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O dólar inverteu a retomada das últimas semanas depois que dirigentes do Fed, Christopher Waller e Stephen Miran, praticamente sacramentaram uma nova redução da taxa básica de juros nos Estados Unidos este mês.

O resultado da expectativa de corte de juros foi particularmente favorável à moeda brasileira, cujo desempenho tem sido fortemente influenciado pela taxa real de juros, atualmente acima de 10% ao ano.

Tem corte de juros pelo Fed em dezembro, mas e depois?

O que o mercado não tem levado em consideração é o fato de que um eventual corte de juros neste mês deve ser seguido por uma longa pausa para que o Fed possa avaliar os impactos dos ajustes já implementados.

Existe a expectativa de que com a nova presidência e com novos diretores indicados por Donald Trump, o Fed adote uma postura mais “dove”, ou seja, opte por uma política monetária menos restritiva, abrindo caminho para mais cortes de juros já no primeiro semestre de 2026.

Não é tão simples quanto parece!

A aposta em um Federal Reserve mais brando e, portanto, em uma política monetária menos restritiva esbarra no comportamento da economia dos Estados Unidos. Modelos do próprio Fed indicam que a economia norte-americana deva crescer perto de 4,0% no terceiro trimestre deste ano em termos anualizados.

Mesmo o mercado de trabalho, cujos sinais são de desaceleração mais forte da economia, os dados mais recentes mostram números ambíguos, que estão longe de garantir cortes de juros adicionais no começo do ano que vem.

E os criptoativos?

O Bitcoin, principal criptomoeda global, deve seguir pressionado no curtíssimo prazo, mantendo um viés de baixa diante do apetite por risco que sustenta as bolsas, da migração de parte dos investidores para ativos defensivos como ouro e prata e do fortalecimento das stablecoins como alternativa de liquidez.

Embora o movimento recente tenha sido acentuado e ainda possa gerar correções técnicas pontuais, o cenário predominante continua desfavorável, sugerindo apenas recuperações curtas dentro de uma tendência ainda fragilizada.

E os Dividendos? 

Confira alguns dos pagamentos de dividendos agendados no mercado brasileiro:

AtivoEmpresaData-CompraData-PagamentoProventoValor por Ação 
RADL3Raia Drogasil03/07/202505/12/2025JSCPR$0,08
JHSF3Jhsf28/11/202509/12/2025DividendosR$0,03
ALPA3Alpargatas18/11/202510/12/2025Red. Cap.R$1,25
ALPA4Alpargatas18/11/202510/12/2025Red. Cap.R$1,25
GRND3Grendene21/11/202510/12/2025JSCPR$0,07
GRND3Grendene21/11/202510/12/2025DividendosR$0,00
SHUL3Schulz25/09/202510/12/2025JSCPR$0,08
SHUL4Schulz25/09/202510/12/2025JSCPR$0,08
BBAS3Banco Do Brasil01/12/202511/12/2025JSCPR$0,07
GGBR3Gerdau10/11/202511/12/2025DividendosR$0,28
GGBR4Gerdau10/11/202511/12/2025DividendosR$0,28
BBAS3Banco Do Brasil02/12/202512/12/2025JSCPR$0,05
CAML3Camil04/12/202512/12/2025JSCPR$0,06
CAML3Camil04/12/202512/12/2025DividendosR$0,02
GOAU3Metalúrgica Gerdau10/11/202512/12/2025DividendosR$0,19
GOAU4Metalúrgica Gerdau10/11/202512/12/2025DividendosR$0,19
WEGE3Weg03/12/202512/12/2025DividendosR$0,34
WEGE3Weg03/12/202512/12/2025JSCPR$0,11
WEGE3Weg26/09/202512/12/2025JSCPR$0,11
POMO3Marcopolo24/11/202515/12/2025DividendosR$0,69
POMO3Marcopolo24/11/202515/12/2025JSCPR$0,09
POMO4Marcopolo24/11/202515/12/2025JSCPR$0,09
POMO4Marcopolo24/11/202515/12/2025DividendosR$0,69
UGPA3Ultrapar05/12/202516/12/2025DividendosR$1,00
AXIA3Axia Energia14/11/202519/12/2025DividendosR$1,89
AXIA5Axia Energia14/11/202519/12/2025DividendosR$1,58
AXIA6Axia Energia14/11/202519/12/2025DividendosR$2,08
FLRY3Fleury02/12/202519/12/2025JSCPR$0,23
ITSA3Itaúsa09/12/202519/12/2025DividendosR$0,78
ITSA4Itaúsa09/12/202519/12/2025DividendosR$0,78
ITUB3Banco Itaú09/12/202519/12/2025DividendosR$1,87
ITUB4Banco Itaú09/12/202519/12/2025DividendosR$1,87

De olho no câmbio

O real deve seguir relativamente estável frente ao dólar, apoiado pela taxa de juros doméstica elevada e por uma postura mais preventiva do Banco Central do Brasil após a forte volatilidade de dezembro de 2024. 

No entanto, diante da estabilidade da taxa de juros na Zona do Euro e da estagnação econômica europeia, o euro tende a mostrar leve valorização frente ao real nas próximas semanas, enquanto a libra, sustentada por dados recentes de atividade e inflação no Reino Unido e pela provável postura mais conservadora do Bank of England, deve continuar acima de R$7,00 no curto prazo.

Seguimos de olho.