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Dólar hoje acompanha Warsh, ADP e queda do petróleo Brent

Dólar hoje reage a Warsh, pesquisa ADP e queda do petróleo Brent. Veja como os juros nos EUA, Petrobras e cenário político movimentam os mercados.

Dólar hoje acompanha Warsh, ADP e queda do petróleo Brent
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O dólar hoje começa julho em um ambiente de cautela global, com investidores voltando as atenções para o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, e para a pesquisa ADP de emprego privado nos Estados Unidos. 

A combinação entre expectativa de juros mais altos nos EUA, petróleo em queda e negociações indiretas entre Washington e Teerã promete movimentar o câmbio, os juros e a Bolsa ao longo do dia.

No Brasil, o mercado acompanha a reunião entre Hugo Motta e ministros da área econômica sobre a renegociação das dívidas rurais e o projeto dos combustíveis. O cenário externo mais defensivo e o fechamento recente do semestre mantêm os investidores atentos a qualquer mudança no discurso.

Dólar hoje

O dólar abriu esta quarta-feira (01) cotado a R$5,1620.

O contrato de dólar futuro para julho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu 0,1%, a R$5,17 na terça-feira (30).

Dólar comercial

  • Compra: R$5,1622
  • Venda: R$5,1628

Acompanhe a cotação do dólar em tempo real

Na terça-feira (30), o dólar comercial fechou com variação de -0,2%, valendo R$5,1620 após ter começado o dia cotado a R$5,1750.

Dólar PTAX hoje

A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,1760 (compra) e R$5,1766 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

O que influencia o dólar hoje?

O dólar hoje opera mais forte frente à maioria das moedas internacionais, impulsionado pela leitura de que o Fed ainda pode elevar os juros neste ano. O tom mais duro adotado por Kevin Warsh desde sua primeira reunião no comando da autoridade monetária reforça essa percepção.

Nos mercados acionários, os futuros de Nova York e a maioria das bolsas europeias operam no vermelho. O CPI da zona do euro desacelerou para 2,8% em junho, abaixo da previsão de 3%, mas ainda acima da meta de 2% do BCE.

A combinação entre inflação resistente na Europa e expectativa de juros elevados nos EUA mantém o dólar globalmente fortalecido. Para moedas emergentes, o ambiente continua desafiador, especialmente em dias de maior aversão ao risco.

Warsh e ADP colocam o mercado em compasso de espera

Julho começou com o foco voltado para Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, que participa do fórum do BCE em Sintra ao lado de Christine Lagarde e Andrew Bailey. O encontro reúne as principais autoridades monetárias do mundo em um momento de grande sensibilidade para os mercados.

A pesquisa ADP de criação de vagas no setor privado também ganha destaque por anteceder o payroll desta semana. O indicador pode oferecer pistas importantes sobre a força do mercado de trabalho americano e sobre os próximos passos da política monetária dos EUA.

No Brasil, a agenda política e econômica se concentra na reunião entre Hugo Motta, Dario Durigan, Bruno Moretti e José Guimarães. As discussões sobre renegociação das dívidas rurais e o PLP dos combustíveis entram no radar dos investidores.

Petróleo cai enquanto EUA e Irã retomam conversas indiretas

O petróleo Brent recua para a faixa de US$ 71 após notícias de conversas técnicas indiretas entre Estados Unidos e Irã em Doha. Catar e Paquistão atuam como mediadores na tentativa de reduzir as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz.

A queda da commodity ajuda a aliviar parte das preocupações inflacionárias globais, mas o controle da principal rota marítima de petróleo do mundo continua cercado de incertezas. Por isso, o mercado evita interpretar o movimento como uma solução definitiva para o risco geopolítico.

Mesmo com o recuo do Brent, investidores seguem monitorando qualquer sinal de avanço ou retrocesso nas negociações. O petróleo continua sendo um dos principais termômetros do humor global e da percepção de risco.

Dólar ganha força com expectativa de juros mais altos nos EUA 

O dólar hoje opera mais forte frente à maioria das moedas internacionais, impulsionado pela leitura de que o Fed ainda pode elevar os juros neste ano. O tom mais duro adotado por Kevin Warsh desde sua primeira reunião no comando da autoridade monetária reforça essa percepção.

Nos mercados acionários, os futuros de Nova York e a maioria das bolsas europeias operam no vermelho. O CPI da zona do euro desacelerou para 2,8% em junho, abaixo da previsão de 3%, mas ainda acima da meta de 2% do BCE.

A combinação entre inflação resistente na Europa e expectativa de juros elevados nos EUA mantém o dólar globalmente fortalecido. Para moedas emergentes, o ambiente continua desafiador, especialmente em dias de maior aversão ao risco.

Ibovespa e real sentem a cautela do exterior 

No mercado local, o EWZ e os ADRs de empresas brasileiras sinalizam uma abertura mais cautelosa para o Ibovespa. Vale e Itaú Unibanco aparecem pressionados, acompanhando a queda do minério de ferro e o tom mais defensivo dos mercados internacionais.

As ações da Petrobras entram no radar após a notícia de redução do preço do diesel com o fim da subvenção do governo a partir de hoje. O movimento pode influenciar tanto o setor de combustíveis quanto as expectativas para inflação e atividade.

Nos juros futuros, o viés inicial é de leve queda, em linha com o recuo do petróleo e a falta de tração nos rendimentos dos Treasuries. Ainda assim, o mercado segue sensível ao cenário fiscal e às expectativas para a política monetária brasileira.

Por que Kevin Warsh está no centro das atenções do mercado?

Porque investidores buscam sinais sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. O tom mais duro adotado por Warsh aumentou a sensibilidade do mercado às suas declarações.

O que a pesquisa ADP pode indicar antes do payroll?

A ADP mede a criação de vagas no setor privado americano e costuma ser usada como uma referência preliminar para avaliar a força do mercado de trabalho antes do payroll.

Como a queda do petróleo afeta o dólar e os mercados brasileiros?

O recuo do Brent tende a aliviar preocupações inflacionárias e pode favorecer juros mais baixos, mas também pressiona ações ligadas ao setor de petróleo e influencia o comportamento do câmbio.

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