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Dólar acompanha produção industrial e balança comercial

Dólar hoje acompanha produção industrial, balança comercial e mercado mais vazio pelo feriado nos EUA. Veja os fatores que movimentam o câmbio.

Dólar acompanha produção industrial e balança comercial
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O dólar hoje inicia a sexta-feira em um ambiente de liquidez reduzida devido ao feriado da Independência dos Estados Unidos, antecipado neste ano. Sem Wall Street e o mercado de Treasuries funcionando normalmente, investidores voltam as atenções para os indicadores brasileiros e para os desdobramentos da política monetária na Europa.

Além da produção industrial e da balança comercial, o mercado acompanha declarações de dirigentes do BoE e do BCE. No cenário internacional, as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã seguem influenciando o comportamento do petróleo e, consequentemente, as expectativas para inflação e câmbio.

Dólar hoje

O dólar abriu esta sexta-feira (03) cotado a R$5,2028.

O contrato de dólar futuro para julho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, permaneceu em R$5,24 na quarta-feira (01).

Dólar comercial

  • Compra: R$5,2072
  • Venda: R$5,2078

Acompanhe a cotação do dólar em tempo real

Na quinta-feira (02), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,2028 após ter começado o dia cotado a R$5,2073.

Dólar PTAX hoje

A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,1939 (compra) e R$5,1945 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

O que influencia o dólar hoje?

O dólar hoje pode encontrar algum suporte na fraqueza da moeda americana frente a outras divisas, favorecendo uma recuperação do real após a valorização observada nas últimas semanas.

Nos juros futuros, a ausência do mercado de Treasuries tende a reduzir a volatilidade, deixando os investidores mais atentos aos indicadores domésticos. Os dados da produção industrial podem provocar ajustes pontuais nas curvas.

Já o Ibovespa deve operar sem a referência de Nova York, tornando o fluxo local e as notícias corporativas ainda mais relevantes para a direção dos negócios.

Liquidez reduzida muda o ritmo dos mercados 

O feriado da Independência dos Estados Unidos deixa os mercados globais com menor volume de negociações nesta sexta-feira. Sem Wall Street e com o mercado de títulos americanos fechado, os ativos costumam apresentar movimentos mais limitados.

Na agenda internacional, o principal foco recai sobre as falas de dirigentes do Banco da Inglaterra e do Banco Central Europeu durante um evento na França. O mercado busca pistas sobre os próximos passos da política monetária nas principais economias.

Com poucos indicadores previstos no exterior, investidores tendem a evitar grandes posições antes da retomada completa das negociações na próxima semana.

Petróleo oscila entre diplomacia e incertezas

O petróleo opera próximo da estabilidade, mesmo após novas declarações do presidente Donald Trump sobre um possível avanço nas negociações de paz com o Irã. A percepção de menor risco geopolítico limita novas altas da commodity.

Ao mesmo tempo, o cenário permanece cercado de incertezas. A continuidade da atual liderança iraniana e a ausência de um acordo definitivo impedem que o mercado descarte completamente novos episódios de volatilidade.

Com isso, o comportamento do petróleo continua sendo um dos principais fatores para as expectativas de inflação global e para o desempenho das moedas de países exportadores de commodities.

Produção industrial e balança comercial entram no radar 

No Brasil, a agenda econômica concentra as atenções na divulgação da produção industrial e da balança comercial, dois indicadores importantes para avaliar o ritmo da economia no início do segundo semestre.

A expectativa é de desaceleração da produção industrial em maio, refletindo principalmente o menor desempenho da indústria de transformação. O resultado pode influenciar as apostas para a trajetória da atividade econômica.

Já a balança comercial oferece uma nova leitura sobre o desempenho das exportações brasileiras, especialmente em um momento de oscilações nas commodities e no comércio internacional.

Brasil entra na mira da política comercial dos EUA 

Outro tema que ganha espaço nesta sexta-feira é a decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos de abrir uma audiência pública para discutir práticas comerciais brasileiras.

O procedimento faz parte da Seção 301 da legislação comercial americana, instrumento utilizado para investigar políticas consideradas prejudiciais às empresas dos Estados Unidos. A medida será debatida a partir da próxima semana.

Embora os efeitos imediatos sobre os mercados sejam limitados, o tema passa a integrar o radar dos investidores por seu potencial impacto sobre as relações comerciais entre os dois países e sobre alguns setores exportadores brasileiros.

Por que o dólar hoje pode ter menor volatilidade?

O feriado da Independência dos Estados Unidos reduz a liquidez global, já que Wall Street e o mercado de Treasuries permanecem fechados, limitando os movimentos do câmbio.

Quais indicadores brasileiros movimentam o mercado hoje?

Os destaques são a produção industrial de maio e a balança comercial, que ajudam investidores a avaliar o ritmo da economia brasileira.

O que é a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil?

Os EUA abrirão uma audiência com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para avaliar políticas e práticas comerciais brasileiras consideradas potencialmente prejudiciais às empresas americanas.

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