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Dólar hoje sobe com petróleo perto de US$110 e pressão nos juros

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Dólar hoje sobe com petróleo perto de US$110 e pressão nos juros
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O dólar hoje abre a sexta-feira em alta diante do aumento da aversão ao risco nos mercados globais, enquanto investidores voltam a buscar proteção após a piora nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O petróleo dispara novamente e reacende o receio de inflação persistente no mundo.

O avanço do Brent para perto de US$110 muda o humor dos mercados depois de alguns dias de alívio parcial, pressionando bolsas internacionais, elevando os rendimentos dos Treasuries e reforçando a percepção de que o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo.

No Brasil, o investidor acompanha os reflexos desse cenário sobre o câmbio, a curva de juros e a bolsa, enquanto o mercado também monitora indicadores locais, balanços corporativos e novos ruídos políticos em Brasília.

Dólar hoje

O dólar abriu esta sexta-feira (15) cotado a R$4,9808.

O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu -0,08%, a R$5,00 na quinta-feira (14).

Dólar comercial

  • Compra: R$4,9854
  • Venda: R$4,9860

Acompanhe a cotação do dólar em tempo real

Na quinta-feira (14), o dólar comercial fechou com variação de -0,6%, valendo R$4,9808 após ter começado o dia cotado a R$5,0112

H2: Dólar PTAX hoje

A PTAX iniciou o dia cotada a R$4,9803 (compra) e R$4,9809 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.

O que influencia o dólar hoje?

O mercado voltou a operar em modo cautela depois da forte alta do petróleo, impulsionada pela falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã e pela redução do fluxo de navios no Estreito de Ormuz.

A commodity já acumula sequência de ganhos importantes nesta semana e aumenta a preocupação de bancos centrais com uma nova rodada de pressão inflacionária, principalmente em combustíveis e energia.

Com isso, investidores passaram a reduzir apostas em cortes de juros nos Estados Unidos, movimento que fortalece o dólar globalmente e pressiona ativos de risco em países emergentes.

Juros americanos entram novamente no centro das atenções 

Os rendimentos dos títulos americanos avançam nesta manhã depois que operadores aumentaram as projeções para manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve nos próximos meses.

A leitura predominante é que um petróleo mais caro pode contaminar índices de inflação justamente em um momento no qual o Fed ainda busca consolidar a desaceleração dos preços na economia americana.

O movimento também impulsiona o dólar frente a moedas emergentes e amplia a cautela nas bolsas globais, especialmente em setores mais dependentes de crédito e crescimento econômico.

Bolsas caem enquanto investidores buscam proteção 

Os futuros de Nova York e as principais bolsas europeias operam no vermelho, refletindo o aumento da aversão ao risco e a migração de parte do capital para ativos considerados mais seguros.

Além do petróleo, o mercado acompanha o avanço dos Treasuries e a valorização da moeda americana, cenário que costuma reduzir o apetite por ações e pressionar empresas ligadas ao consumo.

Nem mesmo o discurso mais otimista de Trump sobre possíveis acordos comerciais com a China conseguiu melhorar de forma consistente o humor dos investidores nesta sessão.

Ibovespa sente pressão externa e monitora balanços no Brasil 

Por aqui, a tendência é de um pregão mais volátil para o Ibovespa, já que o cenário internacional mais pesado costuma atingir diretamente fluxo estrangeiro, câmbio e juros futuros.

Empresas exportadoras e ligadas a commodities podem encontrar algum suporte com o petróleo mais alto, enquanto setores dependentes de crédito tendem a sentir mais o avanço das taxas futuras.

O investidor também acompanha resultados corporativos importantes e dados de atividade doméstica, em uma semana marcada por forte sensibilidade do mercado ao ambiente político nacional.

Política e inflação voltam a ganhar espaço nas discussões 

Além do cenário externo, Brasília continua adicionando ruído aos mercados depois da repercussão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O tema fiscal permanece no radar porque qualquer deterioração da percepção política tende a aumentar pressão sobre o dólar, juros e expectativas inflacionárias no Brasil.

Nesse ambiente, o mercado passa a operar mais seletivo, equilibrando o impacto positivo das commodities com o receio de juros elevados por mais tempo tanto nos EUA quanto no cenário doméstico.

Por que o dólar hoje está subindo?

O dólar sobe porque investidores buscaram proteção diante da alta do petróleo e do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Como o petróleo perto de US$110 afeta os mercados?

O petróleo elevado aumenta o temor de inflação global, pressiona os juros e reduz apostas em cortes de taxas pelo Federal Reserve.

O que mais influencia o Ibovespa nesta sexta?

Além do cenário externo, o mercado acompanha balanços corporativos, juros futuros, câmbio e novos ruídos políticos em Brasília.

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