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O real pode sofrer alguma pressão diante do fortalecimento global do dólar e da volatilidade externa. O índice DXY sobre vigorosamente nas primeiras horas desta quinta-feira (26).
Os juros futuros refletem tanto o ambiente internacional quanto as expectativas para a política monetária doméstica. No final das contas, apesar das expectativas em torno de um cessar-fogo, o petróleo continua acima da linha de US$100 e pode alterar a dinâmica inflacionária em nível global.
No Brasil, a alta do IPCA-15 deve recalibrar as expectativas do mercado financeiro em relação aos próximos passos do Copom. A prévia da inflação oficial subiu 0,44% no mês e surpreendeu o mercado, que esperava por uma alta mais branda, de 0,29%.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje deve ser influenciado pela divulgação do IPCA-15 de março (+0,44%) e do Relatório de Política Monetária. A agenda inclui ainda a coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Os leilões de títulos prefixados também entram no radar, em um mercado ainda sensível à volatilidade recente. A guerra no Oriente Médio, que caminha para completar um mês, segue influenciando juros, câmbio e commodities.
No exterior, o foco recai sobre os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Discursos de quatro dirigentes do Federal Reserve também ajudam a balizar as expectativas dos investidores.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar abriu esta quinta-feira (26) cotado a R$5,2378.
O contrato de dólar futuro para abril (DOLc1), o mais líquido no Brasil, recuou 0,71%, a R$5,23 na quarta-feira (25).
Dólar comercial
- Compra: R$5,219
- Venda: R$5,220
Na quarta-feira (25), o dólar comercial fechou com variação de -0,2%, valendo R$5,2267, após ter começado o dia cotado a R$5,2343.
Qual é o valor do dólar PTAX hoje?
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,2269 (compra) e R$5,2275 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil. Nesta quinta-feira (26), o Banco Central ofertará até R$5 bilhões em operações compromissadas de 3 meses.
Cessar-fogo fora do radar dos investidores novamente
No cenário internacional, o barril do petróleo Brent voltou a ultrapassar os US$100. O movimento pressiona as bolsas e reforça a cautela global.
Ao mesmo tempo, o dólar e os rendimentos dos Treasuries avançam. O mercado reage à intensificação da guerra no Oriente Médio e à falta de sinais concretos de cessar-fogo.
A alta da commodity reflete também o risco de disrupção na oferta. Esse ambiente mantém o viés defensivo nos ativos globais.
A diplomacia ainda não trouxe resultados concretos e a guerra prossegue
As tensões aumentaram com novos ataques de Israel e a resposta do Irã. O conflito passou a envolver também países do Golfo no radar dos investidores.
Mesmo com declarações de Donald Trump sugerindo avanço nas negociações, a coalizão houthi do Iêmen mantém o quadro indefinido. Isso dificulta uma acomodação mais firme dos preços.
Turquia, Egito e Paquistão pressionam por uma reunião entre autoridades americanas e iranianas. Ainda assim, os dois lados seguem distantes, segundo o texto.
DXY em forte recuperação e petróleo acima dos 107 dólares renovam temores no mercado
No Brasil, o impasse sobre um cessar-fogo tende a manter a volatilidade elevada. Ainda assim, a alta do petróleo pode aliviar parte da pressão sobre a Petrobras e o real.
No pré-mercado em Nova York, o EWZ caía cerca de 0,2%. Já os ADRs da Petrobras subiam moderadamente, enquanto os da Vale recuavam mais de 1%.
O investidor também acompanha o IPCA-15, que ainda não mostrou os impactos da guerra sobre os preços dos combustíveis.
Coletiva do RPM pode ser pior dado o resultado do IPCA-15
Além do IPCA-15, o mercado monitora a trajetória da Selic e o Relatório de Política Monetária. A coletiva de Gabriel Galípolo também deve ser acompanhada de perto.
O noticiário corporativo segue no radar, com atenção a ruídos envolvendo grandes grupos e ao balanço das Americanas. Esses fatores ajudam a compor o humor local.
Os leilões do Tesouro fecham a agenda mais importante do dia. A atuação pode vir mais cautelosa, para evitar pressão adicional nas taxas em um ambiente ainda instável.
Perguntas frequentes
O que está influenciando os mercados hoje?
A alta do petróleo, as tensões no Oriente Médio e a divulgação do IPCA-15 no Brasil são os principais fatores.
Por que o petróleo está subindo?
O aumento das tensões geopolíticas e os riscos de interrupção na oferta estão pressionando os preços.
O que o IPCA-15 pode indicar para a economia?
O dado ainda não mostrou os impactos da elevação dos combustíveis sobre a inflação, mas ficou acima das expectativas do mercado. Essa surpresa inflacionária pode influenciar as próximas decisões do Copom.