contratos futuros do metal com vencimento em junho atingiram um pico histórico: US$ 3.425,30 por onça-troy, após uma valorização diária de 2,91%. Durante o pregão, o ouro chegou a ultrapassar a marca simbólica de US$ 3.500,00, o maior valor já registrado. Em 2025, a valorização acumulada já supera 30%.

Mesmo com um leve arrefecimento no último dia 28, quando o metal fechou cotado a US$ 3.348,09, o patamar segue elevado em comparação aos US$ 2.669,00 registrados em 2 de janeiro, reforçando a atratividade do ouro como porto seguro.

Qual o papel do ouro em momentos de incerteza?

O ouro é um ativo clássico de proteção. Em tempos de instabilidade — como guerras comerciais, tensões geopolíticas ou oscilações bruscas no mercado financeiro — investidores tendem a buscar refúgio no metal. Isso ocorre porque o ouro preserva valor mesmo quando outros ativos perdem.

A atual escalada de preços reflete exatamente esse movimento: diante da incerteza provocada pela política tarifária de Trump, pela desaceleração da economia chinesa e pelas dúvidas sobre o crescimento global, a demanda por ouro disparou.

O que está acontecendo recentemente com o ouro?

Um dos fatores por trás da forte valorização do ouro em 2025 é o aumento expressivo da importação de ouro nos EUA. Segundo dados divulgados em março, o déficit comercial americano em janeiro saltou para um recorde de US$ 130,7 bilhões, impulsionado em grande parte por esse movimento.

Empresas e investidores se anteciparam às tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump, resultando em um surto de importação de ouro nos EUA. Apenas em janeiro, a categoria “formas metálicas acabadas” — onde o ouro está incluído — movimentou US$ 34,2 bilhões, e em fevereiro, US$ 31,7 bilhões.

No acumulado desses dois meses, a importação de ouro nos EUA superou em US$ 59,9 bilhões o valor registrado no mesmo período do ano anterior. Esse volume atípico não está vinculado à atividade produtiva, mas sim à estratégia de estocagem, já que o ouro, quando armazenado, não gera retorno econômico direto, apenas proteção patrimonial.

O preço do ouro deve seguir alto?

A manutenção dos preços em níveis elevados dependerá da evolução do ambiente internacional. Se as tensões comerciais entre EUA, China e Europa forem amenizadas e os riscos geopolíticos diminuírem, o ouro pode perder parte de seu impulso, levando à estabilização dos preços.

No entanto, enquanto o cenário seguir incerto e os investidores continuarem buscando segurança, o metal deve manter uma cotação acima da média histórica — ainda que com correções pontuais ao longo do caminho.

Perguntas frequentes

A importação de ouro dos EUA está acima do padrão dos últimos anos? 

Sim. Em 2025, os EUA registraram níveis recordes de importação de ouro, muito acima do padrão recente, refletindo o clima de instabilidade.

Por qual razão seu preço está em alta?

A alta está ligada à incerteza global, à demanda crescente como ativo de proteção e à intensificação da importação de ouro nos EUA.

O ouro é considerado um ativo de segurança?

Sim. O ouro é usado como proteção em cenários de crise e incerteza econômica, pois tende a manter valor ao longo do tempo.