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Reunião do Copom deve cortar a Selic a 14,25% em junho

Entenda o que esperar da reunião do Copom de junho de 2026, as perspectivas para a taxa Selic, os riscos inflacionários, os impactos no dólar e os possíveis reflexos para investimentos e economia brasileira.

Reunião do Copom deve cortar a Selic a 14,25% em junho
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A terceira reunião do Copom de 2026 deve ser marcada pela continuidade do ciclo de “calibração da Selic”, com expectativa de corte de 0,25% da taxa básica de juros, após um corte tímido de juros realizado em março. Apesar da aposta majoritária de corte de juros nesta reunião, o mercado segue em compasso de espera em função do expressivo aumento dos riscos inflacionários.

Além disso, os sinais de desaceleração da atividade econômica, muito perceptíveis no último bimestre de 2025, diminuíram significativamente este ano. Membros do Copom renovaram a preocupação com o ritmo da economia em falas públicas recentes. O que também limita a ação do Copom nas próximas reuniões.

Reunião do Copom traz impacto para a economia nacional

O Comitê de Política Monetária deve estender, na próxima quarta-feira (17), o processo de flexibilização da política monetária, com expectativa predominante de corte de 0,25% na taxa Selic. Após um longo período de juros em patamar restritivo, o movimento sucede um corte realizado no mês de abril.

Apesar da desaceleração da economia observada no final de 2025, os primeiros dados de 2026 mostram resiliência da economia no primeiro quadrimestre de 2026. Neste contexto, o Copom deve olhar para a tendência inflacionária.

A taxa de inflação brasileira convergia para patamares muito baixos antes da guerra, condição que não está mais presente. A expectativa para o IPCA subiu consideravelmente e o mercado já aposta no descumprimento da meta de inflação no final de 2026. Esse cenário pode limitar a atuação do Copom no ciclo de cortes de Selic.

Qual o impacto no dólar depois da reunião do Copom

A reunião do Comitê de Política Monetária tende a ter impacto limitado sobre o dólar no curto prazo. Mesmo com a expectativa de um novo corte da taxa Selic, o nível dos juros no Brasil ainda segue elevado e mantém o diferencial de taxas favorável à entrada de capital estrangeiro.

No cenário externo, porém, o ambiente segue pressionado. A permanência das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a aversão ao risco global. Há uma pequena esperança de um acordo de paz que pode ser firmado na próxima sexta-feira (19), o que já traz movimentos mais importantes no mercado de câmbio.

Nesse contexto, o dólar pode voltar a se desvalorizar em relação ao real, acompanhando o movimento internacional da moeda americana. Apesar de o principal vetor de uma eventual desvalorização do dólar estar ligado à situação geopolítica internacional, as apostas de um fim prematuro no ciclo de cortes da Selic também podem ajudar na dinâmica cambial.

O que muda no Brasil com os dados da reunião do Copom

O mercado projeta um novo corte da Selic pelo Copom, com expectativa predominante de redução da taxa básica de juros para 14,25%. A avaliação é de que, em que pese o aumento dos riscos inflacionários, o nível atual da taxa básica de juros permite a continuidade do processo de flexibilização gradual da política monetária.

Apesar dos sinais de reaquecimento da atividade econômica neste começo do ano, o ritmo de crescimento segue menor do que foi registrado no começo de 2025 ou ao longo de 2024, por exemplo.

No campo dos investimentos, mesmo com a expectativa de continuidade da flexibilização monetária, o nível ainda elevado da taxa básica segue favorecendo estratégias mais conservadoras no curto prazo. Aplicações de renda fixa continuam oferecendo retornos atrativos, especialmente em títulos pós-fixados, enquanto as aplicações em poupança também permanecem beneficiadas pelo patamar ainda alto dos juros.

Próxima reunião do Copom

Na última reunião, realizada em 28 e 29 de abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic a 14,50% ao ano e não deixou claro quais seriam os próximos passos do Copom. No comunicado expedido após a última reunião, o comitê indicou que a autoridade monetária brasileira seguiria dependente dos dados para as próximas decisões.

Apesar do aumento do risco inflacionário e dos sinais de resiliência da economia brasileira, o patamar atual da Selic permite que o Copom faça um novo corte de juros, no entanto, de olho em uma eventual pausa, uma vez que a inflação já superou o teto da meta.

Seguimos de olho!

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