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O dólar hoje (17/04/2026) pode ser influenciado pelo acordo de cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano. Os governos dos EUA e Irã comentaram e reconheceram o acordo e o mercado acredita que esse pode ser um passo fundamental para o fim do conflito.
A diminuição relativa das tensões no Oriente Médio chegou a derrubar em 4% o preço do petróleo em Londres. A cotação do barril Brent, referência para a Petrobras, seguia orbitando os US$96 nas primeiras horas do dia.
Por aqui, a segunda prévia do IGP-M mostra mais dissipação da alta de preços. Segundo a FGV, a segunda leitura preliminar do IGP-M de abril subiu 2,64%, ante alta de 0,15% na segunda prévia de março. A alta dos preços tende a reduzir o ciclo de calibração da Selic.
Dólar hoje
O dólar abriu esta sexta-feira (17) cotado a R$4,9941.
O contrato de dólar futuro para maio (DOLc1), o mais líquido no Brasil, seguiu em R$5,00 na quinta-feira (16).
Dólar comercial
- Compra: R$4,9922
- Venda: R$4,9928
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na quinta-feira (16), o dólar comercial fechou com variação de -0,0006%, valendo R$4,9917 após ter começado o dia cotado a R$4,9920.
O movimento recente reflete a melhora no apetite por risco global e fatores técnicos de mercado.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,001 (compra) e R$5,007 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
Os mercados seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio em um dia de agenda esvaziada. Discursos de dirigentes do Federal Reserve também estão no radar.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de coletiva em Washington, enquanto Gabriel Galípolo acompanha reuniões do FMI. O presidente Lula cumpre agenda internacional na Espanha.
O ambiente global segue sendo o principal direcionador dos ativos, com foco em geopolítica e política monetária.
Acordo Israel – Líbano derruba cotação do petróleo
O petróleo recua mais de 4%, refletindo a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. O movimento marca reversão parcial das altas recentes.
O acordo de trégua de 10 dias entre Israel e Líbano contribuiu para reduzir o prêmio de risco geopolítico. A sinalização trouxe alívio temporário ao mercado.
Apesar disso, ainda não há confirmação de retomada formal das negociações entre EUA e Irã, mantendo o cenário indefinido. Neste contexto, portanto, os dados externos tendem a ter maior influência sobre o câmbio.
A guerra está perto do fim?
Donald Trump classificou o acordo como um “dia histórico” e afirmou que a guerra com o Irã pode acabar em breve. O discurso reforçou o otimismo pontual.
O Irã também reconheceu a trégua como parte de um entendimento mais amplo com Washington. A sinalização sugere tentativa de distensão.
Ainda assim, a ausência de agenda concreta para negociações limita o impacto positivo sobre os mercados.
Futuros de Nova York avançam apesar da queda forte da Netflix
Os futuros de Nova York operam em leve alta, apesar das quedas recentes de grandes empresas após balanços.
Netflix e Alcoa recuam no pré-mercado após resultados trimestrais muito ruins, com queda de 10% e 3%, respectivamente. Os resultados pressionam parte do setor corporativo. O movimento limita ganhos mais amplos.
Na Europa, o desempenho é misto, com destaque positivo para Paris e Frankfurt.
Mercados americanos operam em alta nas primeiras horas do dia
A leve alta em Nova York pode dar algum suporte ao Ibovespa. No entanto, a queda do petróleo tende a pressionar ações da Petrobras.
O mercado também acompanha dados de produção da Vale, que influenciam o desempenho do setor de commodities. O cenário externo segue dominante.
A combinação de fatores limita movimentos mais consistentes na Bolsa no curto prazo.
Perguntas frequentes
Por que o dólar está abaixo de R$5 hoje?
O acordo temporário de cessar-fogo entre Israel e Líbano pode representar mais um passo em direção ao fim do conflito, o que tende a reduzir a força do dólar.
Vale a pena comprar dólar agora ou esperar?
O ideal é diluir as compras para fazer um preço médio interessante. Os vetores de valorização do real continuam presentes, mas a imprevisibilidade traz riscos acima do usual.
O cenário internacional pode fazer o dólar cair mais?
Sim, o acordo de cessar-fogo, ainda que frágil e temporário, pode ser o prenúncio do fim do conflito, o que poderia influenciar o preço da moeda americana.