De Olho no Câmbio #111: Recuperação econômica mais próxima para uns e distante para outros

Ao longo destas últimas semanas, vimos uma depreciação bastante forte do Real. Entenda nesta análise do economista André Galhardo!

Semana cheia no Brasil e no mundo. Conhecemos o PIB brasileiro, cujo resultado foi negativo. Nos EUA, acompanhamos o bem sucedido avanço da vacinação, assim como no Reino Unido.

Na União Europeia, por outro lado, a situação não está tão otimista e há problemas com o avanço da campanha de vacinação com reflexos diretos sobre a recuperação econômica.

Acompanhe a seguir os desdobramentos desses e outros acontecimentos sobre as principais moedas globais.

Perspectivas

Ao longo destas últimas semanas, vimos uma depreciação bastante forte do Real. Desde o primeiro pregão de 2021 até hoje, o Real já perdeu aproximadamente 9,16% de seu valor. 

A depreciação é menor do que o mesmo período de 2020, mas desta vez o Banco Central do Brasil tem feito mais intervenções no mercado de modo a suavizar o movimento e, no limite, conter a depreciação – o que beira a impossibilidade.

Não podemos esquecer também que no início de 2020, um dólar custava R$ 4,0195. Por outro lado, o dólar iniciou o ano de 2021 ao preço de R$ 5,1934. E a cada semana, parece que caminhamos rumo aos R$ 6,00. 

De todo modo, na próxima semana estaremos de olho nos dados vindos da China, Europa e EUA, especialmente os dados de inflação. Do Reino Unido, conheceremos o resultado do PIB e, adicionalmente, o Banco Central Europeu decidirá a taxa básica de juros. 

No Brasil, os dados que serão conhecidos são: vendas no setor de serviços, vendas no comércio varejista e IBC-Br (proxy do PIB), ambos referentes ao mês de janeiro. Além disso, na quinta-feira (11) conheceremos o IPCA de fevereiro.

Isso posto, novamente, na próxima semana não devemos ter surpresas – exceto por qualquer novidade vinda do campo político que permanece uma grande fonte de incertezas. O Real deve permanecer em trajetória de depreciação.

Seguimos de olho.