Real vs Dólar: apreciação do Real

por André Galhardo
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Em terras brasileiras, a CPI da Covid segue balançando o executivo federal e gerando muitas expectativas para o mercado, especialmente sobre as possibilidades para as eleições de 2022.

Além disso, a semana foi marcada pela decisão da taxa de juros pelo Banco Central do Brasil. O Comitê de Política Monetária (Copom) optou por elevar a taxa de juros de 2,75% ao ano para 3,5% ao ano. 

Parte significativa do movimento vem da leitura de que a inflação deve se manter elevada ao longo do ano, mas, em especial, é um movimento de antecipação ao Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Durante a semana, a secretária do tesouro estadunidense, Janet Yellen, disse que as taxas de juros podem subir para conter o crescimento econômico do país em função dos elevados estímulos injetados na economia norte-americana. 

Em linha com a leitura de Yellen, a semana trouxe dados muito positivos sobre o mercado de trabalho americano. Quase 800 mil empregos foram gerados no último mês e o número de novos pedidos de seguro-desemprego semanal foi o menor desde março de 2020, antes do agravamento da pandemia. 

Por fim, balançou bastante a economia a possibilidade de quebra de patentes das vacinas contra o coronavírus defendida pelo presidente Joe Biden junto à OMC. Isso pode significar uma intensificação de vacinação ao redor do mundo e contribuiria com a retomada mais acelerada da atividade econômica.

Com este pano de fundo, a moeda estadunidense abriu a segunda-feira (3), cotada a R$ 5,4360. Já nesta sexta-feira (7), a moeda abriu o pregão cotada a R$ 5,2760. Com isso, vimos uma apreciação do Real de aproximadamente 2,94% ao longo desta semana e, entre uma semana e outra, a apreciação foi de 1,22%.

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