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Os nomes de furacão são parte essencial dos sistemas globais de monitoramento meteorológico, criados para facilitar a identificação, a comunicação e o registro histórico de tempestades tropicais.
Mais do que uma convenção técnica, essa prática tem papel crucial na emissão de alertas, na coordenação de equipes de resgate e na conscientização pública em momentos de crise.
Neste artigo, é possível entender como os nomes de furacão eram escolhidos no passado, como o processo funciona atualmente, quais nomes foram retirados das listas oficiais, quais furacões marcaram a história pela intensidade e impacto humano, e quais serão os nomes utilizados até 2029. Continue a leitura!
Furacões só têm nomes femininos?
Durante décadas, os furacões receberam apenas nomes femininos, com base em uma convenção iniciada nos anos 1950 pelos meteorologistas dos Estados Unidos. No entanto, o uso exclusivo de nomes femininos começou a ser questionado na década de 1970, especialmente durante o avanço dos movimentos de igualdade de gênero.
A prática foi inspirada no costume da Marinha norte-americana, que informalmente batizava tempestades com nomes de mulheres. Na época, acreditava-se que isso tornava os boletins meteorológicos mais fáceis de compreender e lembrar pelo público.
Em 1979, após críticas de organizações feministas e mudanças culturais globais, a Organização Meteorológica Mundial (WMO) implementou um novo sistema que alterna nomes masculinos e femininos nas listas anuais.
Desde então, as listas seguem uma sequência pré-definida que intercala nomes de homens e mulheres, de forma equitativa e em ordem alfabética.
Por que todos os furacões têm nomes?
Os nomes de furacão não são escolhidos por acaso. A nomeação tem como objetivo facilitar a comunicação e a segurança pública durante eventos climáticos extremos.
Antes da adoção dos nomes, as tempestades eram identificadas apenas por coordenadas geográficas ou datas, o que gerava confusão nas transmissões de rádio e nos relatórios meteorológicos, especialmente quando várias tempestades ocorriam simultaneamente.
Ao atribuir nomes curtos e distintos, as agências meteorológicas reduziram drasticamente os erros de comunicação e aumentaram a eficácia das ações de evacuação e de socorro. Essa estratégia também melhora o registro histórico e a educação pública sobre eventos climáticos.
Como eram escolhidos os nomes de furacão antigamente?
No início do século XX, tempestades eram identificadas por latitude/longitude ou por datas, o que gerava confusão na comunicação entre autoridades e população. Na década de 1950 os serviços meteorológicos começaram a atribuir nomes curtos (primeiro um alfabeto fonético, depois apenas nomes femininos) para facilitar avisos e relatórios.
A prática evoluiu com o tempo: a partir de 1979 passou a alternar nomes de furacão masculinos e femininos, em busca de neutralidade e maior variedade.
A transição também buscou padronizar e tornar os nomes culturalmente reconhecíveis nas áreas afetadas e, assim, reduzir erros em transmissões de rádio e imprensa.
Como são escolhidos os nomes de furacão atualmente?
Atualmente, as listas de nomes para a bacia do Atlântico (Caribe, Golfo do México e Oceano Atlântico Norte) são mantidas pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) por meio do Comitê de Furacões.
Existem seis listas fixas de 21 nomes cada, que se repetem a cada seis anos. Por isso, a lista usada em 2019, por exemplo, foi reutilizada em 2025, salvo alterações por nomes aposentados. Elas omitem as letras Q, U, X, Y e Z por falta de opções adequadas.
Quando um furacão produz danos ou mortes considerados severos, os membros do Comitê da WMO podem decidir, na sessão plenária seguinte, retirar (aposentar) o nome daquele furacão e substituí-lo por outro com a mesma letra.
Essa prática serve para evitar que o nome volte a ser usado e cause sofrimento ou confusão em eventuais comunicações futuras.
Quais nomes de furacão foram tirados da lista?
- Agnes;
- Alicia;
- Allen;
- Allison;
- Andrew;
- Anita;
- Audrey;
- Beryl;
- Betsy;
- Beulah;
- Bob;
- Camille;
- Carol;
- Carla;
- Carmen;
- Charley;
- Cleo;
- Connie;
- Cuba;
- David;
- Donna;
- Diane;
- Dora;
- Dorian;
- Donna;
- Edna;
- Elena;
- Eloise;
- Emily;
- Erin;
- Erika;
- Fifi;
- Fiona;
- Flora;
- Floyd;
- Frances;
- Fred;
- Gerda;
- Gilbert;
- Gloria;
- Gordon;
- Gordon;
- Hazel;
- Henrietta;
- Hugo;
- Inez;
- Isidore;
- Isabel;
- Isaias;
- Ivan;
- Irma;
- Irene;
- Isaac;
- Janet;
- Jeanne;
- Joaquin;
- Juan;
- Katrina;
- Keith;
- Klaus;
- Kyle;
- Lili;
- Luis;
- Maria;
- Marilyn;
- Marco;
- Michelle;
- Mitch;
- Mike;
- Nadine;
- Nate;
- Neddy;
- Opal;
- Ophelia;
- Pablo;
- Paula;
- Rita;
- Richard;
- Robert;
- Roxanne;
- Sandy;
- Stan;
- Susan;
- Tammy;
- Teresa;
- Thelma;
- Tia;
- Todd;
- Tomas;
- Vince;
- Wilma;
- Willa;
- Wilfred;
- Wilfrid;
- Yolanda;
- Zeta.
Esses nomes foram oficialmente aposentados pelo Comitê e não serão mais reutilizados para tempestades no Atlântico. A fonte consolidada dessa relação é o registro histórico mantido por instituições meteorológicas e compilações públicas.
A lista é uma compilação histórica que reúne os nomes oficialmente aposentados ao longo das décadas. A numeração e grafia podem variar entre fontes e há casos de nomes que foram temporariamente retidos ou têm variantes históricas.
Quais foram os furacões mais mortais da história?
O furacão de Galveston (1900)
O furacão que atingiu Galveston, Texas, em setembro de 1900 é frequentemente citado como o pior desastre natural em termos de mortes nos Estados Unidos.
Estima-se que entre 6.000 e 12.000 pessoas morreram após a tempestade e a inundação que varreram a ilha, em grande parte devido à falta de avisos modernos e infraestrutura de proteção. Esse evento moldou políticas futuras de previsão e mitigação costeira.
O furacão Mitch (1998)
Hurricane Mitch, em outubro de 1998, causou um enorme número de mortes, estimativas ultrapassam 10.000 fatalidades, especialmente em Honduras e Nicarágua, por enchentes e deslizamentos de terra.
A intensidade das chuvas e a vulnerabilidade geográfica das populações rurais transformaram Mitch em um dos ciclones tropicais com maior custo humano do hemisfério ocidental.
O furacão Katrina (2005)
Katrina, que atingiu a região do Golfo dos EUA em agosto de 2005, provocou cerca de 1.800 mortes e danos econômicos massivos, com cidades como Nova Orleans sofrendo com falhas em diques e infraestrutura.
O impacto de Katrina gerou mudanças na gestão de emergência, políticas de habitação e debates sobre resiliência climática.
O tufão Haiyan (Yolanda)
Embora não seja um furacão do Atlântico, o tufão Haiyan (conhecido como Yolanda nas Filipinas) em 2013 deixou uma das maiores marcas em termos de perda de vidas e destruição nas Filipinas, com milhares de mortos e milhões deslocados. Esse evento inspirou melhorias no alerta precoce e distribuição de ajuda humanitária.
O furacão Maria (2017)
Maria (2017) foi responsável por uma tragédia humana e colapso de infraestrutura em Porto Rico, com estimativas de mortes de curto e longo prazo que variam, mas que indicam milhares de vidas perdidas direta e indiretamente devido à queda de serviços essenciais durante semanas e meses.
Veja o nome de furacões até 2029!
Nomes para 2025
Andrea, Barry, Chantal, Dexter, Erin, Fernand, Gabrielle, Humberto, Imelda, Jerry, Karen, Lorenzo, Melissa, Nestor, Olga, Pablo, Rebekah, Sebastien, Tanya, Van, Wendy.
Nomes para 2026
Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly, Edouard, Fay, Gonzalo, Hanna, Isaias, Josephine, Kyle, Leah, Marco, Nana, Omar, Paulette, Rene, Sally, Teddy, Vicky, Wilfred.
Nomes para 2027
Ana, Bill, Claudette, Danny, Elsa, Fred, Grace, Henri, Imani, Julian, Kate, Larry, Mindy, Nicholas, Odette, Peter, Rose, Sam, Teresa, Victor, Wanda.
Nomes para 2028
Alex, Bonnie, Colin, Danielle, Earl, Farrah, Gaston, Hermine, Idris, Julia, Karl, Lisa, Martin, Nicole, Owen, Paula, Richard, Shary, Tobias, Virginie, Walter.
Nomes para 2029
Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert, Harold, Idalia, Jose, Katia, Lee, Margot, Nigel, Ophelia, Philippe, Rina, Sean, Tammy, Vince, Whitney.
Essas listas são publicadas oficialmente pelo NHC e pela WMO; caso ocorra a aposentadoria de um nome (por exemplo, Beryl, Helene e Milton foram aposentados após a temporada de 2024), nomes substitutos (como Brianna, Holly e Miguel) passam a constar nas listas seguintes.
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Resumindo
Quais são os nomes de furacões?
Os nomes de furacões para a bacia do Atlântico são definidos em seis listas rotativas mantidas pela WMO, exemplos incluem Andrea, Barry, Chantal e Dexter; cada temporada utiliza uma das listas e elas se repetem a cada seis anos, salvo quando nomes são aposentados por causa de impactos severos. Consulte as listas anuais publicadas pelo NHC/WMO para ver os nomes vigentes.
Como escolher nome de furacão?
Os nomes são propostos por membros do Comitê da WMO que buscam nomes curtos, familiares nas regiões afetadas e alternando gênero. A lista é aprovada internacionalmente e ajustada quando há necessidade de substituir nomes aposentados.
Quais são os 5 maiores furacões da história?
Exemplos frequentemente citados incluem o furacão de Galveston (1900) pela mortalidade, Katrina (2005) e Harvey/María/Katrina (por danos), e Mitch (1998) pela perda humana na América Central. Consulte a literatura histórica e bases oficiais para rankings por critério distinto.