Dólar hoje oscila com Trump em Pequim e IPP americano
Dólar hoje opera sem direção única enquanto mercado acompanha Trump na China, IPP dos EUA, petróleo e tensões com o Irã.
|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
O dólar hoje abre a sessão sem direção única, enquanto investidores monitoram a chegada de Donald Trump à China para encontros com Xi Jinping em meio à continuidade do impasse entre Estados Unidos e Irã.
No Brasil, a atenção se volta para os números do varejo, para as falas de Gabriel Galípolo e para a reação da curva de juros após o IPCA de abril frustrar parte das expectativas mais benignas do mercado.
Lá fora, investidores acompanham também o Índice de Preços ao Produtor americano e discursos de dirigentes do Federal Reserve e do Banco Central Europeu, em uma semana em que juros globais, petróleo e dólar continuam extremamente sensíveis ao noticiário geopolítico.
Dólar hoje
O dólar abriu esta terça-feira (13) cotado a R$4,8934.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, caiu 0,09%, a R$4,91 na segunda-feira (11).
Dólar comercial
- Compra: R$4,8949
- Venda: R$4,8955
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na terça-feira (12), o dólar comercial fechou com variação de +0,05%, valendo R$4,8934 após ter começado o dia cotado a R$4,8911.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$4,8971 (compra) e R$4,8977 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
A visita de Donald Trump a Pequim movimenta os mercados porque acontece em um momento delicado para a diplomacia global, especialmente diante da falta de avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos. Investidores tentam entender se a aproximação com Xi Jinping pode abrir espaço para algum redesenho estratégico no cenário internacional.
Durante a viagem, Trump voltou a defender que a China “abra sua economia”, reforçando o discurso comercial que marcou boa parte de sua relação com Pequim nos últimos anos. Ainda assim, o foco imediato do mercado segue concentrado nos desdobramentos do Oriente Médio.
Relatórios da inteligência americana indicando que o Irã mantém capacidade relevante de resposta militar aumentaram a percepção de que o conflito pode se prolongar, mesmo após sucessivas declarações otimistas vindas da Casa Branca nas últimas semanas.
Petróleo recua, mas mercado ainda evita euforia
O petróleo opera em leve queda nesta quarta-feira, movimento interpretado mais como realização técnica do que mudança estrutural de tendência. O mercado continua reagindo aos riscos envolvendo oferta global de energia e possíveis sanções adicionais.
A redução temporária da commodity ajuda a aliviar parte da pressão sobre juros futuros e moedas emergentes, especialmente em países importadores de combustíveis. Mesmo assim, operadores evitam movimentos mais agressivos porque o ambiente geopolítico continua instável.
Nos últimos dias, a volatilidade do Brent mostrou como qualquer declaração envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos ainda tem capacidade de mexer rapidamente com inflação, bolsas e expectativas para bancos centrais.
Varejo brasileiro entra no radar após IPCA frustrar mercado
As vendas do varejo ganharam importância depois de o IPCA de abril vir acima do esperado e reduzir apostas em um ciclo mais confortável para os juros no Brasil. O mercado agora busca sinais de desaceleração econômica que possam equilibrar a leitura inflacionária.
A expectativa é de perda de ritmo tanto no varejo restrito quanto no ampliado, cenário que poderia aliviar parcialmente a pressão sobre a ponta curta da curva de juros. Ainda assim, o investidor continua atento ao impacto do petróleo e do dólar sobre os preços domésticos.
Além dos dados, as falas de Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti também ficam no centro das atenções, principalmente depois da deterioração recente das expectativas inflacionárias no mercado brasileiro.
Dólar hoje encontra suporte na cautela externa
O dólar hoje ronda a estabilidade frente a moedas emergentes, mas continua sustentado pela busca global por proteção em meio às incertezas geopolíticas e monetárias. A ausência de um acordo envolvendo Irã e EUA impede melhora mais consistente do humor internacional.
No Brasil, a moeda americana também reage à sensibilidade dos juros locais e ao comportamento das commodities, combinação que mantém investidores cautelosos mesmo em sessões de menor estresse externo.
Além disso, o avanço do PPI americano pode alterar rapidamente as apostas envolvendo o Federal Reserve, principalmente se os números mostrarem inflação resistente nos setores ligados à produção.
Brasília acompanha economia enquanto mercado cobra previsibilidade
O governo acompanha de perto a repercussão econômica das tensões externas justamente em uma semana marcada por debates sobre inflação, produtividade e crescimento. A fala de Fernando Haddad sobre a chamada taxa das blusinhas também repercutiu no mercado.
Ao mesmo tempo, as discussões envolvendo mudanças na jornada 6×1 continuam gerando reações entre empresários e investidores, especialmente pelo potencial impacto sobre custos trabalhistas e produtividade.
Nesse ambiente, o mercado busca previsibilidade fiscal e monetária para sustentar uma recuperação mais firme dos ativos brasileiros, algo que ainda esbarra no cenário internacional mais turbulento.
Por que o mercado acompanha tanto a viagem de Trump à China?
Porque o encontro com Xi Jinping acontece em meio ao conflito entre EUA e Irã e pode influenciar comércio global, commodities e relações diplomáticas.
A queda do petróleo melhora o cenário para o Brasil?
Ajuda a aliviar pressões sobre inflação e juros, mas o efeito ainda é limitado porque o ambiente geopolítico continua instável.
O que pode mexer com o dólar hoje?
Os dados de inflação ao produtor nos EUA, falas de dirigentes do Fed e qualquer novidade envolvendo Oriente Médio seguem no radar do mercado.
