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O dólar abriu hoje cotado a R$ 5,12.

O dólar hoje opera em meio a um cenário de maior volatilidade nos mercados globais, refletindo os desdobramentos da negociação nuclear EUA-Irã, as sinalizações do Fed sobre os próximos passos da política monetária e a repercussão de nova pesquisa eleitoral no Brasil.

Após fechar a quarta-feira (25) em queda de -0,5%, cotado a R$5,1251, a moeda norte-americana iniciou esta quinta-feira (26) a R$5,1284, com investidores atentos aos impactos no petróleo, no câmbio e na curva de juros. Acompanhe nossa análise diária para entender os movimentos do dólar hoje e os fatores que influenciam o mercado.

Agenda de hoje – quinta, 26 de fevereiro de 2026

Exterior

  • 05h30 – Zona do Euro – Discurso de Christine Lagarde, Presidente do BCE
  • 10h30 – EUA – Pedidos iniciais por seguro-desemprego (semanal)
  • 12h00 – EUA – Discurso de Bowman, membro do FOMC
  • 18h30 – EUA – Balanço patrimonial do Federal Reserve (fev)
  • 20h30 – Japão – IPC (fev)

Brasil

  • 08h00 – FGV – IGP-M (fev) 
  • 08h00 – FGV – Sondagem do comércio (fev)
  • 08h00 – FGV – Sondagem de serviços (fev)
  • 09h00 – Reunião do CMN

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na quarta-feira (25), o dólar comercial fechou com variação de -0,6%, valendo R$5,1240, após ter começado o dia cotado a R$5,1547.

O que influencia o dólar hoje

Os mercados globais acompanham o desfecho do encontro entre EUA e Irã, em Genebra, em busca de avanços no acordo nuclear. O tema ganha peso em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e seus reflexos sobre o petróleo.

Nos Estados Unidos, investidores monitoram o depoimento de Michelle Bowman, do Federal Reserve, ao Senado. A agenda doméstica inclui ainda IGP-M, leilão de títulos do Tesouro e reunião do Conselho Monetário Nacional.

A temporada de balanços também entra no radar, com expectativa pelos números da Axa Energia. O ambiente externo mais cauteloso tende a orientar o humor dos ativos ao longo do dia.

Nova York após Nvidia e Treasuries

Em Nova York, os futuros operam com leve viés de baixa após reação morna aos resultados da Nvidia e queda das ações da Salesforce. Os rendimentos dos Treasuries têm fôlego curto antes de indicadores e leilão.

O dólar perde força frente a pares, enquanto iene e won sul-coreano se fortalecem. O movimento ocorre em meio à busca por proteção e ajustes técnicos nas moedas.

Na Ásia, Tóquio e Seul renovaram máximas históricas com expectativa de política monetária acomodatícia no Japão. Na Europa, as bolsas sobem com apoio de balanços corporativos.

Petróleo recua com tensão no Oriente Médio

O petróleo recua levemente, refletindo a cautela nas negociações entre EUA e Irã. A volatilidade segue elevada diante da incerteza geopolítica.

Metais industriais operam mistos, acompanhando o tom moderado das bolsas globais. Investidores calibram posições antes de novos dados econômicos.

No setor de energia, a atenção se volta aos resultados corporativos e às perspectivas de demanda. O equilíbrio entre oferta e risco geopolítico segue no centro das decisões.

Ibovespa entre balanços e Ptax

No mercado local, a expectativa é de abertura com ajustes moderados. O cenário externo mais contido e o petróleo mais fraco influenciam o Ibovespa.

Balanços corporativos devem direcionar o fluxo, com destaque para varejo e setor financeiro. O desempenho das ações de grandes bancos e empresas de consumo fica no radar.

No câmbio, o dólar pode buscar recuperação após sequência de quedas e fechamento abaixo de R$5,15. A formação da Ptax de fim de mês tende a elevar a volatilidade.

Pesquisa eleitoral e impacto na curva

A cena política acompanha pesquisa eleitoral indicando empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno. O resultado reforça incertezas sobre o rumo fiscal.

O ministro Fernando Haddad volta a ser questionado sobre sua permanência na Fazenda. Está prevista reunião com o presidente Lula para tratar da agenda econômica.

A curva de juros oscila de forma limitada, com investidores atentos ao leilão do Tesouro. O noticiário fiscal e os próximos passos do governo seguem como vetores centrais.

Perguntas frequentes

Qual é a cotação do dólar hoje?

O dólar hoje iniciou o pregão cotado a R$ 5,1284 e, às 9h05, operava em alta de 0,13%, a R$ 5,132. A cotação pode variar ao longo do dia conforme o fluxo de investidores e o cenário externo.

Por que o dólar hoje está subindo?

O dólar hoje reage às negociações entre EUA e Irã, às sinalizações do Fed sobre juros nos Estados Unidos e à divulgação de pesquisa eleitoral no Brasil. Esses fatores influenciam o apetite ao risco e o fluxo de capital estrangeiro.

Como o Fed impacta o dólar?

O Federal Reserve (Fed) define a taxa de juros nos EUA. Quando há expectativa de juros mais altos por mais tempo, o dólar tende a se fortalecer globalmente, afetando o dólar hoje no Brasil.