Aprenda a investir em COE

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é uma modalidade de investimentos mais agressiva, destinada às pessoas que gostam de arriscar.

Para investir em COE, você precisa conhecer as características dessa modalidade, que combina renda fixa e variável. Fique por dentro em nosso artigo!

Investir em COE é uma forma de diversificar a carteira, e aumentar o retorno sem provocar muitos riscos. Entenda melhor como aplicar o seu dinheiro!

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é uma modalidade de investimentos mais agressiva, destinada às pessoas que gostam de arriscar. Por outro lado, também oferece um elevado potencial de retorno e permite ter acesso aos mercados do exterior, o que são atrativos bastante interessantes da aplicação financeira.

Mais do que isso, o COE consiste em uma forma de diversificar a carteira com limitação das perdas. Assim, ainda que seja mais arriscada, ela costuma impedir a ocorrência de prejuízos significativos, o que traz mais garantia ao investidor.

Para explicar melhor, neste conteúdo vamos trazer o conceito do COE, para que serve e como fazer a compra dos certificados. Saiba mais!

O que é COE?

Os Certificados de Operações Estruturadas são recentes no Brasil, mas apresentam similaridades em relação às notas estruturadas já utilizadas na Europa e nos Estados Unidos. A vantagem desse produto financeiro, é a mistura de renda fixa e variável, o que permite ter ganhos maiores sem correr tantos riscos.

Para alcançar esses objetivos, são combinados títulos de crédito emitidos por instituições financeiras com estratégias de derivativos. Apesar de ser mais recomendado para investidores arrojados, também é indicado para conservadores.

Isso acontece porque o COE é embasado em cenários de ganhos e perdas, a partir do perfil da pessoa que faz a aplicação financeira. Os pacotes de contextos são elaborados a partir do desempenho de um ativo ou indexador, que pode ser nacional ou internacional.

Quais são as modalidades do COE?

A emissão dos certificados pode ser feita com base em duas principais modalidades. Elas são investimentos com valor nominal:

  1. protegido: é recebido o mínimo do montante principal investido na data de vencimento. Existe a garantia dessa quantia;
  2. em risco: ocorre a possibilidade de perda total ou parcial do capital aplicado. Porém, não surgem perdas além do montante investido.

É mais indicado optar pela modalidade protegida. Nesse caso, é comum não existir liquidez, ou seja, você precisará aguardar até a data de vencimento para resgatar a quantia. Ainda assim, a garantia de preservar seu patrimônio é um bom negócio.

Para que serve essa estratégia?

O principal benefício do COE é ter uma combinação de diferentes tipos de ativos, que permite ganhar mais, ao mesmo tempo que os riscos são evitados. Além disso, como os títulos ou indexadores podem ser internacionais, você preserva mais seu patrimônio.

Afinal, ocorrem menos impactos derivados das oscilações do mercado. Conheça mais vantagens desse tipo de aplicação financeira.

Diversificação de investimentos

O COE é composto por diferentes títulos. Assim, quando você compra um certificado, adquire vários produtos ao mesmo tempo, apesar de fazer apenas uma operação. Essa também é uma forma de reduzir os riscos.

Investimento a longo prazo

O ideal é sempre fazer aplicações financeiras com foco no longo prazo. Essa é uma forma de fortalecer seus investimentos e aumentar o retorno, devido aos juros compostos. Como a liquidez é baixa, esse é um benefício. Por outro lado, você pode fazer a venda antecipada, desde que realize no mercado secundário.

Potencial de desempenho elevado

A remuneração dos produtos tem uma taxa prefixada, que limita os ganhos e as perdas do investidor. Logo na contratação, fica definido que se os rendimentos ultrapassarem X%, o excedente fica para a instituição. Apesar de existir essa barreira, a rentabilidade é maior do que as opções de renda fixa e oferecem ganho real.

Tributação única

O pagamento de impostos é uma vantagem do COE. Surge a aplicação da tabela regressiva do Imposto de Renda (IR), que oscila entre 22,5% até 15%. Ainda existem alguns custos e taxas, como a de corretagem e o valor de custódia, que é uma espécie de aluguel pago para o armazenamento dos recursos e investimentos. Apesar disso, muitas corretoras isentam esses valores.

Internacionalização dos investimentos

Os investimentos em COE permitem aplicar seu dinheiro fora do Brasil, por exemplo, em empresas multinacionais. Os títulos não são apenas atrelados à bolsa de valores brasileira, mas também às internacionais.

Redução dos riscos

Os riscos são menores com o COE. Existem 3 principais:

  1. risco de crédito: está relacionado ao emissor e às possíveis dificuldades de honrar os compromissos;
  2. custo de oportunidade: refere-se à possibilidade de não ter ganhos ou prejuízos;
  3. risco de liquidez: indica a data de vencimento fixa, que é de longo prazo.

Contudo, os riscos são menores do que outras modalidades da renda variável. Além disso, o foco no longo prazo é a oportunidade de ganhar mais.

Flexibilidade

Os COEs têm ativos de referência variados, que oferecem acesso aos produtos sofisticados, como moedas e ações internacionais. Você ainda tem chance de obter remuneração em diferentes cenários, até mesmo quando o mercado está em queda.

Como é o processo de compra dos certificados?

A aquisição dos títulos do COE depende de uma série de informações. Podemos listar as seguintes.

Emissão e registro

A expedição dos ativos é feita pelos bancos, que precisam estar registrados na B3. A oferta pode ser pública ou privada, mas sempre acompanhada do Documento de Informações Essenciais (DIE), que apresenta todas as características dos produtos. Ainda é preciso ter em mãos um termo de ciência do risco.

Ativos e indexadores

As estratégias do COE podem estar atreladas a diferentes ativos de referência. Os mais comuns são:

  1. moedas;
  2. juros;
  3. ouro;
  4. índices de inflação;
  5. commodities;
  6. ações e índices de ações nacionais e internacionais.

Valor mínimo de investimento

A quantia varia de acordo com a aplicação financeira. O montante inicial depende de fatores, como:

  1. nível de complexidade da operação;
  2. potencial de risco embutido;
  3. possibilidade de ganhos.

Para investir com segurança, é necessário seguir algumas etapas. A primeira é abrir uma conta em uma corretora de valores. Em seguida, é preciso realizar um teste de suitability, para descobrir qual é o seu perfil e quais ativos estão mais adequados as suas necessidades. A partir disso, você deve:

  1. escolher o ativo a partir dos detalhes do DIE;
  2. avaliar os riscos e assinar os documentos, ou seja, o termo de ciência de risco;
  3. transferir os recursos para aplicar.

Como você tem a chance de aplicar em ativos internacionais, ainda é importante escolher uma plataforma de transferências internacionais. A Remessa Online é a melhor opção. Fazendo o seu cadastro, você escolhe a opção de investimentos, a fim de aplicar dinheiro em corretoras do exterior.

Para confirmar a operação, basta fornecer um comprovante de abertura da conta da corretora com o número e o nome do titular. A partir da aprovação dos documentos, a transação é efetivada e você consegue obter o máximo retorno.

Agora você já sabe o que é o COE e o que precisa fazer para investir nesse tipo de ativo. Por combinar renda fixa e variável, é uma oportunidade de ganhar mais e aumentar sua remuneração em longo prazo. O resultado é a preservação e o crescimento do seu patrimônio.

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Resumindo

Que tipo de investimento é o COE?

O Certificado de Operações Estruturadas é uma modalidade que combina renda fixa e variável, permitindo investir em diferentes tipos de ativos em uma única operação.

Como funciona um COE?

O investimento é feito por meio de uma corretora de valores. Você escolhe o COE mais adequado conforme o DIE.

Qual o rendimento do COE?

Geralmente, ganhos e prejuízos são limitados. A vantagem é que o retorno é maior que a renda fixa e você diversifica sua carteira com apenas uma aplicação financeira.