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Dólar dispara, tensões com Irã escalam e mercados recuam nesta segunda

Dólar dispara, tensões com Irã escalam e mercados recuam com o aumento da incerteza

Dólar dispara, tensões com Irã escalam e mercados recuam com o aumento da incerteza em semana de ata do Copom
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O foco nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio devem impactar o dólar hoje. As incertezas seguem dominando o humor dos mercados globais. A agenda da semana inclui ainda a ata do Copom e o payroll dos EUA.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência no STF, enquanto dirigentes do Federal Reserve voltam ao radar após a manutenção dos juros nos EUA.

A temporada de balanços também ganha destaque, com resultados de grandes bancos brasileiros e empresas globais ao longo da semana.

Dólar hoje

O dólar abriu esta segunda-feira (04) cotado a R$4,9560.

O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, caiu 0,5%, a R$4,99 na quinta-feira (30).

Dólar comercial

  • Compra: R$4,9512
  • Venda: R$4,9518

Acompanhe a cotação do dólar em tempo real.

Na quinta-feira (30), o dólar comercial fechou com variação de -1,0%, valendo R$4,9713 após ter começado o dia cotado a R$5,0192.

Dólar PTAX hoje

A PTAX iniciou o dia cotada a R$4,9880 (compra) e R$4,9886 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

O que influencia o dólar hoje?

A exemplo do que foi visto nas últimas semanas, os desdobramentos geopolíticos devem dar a tônica do dólar hoje. O petróleo Brent supera US$113 por barril após declarações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã sobre possível interceptação de embarcações no Estreito de Ormuz.

O movimento amplia o risco para a oferta global, já que a região concentra cerca de 20% do fluxo mundial da commodity. As tensões aumentam a volatilidade.

Autoridades iranianas também alertaram que qualquer interferência americana será tratada como violação do cessar-fogo, elevando o tom do conflito.

As incertezas sobre a duração e extensão da guerra

O presidente Donald Trump anunciou o chamado “Projeto Liberdade”, com escolta de navios no Golfo, como forma de garantir o fluxo marítimo.

Ao mesmo tempo, o governo americano sinaliza avanços nas negociações com o Irã, o que pode trazer algum alívio pontual ao mercado.

O cenário permanece ambíguo, e é justamente esse clima de incerteza que tem trazido volatilidade ao mercado de câmbio.

Guerra militar e comercial

Os futuros de Nova York operam em queda nesta segunda, refletindo a maior aversão ao risco global. As bolsas europeias também recuam.

O setor automotivo europeu é pressionado pela ameaça de aumento de tarifas dos EUA sobre veículos e caminhões da União Europeia. O presidente americano, prometeu elevar as tarifas dos atuais 15% para 25%.

Em meio à volatilidade, o bitcoin voltou a superar US$80 mil, acompanhando o movimento de realocação de portfólio.

Petróleo em alta pode ajudar o Ibovespa, mas atrapalhar o trabalho do Copom

O avanço do petróleo pode beneficiar ações da Petrobras, compensando parcialmente o viés negativo externo sobre o Ibovespa.

Por outro lado, a alta da commodity tende a impactar preços domésticos, incluindo derivados como querosene de aviação e gás natural.

Esse movimento pode influenciar a inflação e o comportamento dos ativos locais no curto prazo, como já tem ocorrido desde o início do conflito.

Copom tentará explicar o malabarismo da última decisão de política monetária

Os juros e o câmbio no Brasil devem reagir à dinâmica do petróleo e ao cenário externo mais volátil. No curto prazo, a alta do barril Brent ajuda a Petrobras, o câmbio e a balança comercial doméstica. No longo prazo os problemas são maiores que os benefícios.

Neste contexto, o Copom divulgará amanhã (05), a ata da última reunião. No documento, a autoridade monetária terá que explicar o porquê reduziram os juros se todas as condições pioraram no último mês.

Investidores aguardam sinais mais claros sobre os próximos passos da política monetária.

Perguntas frequentes

Por que o petróleo voltou a subir?

A alta reflete o aumento das tensões entre EUA e Irã e o risco de novas interrupções no fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

Como isso afeta os mercados globais?

A elevação do risco geopolítico aumenta a aversão ao risco, pressionando bolsas e fortalecendo ativos alternativos como o ouro e ativos de refúgio como o dólar.

Qual o impacto da nova escalada das tensões no Brasil?

O petróleo mais alto pode beneficiar a Petrobras, mas também pressiona a inflação e influencia os juros e câmbio.

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