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A queda do bitcoin reflete as tensões da Guerra Comercial entre China e EUA, com o Bitcoin recuando cerca de 10% entre domingo (6) e segunda-feira (7) e atingindo seu menor valor em cinco meses, por volta de US$74,5 mil.
O movimento contrasta com o pico de US$100 mil alcançado após a eleição de Trump. A atual guerra tarifária, a incerteza global e a pressão sobre os juros nos EUA impactam diretamente o desempenho do BTC.
Neste texto, você vai entender os motivos da queda, os riscos envolvidos e o que esperar para o Bitcoin daqui em diante.
Qual a cotação atual do Bitcoin?
O Bitcoin encerrou a terça-feira (08) cotado a US$76.332,00, após registrar forte volatilidade nos últimos dias. Entre domingo (6) e segunda-feira (7), o BTC chegou a despencar cerca de 10%, atingindo US$74,5 mil, o menor valor em cinco meses. O cenário atual contrasta fortemente com o otimismo do início do ano, quando, impulsionado pela vitória de Donald Trump, o criptoativo chegou a ultrapassar os US$100 mil. A recente queda do bitcoin, a exemplo de outros criptoativos, reflete um ambiente global de incertezas, especialmente diante da nova política tarifária dos EUA.
O que são os criptoativos?
Criptoativos são ativos digitais protegidos por criptografia e operados por meio de redes descentralizadas, como o blockchain. Eles podem representar moedas digitais (como o Bitcoin, o principal deles), contratos inteligentes, tokens de utilidade ou até ativos atrelados ao mundo real.
O Bitcoin (BTC) é uma criptomoeda descentralizada criada em 2009, que opera sem controle de governos ou instituições financeiras. Baseado em tecnologia blockchain, o ativo é limitado a 21 milhões de unidades e tem ganhado destaque como reserva de valor e alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e investimento.
Apesar de ser considerado uma possível proteção contra políticas inflacionárias e instabilidades institucionais, o Bitcoin é um ativo altamente volátil. Em momentos de incerteza elevada, como guerras tarifárias e recessões iminentes, o BTC pode tanto se valorizar como sofrer correções bruscas, como observado nesta semana.
Como os criptoativos são influenciados pela guerra tarifária?
A nova rodada de tarifas anunciada pelo governo Trump gerou fortes reações nos mercados globais. Em meio à guerra comercial, investidores tendem a buscar ativos de maior segurança. Os criptoativos, como o Bitcoin, por serem descentralizados e não estarem atrelados a um banco central, costumam ser vistos como uma alternativa que pode ser lucrativa, mas também volátil justamente por ser totalmente descentralizada.
O comportamento recente do BTC reflete principalmente a aversão ao risco: a alta volatilidade e o cenário incerto afastam alguns investidores, o que pode pressionar seu preço para baixo momentaneamente. As projeções de recessão e inflação derivadas das questões comerciais acabam gerando maior procura por ativos menos voláteis como as moedas de países desenvolvidos, dólar e euro.
Como os criptoativos se relacionam com o câmbio e juros?
No cenário atual, em um país emergente como o Brasil, o BTC e demais criptoativos caminham no mesmo sentido do câmbio: desvalorização. Tanto o BTC, quanto o real, têm sido afetados negativamente por conta da alta incerteza presente no mercado financeiro global. Este movimento se dá tanto na moeda nacional quanto no BTC porque ambos são tidos como ativos inseguros, ou ao menos, não tão seguros quanto dólar e euro.
Ademais, o mercado está de olho no Federal Reserve. Trump tem pressionado o presidente do Fed, Jerome Powell, a reduzir os juros dos EUA como forma de conter os efeitos recessivos das tarifas. Caso os juros permaneçam altos, os ativos de risco, como o Bitcoin, tendem a sofrer, já que títulos mais seguros se tornam mais atrativos. Por outro lado, uma queda nos juros pode beneficiar o BTC, por reduzir o apelo dos instrumentos tradicionais de renda fixa.
Quais as perspectivas para os criptoativos?
As projeções para os criptoativos variam de forma significativa entre os analistas. Se a guerra tarifária persistir, o BTC e seus pares ainda devem sofrer este ano. Se os bancos centrais adotarem políticas mais expansionistas, as moedas digitais podem recuperar valor como proteção inflacionária. No entanto, o risco de recessão global e a manutenção de juros elevados ainda pesam negativamente.
Em resumo, as moedas digitais seguem como um ativo sensível às oscilações políticas e econômicas, com perspectivas altamente condicionadas ao rumo da guerra comercial e à resposta das autoridades monetárias. Neste sentido, a queda dos criptoativos pode até se ampliar.
Perguntas frequentes
O Bitcoin fechou a terça-feira (08) cotado a US$76.332,00.
Sim. Aumentam a incerteza e tornam o BTC mais volátil, embora também possam elevar sua atratividade como proteção.
Tudo dependerá da evolução da política monetária global e da guerra tarifária. Alta volatilidade deve permanecer.