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Os índices de preços mais recentes não deixam dúvidas: os riscos inflacionários diminuíram sensivelmente nos últimos meses. E embora quase ninguém aposte no cumprimento da meta de inflação neste ano, o cenário prospectivo para a inflação tem melhorado nas últimas semanas.
O IGP-DI, divulgado pela FGV, aprofundou a deflação que havia sido registrada pelo IGP-M do mês. Segundo a fundação, os preços medidos pelo IGP-DI caíram 1,80% no mês passado, a maior deflação mensal desde maio de 2023, quando a queda havia sido de 2,33%.
Só para que você tenha dimensão da deflação registrada em junho, este foi o segundo maior recuo deste século. E caso isso não consiga te impressionar, preciso dizer que a deflação de junho foi o quinto mais forte desde quando a série começou a ser calculada, em fevereiro de 1944.
Selic em queda em 2025?
Uma parte importante dos recuos do IGP-DI e do IGP-M nas últimas leituras vem da queda dos preços aos produtores, o que pode ser interpretado como um bom sinal. Se os preços estão recuando rapidamente na base da cadeia produtiva, isso pode ser repassado ao consumidor lá na frente.
Os índices de preços aos produtores inclusive já estão respondendo a esse movimento. Nós não temos bola de cristal, mas é muito provável que o IPCA de junho seja de +0,19%. Se esse número se confirmar, será a quarta desaceleração mensal consecutiva.
Os indicadores qualitativos dos índices de preços também melhoraram um pouco. Ou seja, a inflação – ainda alta, é verdade, no entanto, está menos espalhada entre os produtos e está mais concentrada em produtos mais voláteis, como costuma ser. O que poderia, em tese, suscitar alguma possibilidade [remota] de corte da Selic este ano.
Impactos no câmbio
A remota possibilidade de a Selic cair ainda este ano não deve trazer grandes movimentos no mercado de câmbio. Primeiro, porque, de fato, a possibilidade de corte na taxa básica de juros brasileira na última reunião deste ano é meramente uma suposição.
Em segundo lugar, porque uma parte importante da valorização da moeda brasileira ocorre em meio a um movimento de correção, depois da forte distorção registrada em dezembro do ano passado. Em outras palavras, ainda temos espaço para ganhos do real até que se alcance uma taxa de câmbio coerente com a conjuntura econômica doméstica.
E os criptoativos?
O Bitcoin é negociado nesta terça-feira (8) a US$108.799, mantendo estabilidade nas últimas 24 horas, mas já acumula alta de cerca de 8% em relação ao patamar psicológico de US$100 mil. A moeda digital tem mostrado força após superar esse marco simbólico e permanece em trajetória positiva.
Para as próximas semanas, a expectativa é de valorização adicional frente ao dólar se aproximando do marco de US$110 mil. O movimento recente sugere renovado interesse por parte dos investidores, que voltam a buscar o Bitcoin como instrumento de diversificação em meio a um cenário global marcado por incertezas econômicas e tensões geopolíticas. Com isso, o ativo digital deve seguir ganhando espaço.
E os Dividendos?
Confira alguns dos pagamentos agendados no mercado brasileiro:
📅 Agenda de Dividendos
| EMPRESA | DATA DE PAGAMENTO | TIPO | VALOR |
| Alupar (ALUP11) | 08/07/25 | Dividendos | R$ 0,21 |
| Alupar (ALUP3) | 08/07/25 | Dividendos | R$ 0,07 |
| Alupar (ALUP4) | 08/07/25 | Dividendos | R$ 0,07 |
| Banco ABC Brasil (ABCB4) | 10/07/25 | JCP | R$ 1,09 |
| CEG (CEGR3) | 10/07/25 | JCP | R$ 0,33 |
| CEG (CEGR3) | 10/07/25 | JCP | R$ 0,22 |
| Dohler (DOHL3) | 10/07/25 | Dividendos | R$ 0,01 |
| Dohler (DOHL4) | 10/07/25 | Dividendos | R$ 0,01 |
| JHSF (JHSF3) | 10/07/25 | Dividendos | R$ 0,03 |
| CSN Mineração (CMIN3) | 15/07/25 | Dividendos | R$ 0,20 |
| CSN Mineração (CMIN3) | 15/07/25 | JCP | R$ 0,04 |
| CSU Digital (CSUD3) | 15/07/25 | JCP | R$ 0,17 |
| Lojas Renner (LREN3) | 15/07/25 | JCP | R$ 0,20 |
| Vivo – Telefônica Brasil (VIVT3) | 15/07/25 | Redução de Capital | R$ 1,23 |
De olho no câmbio
A semana começa marcada por elevada incerteza no mercado cambial, com o fim da trégua tarifária de Donald Trump aumentando as tensões comerciais globais. Mesmo nesse cenário, o real deve seguir oscilando entre R$5,45 e R$5,55, sustentado por fundamentos domésticos e pela procura internacional por moedas de mercados emergentes. O euro, por sua vez, tende a manter desempenho positivo, atuando como ativo de proteção diante das dúvidas sobre novas diretrizes tarifárias vindas dos EUA.
A libra esterlina também deve preservar sua resiliência nas próximas semanas. A força relativa da economia britânica e a sinalização de manutenção de juros elevados favorecem a atratividade da moeda, que, assim como o euro, vem se posicionando como alternativa defensiva frente à volatilidade internacional.
Seguimos de olho.