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Dólar hoje ronda os R$ 5 enquanto Trump e Xi mexem com os mercados

Dólar hoje opera perto de R$5 enquanto reunião entre Trump e Xi movimenta mercados e petróleo acima de US$100 mantém pressão global.

Dólar hoje ronda os R$5 enquanto Trump e Xi mexem com os mercados
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O dólar hoje abre com investidores divididos entre o alívio externo vindo da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping e a cautela doméstica provocada pela piora da percepção fiscal no Brasil. O petróleo segue acima de US$100 e mantém pressão relevante sobre inflação e juros globais.

No exterior, as bolsas americanas e europeias tentam sustentar ganhos depois do encontro em Pequim, mas o mercado ainda não vê avanços concretos na relação entre Estados Unidos e China. O Oriente Médio continua no radar e impede uma recuperação mais firme do apetite por risco.

Por aqui, o Ibovespa deve reagir ao fluxo externo, à temporada de balanços e ao comportamento do dólar, que voltou a fechar acima de R$5. O investidor acompanha ainda os impactos políticos das medidas envolvendo combustíveis e o avanço das discussões fiscais em Brasília.

Dólar hoje

O dólar abriu esta quinta-feira (14) cotado a R$5,0109.

O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu 2,2%, a R$5,02 na quarta-feira (13).

Dólar comercial

  • Compra: R$5,0079
  • Venda: R$5,0085

Acompanhe a cotação do dólar em tempo real

Na quarta-feira (13), o dólar comercial fechou com variação de +2,4%, valendo R$5,0109 após ter começado o dia cotado a R$4,8939.

Dólar PTAX hoje

A PTAX iniciou o dia cotada a R$4,9112 (compra) e R$4,9118 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

O que influencia o dólar hoje?

O Dólar hoje opera sem direção única diante das moedas emergentes, refletindo a queda recente dos rendimentos dos Treasuries e uma leitura mais cautelosa sobre a economia americana. Ainda assim, o câmbio brasileiro segue sensível ao ambiente político e fiscal doméstico.

O encontro entre Trump e Xi Jinping trouxe algum alívio para os mercados internacionais, especialmente para bolsas europeias e contratos futuros em Nova York, embora investidores reconheçam que as tensões comerciais continuam longe de uma solução definitiva.

A moeda americana também reage ao petróleo ainda elevado e ao comportamento dos juros globais, já que o Brent acima de US$100 mantém preocupações inflacionárias vivas e reduz espaço para cortes mais agressivos de juros no mundo.

Trump e Xi tentam destravar diálogo, mas mercado segue desconfiado 

A reunião em Pequim foi acompanhada de perto pelos investidores porque marca uma tentativa de retomada do diálogo entre as duas maiores economias do planeta em meio a um ambiente geopolítico ainda bastante delicado.

Xi Jinping reforçou o discurso de cooperação internacional e voltou a defender estabilidade na região asiática, enquanto Trump classificou o encontro como positivo, embora sem anunciar medidas concretas envolvendo tarifas ou tecnologia.

Mesmo sem grandes anúncios, o encontro ajudou a reduzir parte da aversão ao risco no início do pregão, especialmente depois das últimas semanas marcadas por guerra no Oriente Médio, petróleo disparando e volatilidade forte nas bolsas globais.

Petróleo acima de US$100 mantém inflação no centro das atenções 

O Brent continua negociado acima de US$100 por barril e segue sendo um dos principais vetores de preocupação para bancos centrais, governos e investidores ao redor do mundo nesta semana.

A permanência dos conflitos entre EUA, Irã e Israel impede uma queda mais consistente das commodities energéticas, cenário que acaba contaminando as expectativas de inflação tanto nos países desenvolvidos quanto nos emergentes.

No Brasil, o impacto aparece diretamente na curva de juros, nas expectativas para combustíveis e também nas projeções para o IPCA, especialmente em um momento no qual o mercado já observa sinais de desancoragem inflacionária.

Balanços corporativos entram no radar do Ibovespa nesta quinta 

A temporada de resultados continua movimentando ações importantes da bolsa brasileira, principalmente em setores ligados ao consumo, bancos e commodities, que seguem mais sensíveis ao cenário internacional.

Empresas como Nubank, Cosan e MBRFoods aparecem entre os destaques do dia, enquanto investidores acompanham também os reflexos do petróleo sobre Petrobras e empresas ligadas à cadeia de energia.

No exterior, companhias de tecnologia e indústria continuam reagindo aos desdobramentos da viagem de Trump à China, sobretudo em setores ligados a semicondutores, inteligência artificial e exportações estratégicas.

Combustíveis, fiscal e eleições voltam ao centro das discussões 

O mercado doméstico também monitora a repercussão política das medidas recentes envolvendo subsídios e impostos sobre combustíveis, tema que voltou a mexer com percepção fiscal e expectativas para a dívida pública.

Além disso, investidores acompanham ruídos políticos relacionados às eleições e ao ambiente no Congresso, principalmente depois das discussões recentes envolvendo arrecadação, gastos e incentivos econômicos.

Esse conjunto de fatores mantém o investidor mais seletivo com ativos brasileiros, mesmo em um ambiente externo um pouco menos negativo do que o observado ao longo das últimas semanas.

Por que o dólar hoje está perto de R$5? 

Porque o mercado continua cauteloso com o cenário fiscal brasileiro e com os impactos da guerra no Oriente Médio sobre inflação e juros globais. 

O encontro entre Trump e Xi melhorou o mercado?

Houve melhora parcial no humor dos investidores, mas sem anúncios concretos o mercado segue desconfiado sobre avanços reais nas relações comerciais.

Como o petróleo acima de US$100 afeta o Brasil?

O petróleo elevado pressiona inflação, combustíveis e juros futuros, além de aumentar a cautela do Banco Central em relação à Selic.

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