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O dólar perdeu força no exterior após novos sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduzirem parte da tensão geopolítica que vinha pressionando os mercados. A queda do petróleo ajudou investidores a retomarem posições em ativos de risco nesta manhã.
No Brasil, o foco fica totalmente voltado para o IPCA-15 de maio, considerado um dos principais termômetros para os próximos passos da Selic. Além da inflação, o mercado acompanha discussões fiscais, movimentações políticas e os impactos da desaceleração global sobre o câmbio.
Dólar hoje
O dólar abriu esta quarta-feira (27) cotado a R$5,0342.
O contrato de dólar futuro para junho (DOLc1), o mais líquido no Brasil, subiu 0,3%, a R$5,04 na terça-feira (26).
Dólar comercial
- Compra: R$5,0272
- Venda: R$5,0273
Acompanhe a cotação do dólar em tempo real
Na terça-feira (26), o dólar comercial fechou com variação de +0,3%, valendo R$5,0342 após ter começado o dia cotado a R$5,0151.
Dólar PTAX hoje
A PTAX iniciou o dia cotada a R$5,0205 (compra) e R$5,0211 (venda). A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central do Brasil.
O que influencia o dólar hoje?
O dólar hoje começa o pregão em tom mais fraco frente a moedas globais, refletindo a melhora parcial do humor externo. O recuo do petróleo diminui receios de inflação persistente e reduz a procura por proteção nos mercados internacionais.
A expectativa de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã ajudou a aliviar a tensão envolvendo o Estreito de Ormuz. Apesar da cautela ainda elevada, investidores enxergam menor risco imediato de interrupção na oferta global de energia.
Com isso, os rendimentos dos Treasuries recuam e bolsas internacionais operam em alta moderada. O ambiente mais leve no exterior favorece moedas emergentes e reduz pressão sobre o real.
IPCA-15 ganha peso e pode mexer com apostas para a Selic
O IPCA-15 de maio domina as atenções do mercado brasileiro nesta terça-feira. O indicador deve mostrar desaceleração mensal da inflação, mas ainda mantendo o índice acumulado em 12 meses acima do teto da meta.
A leitura do dado será fundamental para definir expectativas sobre a trajetória dos juros no Brasil. Parte do mercado acredita que o Banco Central pode ganhar espaço para retomar cortes na Selic ao longo do segundo semestre.
Por outro lado, uma inflação ainda resistente mantém o cenário mais delicado para a política monetária. Investidores seguem atentos principalmente aos núcleos e aos preços de serviços.
Estreito de Ormuz continua no radar dos investidores globais
Mesmo com o alívio desta manhã, o cenário geopolítico segue longe de uma solução definitiva. O mercado monitora qualquer sinal sobre o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo.
Nas últimas horas, autoridades iranianas autorizaram novas travessias na região, reduzindo parte do receio sobre interrupções logísticas. Ainda assim, investidores continuam extremamente sensíveis a qualquer escalada militar.
O comportamento do petróleo segue sendo peça-chave para moedas, inflação e juros globais. Qualquer mudança no conflito pode alterar rapidamente o humor dos mercados.
Escala 6×1 e crédito ao BRB entram na pauta política
No cenário doméstico, o debate sobre o fim da escala 6×1 voltou a ganhar força no Congresso. O tema já começa a impactar discussões políticas e econômicas ligadas ao mercado de trabalho e ao consumo.
Além disso, investidores acompanham as negociações envolvendo um possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos ao BRB. O governo do Distrito Federal busca alternativas para cobrir perdas relacionadas ao Banco Master.
Esses movimentos aumentam a atenção do mercado sobre risco fiscal e articulação política em Brasília. Qualquer avanço ou impasse pode gerar reflexos sobre juros e câmbio.
Bolsa brasileira tenta encontrar direção após alívio externo
O Ibovespa deve iniciar o dia mais sensível ao comportamento do petróleo e à divulgação do IPCA-15. A queda da commodity tende a pressionar ações ligadas ao setor de energia, especialmente Petrobras.
Por outro lado, o alívio nos Treasuries pode ajudar setores mais dependentes de juros, como varejo e construção civil. O mercado brasileiro segue dividido entre fatores externos e incertezas domésticas.
Investidores também monitoram discursos de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia. As falas podem mexer diretamente com o dólar, juros globais e fluxo para mercados emergentes.
Por que o dólar caiu hoje?
O dólar perdeu força após a queda do petróleo e a melhora parcial do ambiente externo com sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã.
O que o IPCA-15 pode indicar para a Selic?
O IPCA-15 ajuda o mercado a medir se existe espaço para novos cortes na Selic ou se o Banco Central precisará manter juros elevados por mais tempo.
Por que o Estreito de Ormuz preocupa os mercados?
A região concentra uma das principais rotas globais de petróleo. Qualquer bloqueio ou conflito pode afetar energia, inflação e câmbio no mundo inteiro.