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A trajetória do dólar nesta semana deve continuar sendo determinada pela combinação entre fatores externos e domésticos. O avanço do petróleo, a guerra comercial e a perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos mantêm viés de sustentação para a moeda norte-americana.
No Brasil, as atenções se voltam para a próxima reunião do Copom. Embora o mercado ainda considere a possibilidade de um ajuste residual na Selic, o fortalecimento das pressões inflacionárias e a resiliência da atividade econômica aumentam as apostas de interrupção do ciclo de cortes.
Influências externas
A guerra comercial voltou ao centro das atenções após o governo dos EUA buscar alternativas para retomar a política de sobretaxação das importações. O movimento reacendeu preocupações sobre os impactos no comércio global e aumentou a procura por ativos considerados mais seguros.
A aversão ao risco ganhou força nos mercados financeiros e impulsionou o índice DXY. A valorização da divisa americana reflete a percepção de que um ambiente de maior incerteza tende a favorecer a liquidez e a segurança oferecidas pelos ativos dos EUA.
Além das disputas comerciais, as tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. Os recentes ataques envolvendo Israel e Irã colocaram em dúvida a sustentação do cessar-fogo e mantiveram o petróleo em níveis elevados, ampliando as preocupações com inflação e crescimento econômico global.
Influências domésticas
O cenário doméstico continua sendo influenciado pela perspectiva de juros elevados por um período mais prolongado. A avaliação de que o Fed pode adiar cortes na taxa básica americana para o final de 2027, reduz a margem de manobra para flexibilizações monetárias mais intensas em economias emergentes, incluindo o Brasil.
Ao mesmo tempo, indicadores recentes mostram que a atividade econômica brasileira permanece resiliente. O desempenho da indústria, do comércio varejista e do mercado de trabalho segue surpreendendo positivamente, reforçando a percepção de que a desaceleração da economia ocorre de forma gradual.
Esse conjunto de fatores se soma às pressões inflacionárias associadas ao encarecimento das commodities e aos efeitos indiretos dos conflitos internacionais. Como resultado, cresce a expectativa de manutenção da Selic em patamar elevado, condição que tende a favorecer o real.
E os criptoativos?
O mercado de criptoativos acompanhou o aumento da cautela observado nos mercados globais. Em meio à valorização do dólar e ao avanço da aversão ao risco, investidores adotaram postura mais seletiva, limitando movimentos de alta mais consistentes entre os principais ativos digitais.
Apesar da volatilidade de curto prazo, o segmento continua encontrando suporte no interesse institucional e na ampliação da participação de grandes investidores. Ainda assim, o comportamento dos juros americanos e a evolução do cenário geopolítico permanecem como os principais direcionadores para o setor.
E os Dividendos?
Confira alguns dos pagamentos de dividendos agendados no mercado brasileiro:
| Ativo | Empresa | Compra | Pagamento | Provento | Valor por ação |
| GOAU3 | Metalúrgica Gerdau | 13/05/2026 | 10/06/2026 | Dividendos | R$ 0,08 |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau | 13/05/2026 | 10/06/2026 | Dividendos | R$ 0,08 |
| BBAS3 | Banco Do Brasil | 01/06/2026 | 11/06/2026 | JSCP | R$ 0,06 |
| BBAS3 | Banco Do Brasil | 01/06/2026 | 11/06/2026 | JSCP | R$ 0,08 |
| ECOR3 | Ecorodovias | 12/05/2026 | 12/06/2026 | Dividendos | R$ 0,30 |
| EVEN3 | Even | 01/06/2026 | 12/06/2026 | Dividendos | R$ 0,15 |
| ALUP11 | Alupar | 16/04/2026 | 16/06/2026 | Dividendos | R$ 0,03 |
| ALUP3 | Alupar | 16/04/2026 | 16/06/2026 | Dividendos | R$ 0,01 |
| ALUP4 | Alupar | 16/04/2026 | 16/06/2026 | Dividendos | R$ 0,01 |
| CPFE3 | Cpfl Energia | 29/04/2026 | 18/06/2026 | Dividendos | R$ 0,13 |
| ETER3 | Eternit | 30/03/2026 | 22/06/2026 | Dividendos | R$ 0,09 |
| PETR3 | Petrobras | 22/04/2026 | 22/06/2026 | JSCP | R$ 0,31 |
| PETR3 | Petrobras | 22/04/2026 | 22/06/2026 | Rend. Trib. | R$ 0,01 |
| PETR4 | Petrobras | 22/04/2026 | 22/06/2026 | JSCP | R$ 0,31 |
| PETR4 | Petrobras | 22/04/2026 | 22/06/2026 | Rend. Trib. | R$ 0,01 |
| ASAI3 | Assaí | 06/01/2026 | 26/06/2026 | JSCP | R$ 0,10 |
De olho no câmbio
A trajetória do dólar nesta semana deve continuar sendo determinada pela combinação de fatores externos e domésticos. O avanço das tensões geopolíticas, a guerra comercial e a perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos mantêm viés de sustentação para a moeda norte-americana.
No Brasil, as atenções se voltam para a próxima reunião do Copom. Embora o mercado ainda considere a possibilidade de novos ajustes na Selic, o fortalecimento das pressões inflacionárias e a resiliência da atividade econômica aumentam as apostas de interrupção prematura do ciclo de cortes, fator que pode oferecer suporte adicional ao real.
Seguimos de olho.