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A economia brasileira encerrou o segundo trimestre com sinais de desaceleração. O Monitor do PIB-FGV apontou crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior, resultado que contrasta com a alta mais expressiva de 1,4% registrada no primeiro trimestre. 

Embora os serviços tenham seguido em expansão e a indústria extrativa tenha mostrado algum fôlego, a perda de ritmo foi evidente, em grande parte pela ausência do impulso agrícola observado no início do ano.

Na comparação anual, a economia avançou 2,4% no segundo trimestre, enquanto em junho, frente ao mesmo mês de 2024, o crescimento foi de 1,7%. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias e as exportações mantiveram expansão, mas em menor intensidade.

A (falta de) força da economia brasileira

O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, recuou 0,1% em junho, surpreendendo negativamente as expectativas, que apontavam leve alta de 0,05%. No segundo trimestre, o indicador acumulou crescimento de 0,3%, abaixo do ritmo sugerido pelos dados da FGV.

A queda foi explicada, sobretudo, pelo desempenho negativo da agropecuária (-2,3%) e da indústria (-0,1%). Já os serviços mostraram leve avanço de 0,1%.

O resultado reforça a percepção de que a atividade econômica perdeu tração no segundo trimestre, ainda impactada pelos juros elevados e pela menor contribuição do agronegócio.

E a inflação?

Os preços continuam em trajetória benigna. O IPCA de julho avançou 0,26%, resultado inferior ao esperado pelo mercado (0,35%) e que manteve a tendência de desaceleração dos núcleos inflacionários. Em 12 meses, o IPCA aponta para 5,23%.  Além disso, o índice de difusão caiu para 49,6%, menor patamar desde julho de 2024.

Os IGPs da Fundação Getúlio Vargas reforçam o movimento de alívio inflacionário. Após fortes deflações em junho, os índices voltaram a recuar em julho, com destaque para o IGP-10 (-1,65%) e o IGP-M (-0,77%). 

Nesse contexto, embora a política monetária siga restritiva, o quadro abre espaço para que o Banco Central avalie um corte de juros em dezembro, caso a atividade confirme a desaceleração observada.

E os criptoativos?

Após alcançar os US$120 mil em agosto, o Bitcoin iniciou um movimento de correção, refletindo tanto fatores técnicos quanto a manutenção dos juros elevados nas principais economias. Nossa análise aponta tendência de baixa no curto prazo, com expectativa de que a criptomoeda recue para a faixa dos US$112 mil até o fim de agosto.

O ajuste é visto como natural, após a forte valorização do mês passado, e pode indicar uma fase de maior cautela por parte dos investidores.

E os Dividendos?

Confira alguns dos pagamentos agendados no mercado brasileiro:

📅 Agenda de Dividendos

AtivoEmpresaData-CompraData-PagamentoProventoValor por Ação
PETR3Petrobrás02/06/2520/08/25JSCP0,45
PETR4Petrobrás02/06/2520/08/25JSCP0,45
BMGB4Banco Bmg24/07/2521/08/25JSCP0,1
BRBI11Br Partners12/08/2521/08/25Dividendos0,36
BRBI3Br Partners12/08/2521/08/25Dividendos0,12
BRBI4Br Partners12/08/2521/08/25Dividendos0,12
UNIP3Unipar Carbocloro12/08/2521/08/25Dividendos0,13
UNIP3Unipar Carbocloro12/08/2521/08/25Dividendos3,24
UNIP5Unipar Carbocloro12/08/2521/08/25Dividendos0,14
UNIP5Unipar Carbocloro12/08/2521/08/25Dividendos3,56
UNIP6Unipar Carbocloro12/08/2521/08/25Dividendos0,14
UNIP6Unipar Carbocloro12/08/2521/08/25Dividendos3,56
FIQE3Unifique14/08/2522/08/25JSCP0,09
FIQE3Unifique14/08/2522/08/25Dividendos0,09
RANI3Irani08/08/2522/08/25Dividendos0,11

De olho no câmbio

O real deve permanecer relativamente estável na faixa de R$5,40 a R$5,50. A taxa Selic em 15% continua garantindo suporte à moeda brasileira, ao mesmo tempo em que cresce a expectativa de cortes de juros no exterior — tanto nos Estados Unidos quanto na Zona do Euro ainda este ano.

Apesar do cenário fiscal mais ajustado, a conjuntura externa segue desafiadora, com a guerra tarifária e as novas sobretaxas impostas pelos EUA ao Brasil. Mesmo assim, a moeda brasileira vem se beneficiando da fraqueza recente do dólar, impactado pela condução mais errática da política econômica de Trump. O balanço, portanto, é de uma moeda relativamente protegida no curto prazo, embora ainda dependente do cenário global.

Seguimos de olho.