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Os mercados iniciam o dia sob o impacto da escalada da guerra no Oriente Médio, que elevou o petróleo acima de US$100 e reacendeu preocupações com inflação global.
O avanço das tensões na região aumenta a volatilidade dos ativos e mantém investidores atentos aos possíveis efeitos sobre energia, juros e crescimento.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje segue influenciado pela escalada da guerra no Oriente Médio, o que mantém os mercados em cautela neste início de pregão. A troca contínua de ataques sustenta a alta do petróleo e do gás, ampliando temores inflacionários globais.
Mesmo após declarações de Donald Trump indicando que a ofensiva contra o Irã poderia terminar em breve, os confrontos persistem. O cenário reforça a percepção de risco entre investidores.
Na agenda econômica, a balança comercial dos EUA e o IPCA de fevereiro ganham destaque. Resultados corporativos de Magazine Luiza, Energisa e Hypera também entram no radar.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar abriu esta quinta-feira (12) cotado a R$5,16.
O contrato de dólar futuro para abril (DOLc1), o mais líquido no Brasil, avançou 0,05%, a R$5,18 na quarta-feira (11).
Dólar comercial
- Compra: R$5,158
- Venda: R$5,158
Na quarta-feira (11), o dólar comercial fechou com variação de -0,05%, valendo R$5,1574, após ter começado o dia cotado a R$5,1602.
O dólar iniciou esta quinta-feira (12) cotado a R$5,1562.
Confira a cotação do dólar em tempo real
Qual é o valor do dólar PTAX hoje?
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,1590 (compra) e R$5,1596 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
Nesta quinta-feira (12), o Banco Central ofertará 50 mil contratos de swap cambial tradicional (US$2,5 bilhões), em rolagem.
Petróleo acima de US$100
O Brent superou US$100 por barril durante a madrugada com o avanço das tensões militares. O risco de interrupção no Estreito de Ormuz amplia preocupações com a oferta global.
A região concentra cerca de 20% da produção mundial de petróleo, o que eleva a sensibilidade do mercado. Qualquer ameaça logística tende a gerar forte reação nos preços.
Diante do choque energético, bolsas internacionais registram queda generalizada. Investidores reavaliam projeções para inflação e crescimento.
AIE reduz projeção e EUA avaliam reservas
A Agência Internacional de Energia revisou a projeção de crescimento da oferta global para 2026. A estimativa caiu para 1,1 milhão de barris por dia.
O ajuste reflete a redução de produção entre países do Golfo e o impacto do conflito regional. Parte do aumento de oferta também deve ocorrer fora da aliança Opep+.
Os Estados Unidos discutem liberar reservas estratégicas para conter os preços. A medida busca reduzir os efeitos sobre inflação e atividade.
Energia pressiona projeções de preços
Autoridades europeias alertam que a alta da energia pode elevar a inflação na região. A União Europeia projeta risco de índices acima de 3%.
A agência Fitch calcula impacto de até 1,5 ponto percentual sobre inflação e crescimento nos EUA e na Europa. O cenário amplia a volatilidade nos mercados.
Países do Golfo também reavaliam investimentos e produção diante do conflito. A reconfiguração do setor energético aumenta a incerteza global.
Petróleo sustenta energia e pressiona juros
No Brasil, o avanço do petróleo tende a pressionar a curva de juros ao elevar preocupações inflacionárias. O movimento pode reduzir o espaço para cortes mais rápidos da Selic.
Ao mesmo tempo, ações ligadas ao setor de energia ganham suporte com a valorização da commodity. Petrobras aparece entre os papéis favorecidos nesse ambiente.
Investidores acompanham o IPCA de fevereiro e novos balanços corporativos. O real mantém relativa resiliência diante do dólar com apoio das exportações de petróleo.
Perguntas frequentes
Por que o petróleo subiu acima de US$100?
A escalada da guerra no Oriente Médio elevou o risco de interrupção da oferta global. O temor de problemas logísticos no Estreito de Ormuz, por onde passa parte relevante do petróleo mundial, pressionou os preços.
Como a alta do petróleo afeta a inflação global?
O encarecimento da energia tende a elevar custos de transporte, produção e combustíveis. Esse efeito pode manter a inflação mais pressionada e reduzir o espaço para cortes rápidos de juros.
Qual pode ser o impacto desse cenário nos mercados?
Conflitos geopolíticos aumentam a aversão ao risco e ampliam a volatilidade. Bolsas tendem a oscilar mais, enquanto moedas, juros e commodities reagem às mudanças nas expectativas econômicas.